Sede Central de África, em Angola, Luanda, em 20 de Abril de 2014.

Bom dia a todos!

Os senhores estão a passar bem?

Gostaram das experiências de fé?

Muito obrigado pela presença de todos aqui no nosso 56º Congresso da Rede da Salvação!

Muito obrigado pelo esforço de cada um na expansão da Rede da Salvação por toda a África e por todo o mundo!

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, a cada congresso a nossa Rede tem expandindo mais para as províncias, os municípios, comunas, aldeias e para os países do nosso continente. Graças ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama essa expansão tem sido não só na formação de novos membros, mas principalmente na formação de lares de luz, de unidades religiosas, de pólos agrícolas. Agora já entramos na fase também de mais Escolas de Agricultura Natural, onde vamos poder aumentar o número de especialistas na prática do nosso método agrícola.

Hoje é um dia muito especial também para a Congregação Cristã porque é o dia da Páscoa! Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, a Páscoa é muito importante dentro do Cristianismo, mas já é comemorada há muito tempo antes do nascimento de Jesus. A Páscoa tem origem numa palavra hebraica que quer dizer “ passagem “, essa passagem que serviu para comemorar a libertação dos Judeus do antigo Egipto, onde serviam como escravos. Todos os ano eles comemoravam essa mesma data e, depois da passagem de Jesus, os cristãos começaram a comemorar nessa mesma data a ressurreição de Jesus.

Eu acho que o facto de esse Congresso ser realizado hoje, Domingo de Páscoa, também é muito significativo para nós messiânicos, porque este ano, no próximo dia 5 de Junho, vamos comemorar 60 anos em que Meishu-Sama nasceu de novo como Messias. Mas, antes de falar desse nascer de novo de Meishu-Sama como Messias, eu acho importante esclarecer mais uma vez, porque sempre estamos a receber novos visitantes e novos membros sobre a relação de Meishu-Sama com o Cristianismo e com as outras religiões.

Muitas pessoas perguntam: a Igreja Messiânica é Cristã? Não perguntam isso aos senhores muitas vezes?

Eu acho que a resposta mais adequada é dizer que todas as religiões estão dentro da Igreja Messiânica Mundial, não só o Cristianismo. Nós precisamos de ver sob a perspetiva do plano de Deus. Durante a Era da Noite, tudo estava escuro e o grande trabalho de Satanás foi dividir para reinar. Dividir os povos, as raças, achar que uma raça é superior a outra, que uma tribo é superior a outra, que uma religião é superior a outra. Todo o trabalho foi dividir para reinar e, quando eu me considero superior a outra pessoa por causa da minha raça ou por causa da minha religião, eu estou a menosprezar Deus que existe dentro daquela pessoa. Todos os seres humanos possuem a Partícula Divina. Respeitar o próximo independentemente da sua raça, da sua tribo, da sua religião, das suas convicções, significa respeitar o Supremo Deus que vive dentro daquela pessoa. Mas, esse processo de divisão também fez parte do plano de Deus para que a humanidade pudesse desenvolver-se materialmente. O Supremo Deus, traçou um plano de primeiro desenvolver a cultura material. Por isso é que Ele ficou mais oculto e deixou os homens  desenvolverem-se pelo egoísmo e pelo materialismo para poder desenvolver a matéria, a ciência, cultura… sem reconhecer verdadeiramente a existência de Deus. Mesmo assim, em cada época, de acordo com o período, ele enviou os fundadores das religiões. Buda foi criado pelo Supremo Deus e chamava o Supremo Deus de Grande Buda. Um dia, aos 72 anos de idade, ele estava muito triste e um discípulo perguntou:

– Porque é que o senhor está assim?

Ele respondeu:

– Hoje, eu recebi uma revelação do Grande Buda. Entre tudo o que falei até hoje, muitas coisas estavam erradas!

A partir daquele dia, quando ele atingiu o estado de iluminação, ele começou a pregar o Sutra de Lótus, onde ele falou sobre a destruição do Budismo, a vinda de Miroku e a construção do Mundo de Miroku. É importante lembrar que Jesus, Maomé e Buda, não escreveram nenhum livro enquanto estiveram vivos. Tudo o que foi escrito foi o que falaram, que ouviram. Mas quando Buda falou de destruição do Budismo, é o que Jesus depois chamou de “ Juízo final “. Vinda de Miroku é a vinda do Messias, e construção do mundo de Miroku é a construção do Reino dos Céus na Terra. Depois de mais ou menos 600 anos, nasceu Jesus, e Jesus se referia ao Supremo Deus chamando-o de Pai do Céu. Depois os Cristãos também começaram a chamar Jeová e outros nomes, mas Jesus quando começava a orar, falava de “Pai que estais no Céu“, e Jesus disse:

“Tenho muito a vos dizer porém não posso, não compreendereis, não podereis suportar. Virá depois o Consolador, o espirito da Verdade, que vos  guiará e vos anunciará as coisas que estão por vir. Ele não falará nada dele, mas apenas o que tiver ouvido do pai.”

