lourençoChamo-me Lourenço Pascoal Pedro Miguel, tenho 23 anos de idade e resido no município do Cazenga. Sou membro e dedico como encarregado das experiências de fé do Johrei Center do Patrício.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola no dia 6 de Janeiro de 2006, por intermédio da minha tia Domingas Francisco, membro desta igreja, que já se encontra no mundo espiritual.

O motivo que me levou a conhecer a igreja foi a doença. Sofri ao longo de dois anos com problemas respiratórios e febre tifóide, facto que me obrigou a percorrer vários hospitais e clínicas particulares, gastando avultadas somas em dinheiro, mas sem resultado satisfatório.

Foi neste quadro de sofrimento que a irmã Domingas Francisco falou-me da igreja, do Johrei e dos seus milagres, encaminhando-me ao núcleo de Johrei, onde fui recebido pelo plantonista, que ouviu atentamente o meu sofrimento. Recebi a orientação de receber 10 Johrei por dia, manter a flor de luz em casa, assistir os cultos, participar da limpeza da nave e do banheiro, peregrinar aos locais de maior luz e encaminhar outras pessoas à fé.

Cumpri todas as orientações sem dificuldade, e em 30 dias de recebimento de Johrei todos os problemas foram ultrapassados naturalmente. Hoje respiro normalmente e, como gratidão, fiz o meu donativo de ingresso na fé e tornei-me membro em Agosto de 2006 para melhor servir na Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar para os senhores está relacionada à prática do amor altruísta.

Em um Culto de Gratidão Mensal, o presidente da Igreja Messiânica Mundial de África, Ministro Claudio Pinheiro, falou sobre a importância de praticarmos pequenas acções altruístas por intermédio da flor de luz.

Quando ouvi a orientação, não tive a intenção de colocar em prática, porque teria vergonha de andar com flores, e sempre procurava uma desculpa para não colocar as orientações em prática. No entanto, o responsável da unidade reforçou-nos sobre a importância de praticarmos as pequenas acções altruístas por intermédio da flor de luz. Mesmo sem entender, levei uma flor para o meu local de trabalho com a intenção de oferecer ao meu colega. Quando cheguei, fiquei com vergonha de entregar a flor a ele, porque deparei-me com uma das minhas colegas, que me perguntou: “Lourenço, você aqui com flor, está apaixonado?”. Respondi que não e, ao escutar aquilo, fiquei ainda mais cheio de vergonha e falei para mim mesmo: “Não vou entregar mais a flor para ninguém, vou guardá-la no meu escritório.”  A pessoa a quem eu queria oferecer a flor passava sempre na minha frente, e como não queria mais entregar, escondi-a embaixo de uma mesa, mas dentro de mim ouvia uma voz que me dizia: “Entregue a flor ao seu colega!”, e eu contrariava dizendo: “Não vou entregar nenhuma flor. Se quiser, entregue você, porque eu não quero passar vergonha!”. Mas a voz insistia a dizer-me para entregar a flor, então decidi entrega-la para não ficar com peso na consciência.

Foi assim que chamei o meu colega e entreguei-lhe a flor. Para minha surpresa, ele ficou muito feliz e agradecido. Ele é o motorista do dono da empresa, e quando ele ia levando a flor para o carro, o dono da empresa questionou: “O que é isso?”. Ele respondeu que se tratava de uma flor que um de seus colegas ofereceu. O chefe mandou-me chamar para o seu gabinete, onde me deparei com muita gente, porque naquele dia havia uma reunião, e ele perguntou: “O que significa essa flor? Será que tem algum ritual?”. Eu não sabia como responder, porque estava com medo e cheio de vergonha, uma vez que era o próprio dono da empresa a fazer-me esse tipo de pergunta.

Naquele momento, fiz a seguinte prece: “Meishu-Sama, por favor me ajude, que seja feita a sua vontade; me utilize como seu instrumento mesmo nas pequenas acções altruístas, e que não seja eu a falar, mas sim o senhor”. Assim, levantei a cabeça e falei para todos que a flor representa o belo, e com ela nos reencontramos com a nossa natureza Divina. A flor purifica o ambiente espiritual de qualquer lugar onde se encontre, e nos reanima e nos contagia através do sentimento. Falei sobre o que Jesus Cristo afirmou: o mesmo amor que Deus tem para com os seres humanos é o que Ele tem para com as flores. Prossegui e expliquei que a flor natural é diferente das flores artificiais, por conter energia proveniente da natureza, e em seguida perguntei-lhes se já haviam visto um jardim sem flores, e todos responderam que não. Perguntei por que quando alguém faz aniversário, recebe flores. Eles me responderam que é para nós demonstrarmos o amor que sentimos por aquela pessoa, então eu falei: “É a mesma coisa, a flor é amor, é pureza e é beleza natural”. Eles concordaram e perguntaram por que eu não trago flores à empresa. Eu fiquei envergonhado, porque não esperava que eles reagiriam dessa forma. O dono da empresa, então, me disse para trazer flores para a empresa, e pediu que lhe avisasse caso precisasse de dinheiro para comprá-las. Ele ainda falou à minha chefe: “Olha, tens que manter o belo aqui! Ouviu o que ele falou, a flor representa o belo e purifica o ambiente de qualquer lugar onde ela se encontre, por isso daqui para frente eu quero flor nesse lugar!”

Com esta experiência confirmei que Meishu-Sama é o Messias esperado pela humanidade, e que colocando as orientações dos nossos superiores em prática, nos ligamos ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Encaminhei 158 pessoas à igreja, das quais 20 são Membros. Pratico o dízimo, donativo de construção, tenho horta caseira e cuido de uma casa de membro e uma de frequentador.

Comprometo-me a dedicar na Obra Divina, cumprindo com as orientações dos nossos superiores e outorgando um maior número de pessoas na fé. Pretendo também peregrinar aos Solos Sagrados do Japão e do Brasil.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da Salvação.

Aos Ministros, responsáveis, membros e frequentadores, e a todos que tem contribuído para o meu crescimento espiritual, os meus sinceros agradecimentos.

A todos os presentes o meu muito obrigado.