Patrick Katoti tornou-se messiânico em 1996, mas ficou 13 anos afastado da fé. Retornou em Abril de 2011, fez uma reflexão profunda, e resolveu servir a Deus. Foi designado para trabalhar profissionalmente em Serra Leoa em Setembro de 2010, onde levou a fé messiânica, legalizando a Igreja tanto no país, como na Libéria e no Guiné Conackry. Em dezembro de 2012, quando terminou a sua missão profissional, já havia 270 membros em Serra Leoa, 35 na Libéria e 4 no Guiné Conakry.Sem contar os mais de 400 frequentadores divididos nestes países, incluindo 7 na República do Quênia.

Sou missionário e dedico no Johrei Center São Francisco de Assis. Resido no Município de Kilamba Kiaxi, bairro Simione Mucune. Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 1996. Não tinha problema aparente. Mas começei a receber 10 Johrei por dia; ler os Ensinamentos de Meishu-Sama e recebi o Ohikari para levar a luz do Johrei para outras pessoas.

Na época, trabalhava no Programa das Nações Unidas para a ajuda humanitária, PAM. Passados alguns meses, tive um sonho em que uma multidão tentava agarrar-me e acordei com um grande estrondo: o Ohikari, que estava pendurado no prego, explodiu, espalhando-se em fragmentos pela sala. Fiquei assustado, decidi afastar-me da Igreja e comecei a questionar a divindade de Meishu-Sama.

Foram 13 anos, em que deambulava de país a país, para concluir a minha formação. Filiei-me numa outra congregação religiosa, contribuindo para a construção da mesma. De recordar que aonde quer que fosse, ao visitar lugares sagrados ou outros similares tinha uma visão da imagem de Meishu-Sama, com as mãos abertas. Em cada uma, havia escrito em inglês: missão e responsabilidade. Isso aconteceu no Monte Quilimanjaro, na República do Quênia e em Israel, no lugar onde se supõe haver nascido Jesus Cristo.

Esse tempo todo fui questionando, sem ter resposta. Quando o Ministro Filipe Tuta Tuta, que me encaminhou, chegou da República da Zâmbia em Março de 2011, percebi que ele nunca ficava sozinho em casa. Era um entra e sai de pessoas buscando orientação, que cheguei a pensar: “O kota já virou quimbandeiro e nem tempo para a família tem.”

Nesta altura, como fui suspenso no serviço sem motivo, ele convidou-me a regressar para a Igreja. Decidi visitar a Sede Central de África e fiquei extasiado com a beleza que encontrei.

Em Abril de 2011, apresentou-me no Johrei Center São Francisco de Assis, onde fui orientado a: receber 10 Johrei por dia; manter a flor de luz em casa; fazer o Sorei-Saishi do meu pai; fazer donativo de construção; cultuar os antepassados; encaminhar pessoas à igreja; participar das assistências religiosas; e fazer uma horta caseira.

Não tive dificuldades para cumprir com as orientações e no mesmo mês tive a permissão de me outorgar.

Depois de fazer a reflexão profunda, decidi aprofundar com um donativo especial para a construção e no encaminhamento. Foi aí que fui convocado para uma reunião no serviço onde me comunicaram as causas da minha suspensão, até então desconhecidas para mim, e foi instaurado um processo disciplinar.

Comuniquei a responsável, que me orientou a agradecer com um donativo especial porque estava a purificar para receber uma tarefa maior e realizar o que mais agrada a Deus: o encaminhamento de muitas pessoas à fé.

Comecei a buscar pessoas conhecidas que estavam a sofrer e trazia para a responsável atender. Tanto no Centro de Aprimoramento como na unidade religiosa, encaminhava pessoas. Durante quinze dias, fiz essa dedicação não para resolver a situação, mas para elevar os meus antepassados no Mundo Espiritual e agradecer a decisão que saísse daquele processo, independente de qual fosse. Quinze dias depois fui chamado no serviço e comunicado que havia sido decidido pela minha expulsão compulsiva.

Ao comunicar à responsável o resultado, ela disse-me: ”Tudo que Deus faz está bem feito. Por alguma razão, Meishu-Sama não quer que continues naquele lugar, portanto vamos agradecer o resultado.”

Resultado: na antiga instituição, fui chamado para que devolvesse os papéis da expulsão, porque juridicamente não estava correcto e, para minha surpresa, três semanas depois fui convocado por uma instituição das Nações Unidas, para assumir o cargo de representar a UNICEF na República da Serra Leoa, com um salário superior ao da antiga instituição onde trabalhava e seguro de saúde para toda a família.

Em Setembro 2010, me desloquei para a República da Serra Leoa como funcionário das Nações Unidas, e também como representante do Messias Meishu-Sama. Assim, ganhei a permissão de, quatro meses depois, encaminhar os primeiros 30 novos Membros, sendo um da República da Libéria. Todos eles foram outorgados em Março de 2012 pelo Ministro Filipe Tuta Tuta, a quem eu convidei a visitar a República da Serra Leoa.

Em Maio de 2012, convidei-o novamente para realizar uma segunda cerimônia de outorga. Dessa vez, para 217 pessoas com o Ohikari e 4 Shoko, sendo 24 de Freetown, 29 do Makeni, 34 da Monróvia e 30 de Gendema.

Na terceira visita do Ministro Filipe Tuta Tuta, foram outorgados 153 novos membros, sendo: Kenema – 86 pessoas, Freetown – 43, Gendema – 14, Makene – 8 e Bo – 2.

Até o término da minha Missão em Dezembro 2012, já tínhamos na Serra Leoa um total de 270 membros: Freetown – 87, Kenema – 86, Makene – 51, Gendema – 44 e Bo – 2. Na Libéria, tínhamos 35 membros e no Guiné Conakry, 4. Tínhamos também cerca de 351 frequentadores na Serra Leoa, 56 na Libéria e 10 no Guiné Conakry. Na República do Quênia, tínhamos 7 frequentadores, que aguardavam pela formação em Agricultura Natural. Também legalizei a Igreja Messiânica em Serra Leoa, Guiné Conackry e na Libéria, e agora a nossa Igreja está reconhecida nestes países.

Estou muito agradecido por saber que o Presidente da Igreja Messiânica Mundial de África visitou a Serra Leoa e inaugurou o primeiro Johrei Center na cidade de Freetown.

Aprendi com essas experiências, que nós somos somente instrumentos do Messias Meishu-Sama, que não podemos fazer as coisas com vaidade e presunção, porque é Deus que nos está a utilizar. Que precisamos ser humildes na execução das nossas tarefas e trabalhar em equipa. Por isso, o meu compromisso é cada vez mais ficar atento aos sinais do Mundo Espiritual, para ganhar a permissão de participar na formação dos 100 mil Membros, na construção da Escola de Agricultura Natural e na formação do Elemento Humano na África e no Mundo.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados pela permissão de reingressar na fé messiânica. Aos ministros, responsáveis, membros e frequentadores que, directa ou indirectamente, me ajudaram no evoluir na fé, ofereço a minha eterna gratidão.

Muito obrigado.