Jesus já estava a profetizar a vinda do Messias Meishu-Sama. Depois veio Maomé no Oriente Médio, que também recebeu a revelação do anjo Gabriel e começou a recitar o Alcorão. Essa foi a base para nascer o Islamismo. Maomé chamava o Supremo Deus de Alá. Os nomes eram diferentes, mas referiam-se ao Supremo Deus, Criador e doador de toda a vida! O Supremo Deus é um só que se subdivide em vários. E Meishu-Sama não veio para substituir nenhum dos fundadores dessas religiões. Eu falei desses três, mas há outros fundadores que foram base para o Hinduísmo, para o Xintoísmo no Japão. Aqui em África também tivemos grandes líderes religiosos como Simão Toco e outros mais. Pessoas que vieram para servir dentro do plano de Deus. Meishu-Sama veio para concretizar o que esses grandes fundadores profetizaram. Meishu-Sama não gostava de ser endeusado, era uma pessoa muito simples no seu jeito de ser no dia-a-dia, mas ele recebeu essa missão de concretizar o plano de Deus, concretizar as profecias desses grandes religiosos. Por isso Meishu-Sama, no ano de 1954, nasceu de novo como o Messias.

Ontem tivemos aqui um aprimoramento para ministros e missionários e ontem, dia 19 de Abril,  completou 60 anos que ele teve um derrame cerebral que foi purificação final para ele poder nascer de novo. Eu vou ler para os senhores um pouco sobre esse período da vida de Meishu-Sama:

“No dia 14 de abril de 1954, ao término da sétima viagem missionária à Região Kansai, o Fundador retornou a Atami. Do dia 15 ao dia 17, tiveram prosseguimento as entrevistas com os fiéis na Sede Provisória de Sakimi, sem ele mostrar o menor cansaço pela longa viagem. A “Exposição de Obras-Primas de Pinturas Ukiyo-E”, que estava sendo realizada na matriz da Loja Mitsukoshi, em Nihon-Bashi, desde o dia 9 de abril – véspera da partida do Fundador para a viagem missionária – terminou no dia 18 com pleno êxito, recebendo 143.500 visitantes. Quando Ihe entregaram esse relatório, ele ficou muito contente.

Por volta das 14h do dia 19, ocorreu um fato que ninguém previa. Enquanto organizava as obras de arte que colecionara, o Fundador sentiu-se mal repentinamente, caindo de cama com sintomas de derrame cerebral. Seu estado inspirava cuidados, mas no quinto dia ele já conseguia ficar sentado no leito.

O Mestre viera desenvolvendo as atividades da Obra Divina com os minutos contados, desde que acordava, às 7h 45m, até às 2h da madrugada; a partir dessa purificação, entretanto, ele procurou descansar, abandonando todas as tarefas, tais como escrever a matéria para os órgãos informativos, fazer caligrafias e realizar entrevistas. Até então, estas eram feitas nos dias de final 5, 6 e 7; nove dias ao mês, portanto. Sem condição de dar prosseguimento a essa atividade e muito preocupado com os fiéis, o Fundador mandou gravar uma mensagem para ser transmitida a eles. Dizendo que sua purificação fora determinada por Deus e tinha um importante significado na Obra Divina, pedia-lhes que continuassem dedicando com tranqüilidade. Ao tomarem conhecimento de que ele estava acamado, por algum tempo os fiéis sentiram o coração apertado, mas, ouvindo suas palavras, recobraram a calma.

Durante essa purificação, o Fundador passou dias seguidos com intensas dores na cabeça e nos pés, não conseguindo alimentar-se nem dormir à noite. No quinto dia, estava dormindo um sono leve, quando repentinamente acordou em prantos, chegando até a soluçar. Assustada, Ota Rei, que se encontrava ao seu lado, perguntou-Ihe se estava se sentindo mal, ao que ele respondeu: “Não, não estou. É que acabei de ver a situação do Fim do Mundo. É bem pior do que eu imaginava e por isso me sinto muito triste. Afinal, quem mais sofre com a destruição da humanidade é Deus, sabe?”

A tia de Yoshi e o dedicante que estava perto ficaram profundamente emocionados com o sentimento do Fundador, que, mesmo purificando, ainda assim se preocupava com o destino da humanidade.

Quando o Mestre entrou em purificação, as construções básicas da Terra Celestial já haviam terminado. Em outubro de 1953, realizara-se o Culto da Cumeeira do Templo Messiânico e, em junho de 1954, as linhas externas do templo, projetadas por ele em estilo Le Corbusier, começaram a mostrar sua figura majestosa, só faltando o acabamento interno. Naquele mesmo mês foi realizado, no Monte Paisagem, o Culto de Consagração do Terreno do Palácio de Cristal.

Nesse ínterim, ocorreram transformações misteriosas no corpo físico do Fundador, entre as quais o aparecimento de cinco linhas verticais, nitidamente marcadas, na palma de sua mão esquerda, desde a ponta dos dedos até a base da mão. Como achasse muito estranho, um dos dedicantes que o serviam diretamente comentou o fato com um fisionomista que se dedicara a esses estudos durante longos anos, perguntando-lhe o seu significado. O fisionomista chegou à seguinte conclusão: “Significa a vinda de Deus”. Durante sua purificação, às vezes o Mestre ficava olhando fixamente para aquelas linhas, dando a impressão de ter descoberto nelas um sentido muito profundo.

O segundo fenômeno misterioso relaciona-se aos cabelos do Fundador. Desde jovem, como já dissemos, ele possuía cabelos completamente brancos, quase cor de prata. Pois ao mesmo tempo em que lhe surgiram as linhas na palma da mão, começaram a nascer-Ihe fios de cabelo preto como de criança na parte posterior da cabeça, em três locais. O barbeiro Saegussa, que trabalhava nessa profissão há mais de vinte anos, disse nunca ter visto um caso semelhante.

No dia 5 de junho, os dirigentes de Igrejas e os principais ministros foram chamados ao Solar da Nuvem Esmeralda, em Atami, para uma breve entrevista com o Fundador; era a primeira, desde o início de sua purificação, em abril. Nessa ocasião, ele disse: “Fala-se sobre a vinda do Messias. não? Pois o Messias nasceu. [Relacionando-se ao conceito cristão e judaico de Fim do Mundo – semelhante ao conceito budista de Fim das Leis – ‘ surgirá um Salvador que salvará o mundo e o fará renascer. Esse Salvador é chamado de Messias’; no budismo, segundo se presume, corresponde a “Mirokubutsu”.] Não são apenas palavras; é realidade mesmo. Eu próprio fiquei surpreso. E não se trata de renascer, mas de nascer novamente. É esquisito nascer depois de velho, mas o mais interessante é que minha pele ficou delicada como a pele de um bebê e, além disso, como podem constatar, surgiram-me estes cabelos pretos. Ao vê-los, o barbeiro disse que parecem cabelo de criança. Os fios brancos foram sumindo gradativamente e só nasciam fios pretos. (. . .) Esse Messias tem a posição mais elevada na hierarquia do mundo. No Ocidente, ele é considerado o Rei dos Reis. Assim, a minha vinda se reveste da maior importância, pois, graças a ela, a humanidade será salva. “

Dez dias depois, ou seja, em 15 de junho de 1954, foi solenemente realizada no Templo Messiânico, que estava noventa por cento pronto, a Cerimônia de Comemoração Provisória da Vinda do Messias. Nesse dia, o estado do Fundador não era bom, tendo ele subido ao Altar com muito custo, ajudado por terceiros. Como ficaram sabendo que poderiam encontrá-lo, depois de dois meses sem vê-lo, os fiéis ali se reuniram em número superior a dez mil, provenientes de todo o país. Era a primeira vez que o Mestre aparecia em público desde o início de sua purificação. Estava todo vestido de branco e fez uma saudação bem simples. Nessa oportunidade, o Presidente da Igreja, Okussa Naoyoshi, comunicou aos presentes a deliberação de chamá-lo, dali em diante, pelo nome Meshia-Sama (Messias) e não mais Meishu-Sama.

Após dois meses de purificação, o Fundador sentira-se firmemente convicto de que era hora de mostrar abertamente a Verdade, ou seja, que ele viera ao mundo com a missão de salvá-lo. Achou que os fenômenos misteriosos representados pelas linhas que lhe apareceram na mão e pela mudança observada em seu cabelo indicavam a chegada desse momento. Assim, nos dois meses que sucederam a Comemoração Provisória da Vinda do Messias, revelou a toda a sociedade o advento do Salvador do Mundo, apresentando-se ele próprio como sendo o Messias. Em várias oportunidades o Fundador havia se referido ao termo “Messias”. Na entrevista realizada em setembro de 1948, por exemplo, dissera, em resposta a uma pergunta: “Essa palavra é hebraica e por isso é um pouco difícil de ser entendida em japonês. Significa “Senhor da Salvação do Mundo”, ou, simplesmente, “Salvador”. Os cristãos acreditam que Jesus Cristo é o Salvador, mas, na verdade, ele é o Senhor da Redenção, o que é bem diferente de “Senhor da Salvação do Mundo”. Redentor é aquele que redimiu os pecados de todos os povos; tornando-se representante desses pecados, sacrificou sua vida para ser perdoado. Salvador não é aquele que é perdoado, e sim o que perdoa. Bem, darei maiores explicações com o passar do tempo.” Essa interpretação, na qual nenhum especialista em judaísmo e cristianismo chegara a pensar, era resultado de uma assimilação total do significado do termo. Com base na convicção de que o Fundador era o Messias, nossa Igreja, durante certo tempo, foi denominada Igreja Messias Mundial. Sobre o assunto ele compôs um grande número de poemas, dos quais transcrevemos três:

“Kanzeon Bossatsu,
O nome da Grande Piedade,
É sinônimo de Messias. “

“Que alegria
Adorar o Messias
Que desce envolto em Luz,
Às vestes de Aleluia!”

“Grande Messias
É o sagrado nome
Daquele que promoverá a salvação
No Fim do Mundo!”

Ainda a propósito do assunto, o Fundador referiu-se diversas vezes ao oratório intitulado “Messias”, da autoria de Hendel, compositor alemão (1685 – 1759). É desnecessário dar maiores esclarecimentos a respeito dessa música, pois se trata de uma obra mundialmente famosa, mas dizem que, no primeiro concerto em que ela foi executada, o Rei da Inglaterra tirou o chapéu, gesto que, a partir daí, se tornou uma tradição. Outra composição a que o Fundador não poupava elogios, é o conhecidíssimo coral “Aleluia”, sobre o qual dizia: “Foi preparado por Deus.” Aliás, ele chegou a instalar um “box” de orquestra dentro do Templo Messiânico, para a realização de concertos.

Depois que o Fundador passou a ser chamado de Messias, suas orientações diárias tornaram-se ainda mais rigorosas. Assim que entrou em purificação, ele falou a um dedicante: “Daqui para frente será o Mundo do Espírito, o Mundo do Pensamento. Enquanto o corpo físico está em movimento, a ação é limitada. É quando o corpo já não se move que dá para se fazer um grande trabalho. ” Na época, frisou repetidas vezes que os fiéis deveriam voltar seus corações para ele, procurando captar seu sentimento.

O Fundador sempre fora rigoroso em relação às faltas cometidas pelos dedicantes, tais como mentir, mistificar e transferir a responsabilidade dos erros para outrem. Após a purificação, entretanto, seu rigor tornou-se ainda maior; ele chamava a atenção e repreendia até as falhas mais insignificantes. E agia assim não só com os servidores, mas também com Yoshi, a quem dava orientações bastante severas.”

Eu li isso do livro “ Luz do Oriente “ 3º volume, que é a biografia do Messias Meishu-Sama.

Então, este ano, neste Culto do Paraíso Terrestre, dia 15 de Junho, vai ser muito especial porque vão ser 60 anos desde a cerimonia provisoria da vinda do Messias.

No ano passado Kyoshu-Sama nos orientou que o objetivo final de todas as nossas práticas é cada um de nós nascer de novo, como aconteceu com Meishu-Sama.

Muitas vezes, há milhares de anos, o que vemos nas pessoas é que todo o mundo espera a vinda do Salvador. Mas, Meishu-Sama quando fala que nasceu de novo como Messias, ele se tornou vivo na Partícula Divina de cada ser humano, junto com o Supremo Deus.

Ou seja, todos nós temos missão de Messias, todos nós temos missão de ser instrumento de Deus para salvar o nosso próximo e o mundo. Nós não podemos ficar na posição de simplesmente adorar Meishu-Sama porque ele é o Messias e ficarmos esperando ele salvar o outro, porque ele vai fazer essa salvação através de cada um de nós.

Cada um de nós, até ao Culto do Paraíso Terrestre, no próximo 15 de Junho, precisa fazer uma reflexão: “qual é o meu compromisso com o Messias Meishu-Sama? Em que fase da fé eu estou?” Eu gostaria que os senhores estudassem as experiências de fé que foram lidas hoje, em especial a experiência de fé da irmã Engrácia. No Uíge, fiquei muito emocionado de ver o Johrei Center que nasceu a partir da dedicação pura e sincera que ela começou naquela província. Quando o Ministro lhe falou para começar a ministrar Johrei nas pessoas a partir da sua casa, ela falou:

– Ministro, eu não sei ler e não sei escrever, não vai dar certo!

Quando eu vi ela a falar isso, eu me lembrei de uma frase que diz o seguinte: Deus não escolhe os capacitados, ele capacita os escolhidos!

Os escolhidos são os que têm sinceridade e vontade de servir ao próximo, e que sentem a dor do próximo como a sua dor. Cada um de nós precisa refletir sobre essa postura da irmã Engrácia. Por quê?

Quando conhecemos Meishu-Sama normalmente estávamos a viver algum problema, ou doença, conflito, problema financeiro. Quando começamos a receber Johrei, a nossa vida começa a mudar. A nossa primeira fase é a de resolver problemas, mas precisamos evoluir para a segunda fase, que é a fase da gratidão. O primeiro sintoma da gratidão é contar a nossa experiência de fé para as pessoas e aí começa a dedicar. Mas, se só ficar na fase da gratidão, mais cedo ou mais tarde a pessoa afasta-se também. Precisa evoluir para a terceira fase, que é o compromisso! Compromisso de cumprir missão, reconhecer que o que eu recebi de Deus, que é a vida, saúde, condição para viver, são instrumentos para eu servir a Deus, servir à humanidade.

Esse “assumir o compromisso e reconfirmar o compromisso preocupando-se com o nosso próximo”,  é o que mudou a vida não só da irmã Engrácia mas também de toda a sua família como os senhores ouviram na experiencia de fé. O que acontece, eu sou ministro, missionário, membro, eu recebi milagre, mas a vida está cada vez pior, hoje eu preciso refletir em que nível da fé é que eu estou. Eu estou no nível de só querer resolver problemas ou eu sou uma pessoa comprometida com a felicidade do próximo e a construção do Paraíso Terrestre?

A nossa alma foi preparada no Mundo Divino pelo Supremo Deus e nos foi concedida para que aqui, no plano material, nós pudéssemos participar na salvação da humanidade e na construção do Paraíso Terrestre.

Quando nós temos esse objetivo, não importa a purificação, nós vamos ultrapassar e a nossa vida vai melhorar cada vez mais. Mas, enquanto eu não desperto para isso, quando aparece qualquer problema e a gente começa a reclamar, a lamuriar, entra no desespero e cada vez piora mais a nossa vida!

Por isso eu acredito que estes próximos dois meses, essa preparação para o Culto do Paraíso Terrestre, que nós estamos a dar partida a partir de hoje, nesse 56ª Congresso, é importante essa nossa reflexão, nosso compromisso com o Supremo Deus e com o Messias Meishu-Sama, neste ano em que completam 60 anos que Meishu-Sama nasceu de novo como Messias, como verdadeiro filho de Deus. Esse é o caminho que todos nós precisamos trilhar!

Até ao dia 15 de Junho, como o Ministro Roberto falou, nós vamos inaugurar a nossa Sede Central em Moçambique, no próximo dia 25 de Maio, dia de África. Eu gostaria de ter representantes dos países de África nessa inauguração, e nesse dia todas as Unidades de África estarem a orar em sintonia comigo e com todos os messiânicos de Moçambique, participando desse evento.

Para realizar essa inauguração, eu convidei o chefe do Departamento Internacional da nossa Igreja do Japão, o Reverendo Marco Resende, que vai estar presente nessa cerimonia e depois ele virá comigo para Angola e ele vai oficiar o Culto Mensal do dia 1º de Junho, aqui na nossa Sede Central de África.

Então, eu gostaria que, como preparação para esse Culto do Paraíso, nós nos empenhássemos em ministrar no mínimo 10 Johrei por dia, até lá distribuirmos pelo menos 100 flores de luz e abrirmos uma horta caseira, como preparação para esse Culto do Paraíso Terrestre.

Posso contar com os senhores?

Então, mais uma vez muito obrigado, boa missão para todos os senhores! Vamos nos preparar bem para esse Culto de 15 de Junho, muito obrigado!