Chamo-me Lando Adriano da Silva Anacleto, tenho 30 anos de idade, sou missionário e dedico como Assistente do Grupo Lua da área nº 2, região Kilamba Kiaxi. Conheci a Igreja Messiânica Mundial no ano de 2010, por intermédio do Senhor Januário Nkessela Alberto Lindo, membro desta igreja. O motivo que esteve na base do meu encaminhamento a este maravilhoso caminho da salvação foram dúvidas quanto à existência de Deus.

Durante 25 anos fui crente de uma seita religiosa. Devido ao sofrimento que via outras pessoas passarem, questionei-me como era possível haver pessoas que têm muito e outras que não têm nada. Busquei respostas para compreender a origem dos males que afligiam aquelas pessoas, mas não tive sucesso, algumas vezes porque não encontrava pessoas capazes de me esclarecer, outras porque as que encontrava diziam que Deus era um dogma. Apavorado, acabei desistindo da crença que professava, e passei a ver Deus como uma fantasia da cabeça dos homens.

Foi neste quadro de profundo sofrimento que fui encaminhado à igreja. Quando me trouxeram para a igreja, disse ao meu amigo que eu somente falaria com o responsável principal, e que não falaria com nenhum outro aventureiro.

Na nave fui recebido pelo responsável, que no final do culto amavelmente me escutou sem me interromper e, apercebendo-se dos motivos de minha descrença, disse-me: “O bem e o mal andam sempre juntos”. Ao ouvir aquelas palavras, pensei: “Como é possível ouvi-las dentro de uma igreja?”. Posteriormente, senti algo forte dentro de mim, como se uma nova criatura estivesse nascendo, e o responsável orientou-me a praticar o seguinte:

  • Receber 10 johrei por dia;
  • Dedicar na nave e no banheiro;
  • Participar das dedicações de limpeza;
  • Ler muitas vezes ao dia os ensinamentos do Messias Meishu-Sama;
  • Peregrinar aos locais de maior luz da nossa igreja.

Encontrei algumas dificuldades no cumprimento da orientação, tendo ficado uma semana sem ir para a igreja, sem motivo que justificasse. Foi quando recebi um telefonema do responsável querendo saber se estava bem. Ao ver a chamada, pensei: “Ele está a ligar para mim? Vou mentir-lhe!”. Mas ao atendê-lo não sei o que aconteceu, só sei que acabei dizendo toda a verdade. Desde aquela data passei a reflectir sobre a existência de Deus e, notando o amor que era compartilhado entre as pessoas, decidi me aprofundar cada dia mais.

A experiência de fé que passo a relatar para os senhores está relacionada com a prática de pequenas acções altruístas no local de trabalho.

Sou policial e, certo dia, pus-me a reflectir sobre que prática altruísta deveria desenvolver no local de trabalho com a finalidade de melhorar o ambiente espiritual. Foi então que nasceu em mim o sentimento de colocar flores e distribuir aos meus colegas folhetos da prática do Sonen. Comecei pela minha sala de trabalho. De início sentia-me envergonhado, mas com o passar do tempo fui colocando regularmente. Dedicando durante dois meses mantendo a flor de luz no local de trabalho, obtive muitos resultados.

Normalmente, os sábados são os dias consagrados para realização de formatura geral em meu trabalho, mas em uma quinta-feira meu chefe me disse: “No sábado não haverá formatura, todo mundo deverá vir com baldes, vassoura e outros instrumentos de trabalho, faremos uma limpeza.” Fiquei totalmente surpreso com tal atitude, pois durante nove anos na polícia, nunca ouvira um Comandante determinar coisa igual. Para minha surpresa, todos limparam com bastante alegria, pareciam até messiânicos a dedicarem. Em conversa com o meu chefe no pátio da unidade, um outro chefe veio e exclamou: “A unidade ficou realmente limpa, parece que havia uma nuvem sobre nós que foi tirada!”.

O Comandante que dirigiu a campanha de limpeza recebeu, então, um telefonema comunicando-lhe que foi seleccionado a participar de um Curso de Comandantes de Divisão.

Três dias depois, uma Empresa de Saneamento Básico restaurou o sistema de esgoto, e o cheiro nauseabundo que havia nas casas de banho foi eliminado. Elas foram apetrechadas com novo piso e novas sanitas, e a unidade teve as paredes e os passeios pintados novamente.

Recebemos também um lote de motorizadas para serviço de patrulhamento, e tornou-se notória a harmonia entre os colegas.

Outro dia estive a conversar com o meu chefe acerca dos benefícios da materialização da limpeza onde quer que estejamos, e disse-lhe que a limpeza abre muitos caminhos e facilita a compreensão de muitos aspectos. Mostrando-se interessado, ele me disse: “Se é assim, doravante faremos limpeza uma vez por mês!” Ao ouvir isso fiquei maravilhado, porque certo dia houve uma conversa onde meu chefe deixou claro que ele era ateu, e só acreditava nas coisas que têm forma.

Além disso, ganhei a permissão de todas as quartas-feiras colocar uma Ikebana na sala de reuniões, visto que nesse dia é realizada a Reunião Operativa, onde todos os chefes a nível da Unidade de Trânsito de Luanda se encontram.

Também faço várias cópias da prática do Sonen e distribuo aos colegas. Por isso, certo dia recebi um colega bastante aflito porque não sabia onde havia deixado a sua declaração da escola. Dei-lhe a prática do Sonen, dizendo-lhe que todos os seus problemas seriam resolvidos se ele tentasse compreender o conteúdo da mesma. De princípio pareceu céptico, pois julgava que eu estava a ignorar a sua preocupação. Passados cinco minutos aproximadamente, ligou para mim totalmente satisfeito e disse: “Puxa, esse seu papel é forte! Só li o primeiro parágrafo e já me lembrei de que guardei a minha declaração na minha carteira.” Agradeceu muito e orientei-o a falar para outras pessoas o que ele havia vivenciado.

Pessoalmente, antes dessas práticas altruístas eu vivia grandes dificuldades no que toca a ida aos locais de maior luz. Graças a Deus e a Meishu-Sama tive permissão de retomar às minhas dedicações, e ganhei a permissão de ser escolhido pelo Assistente do grupo Lua da região para ser Assistente de Área.  No início achei que era somente o meu chefe que havia recebido graças, mas hoje percebi que os maiores beneficiados daquela dedicação fomos eu e os meus antepassados. Ganhei tambem a permissão de receber um grupo de missionários em minha casa que foram fazer limpeza. Desde aquela data, os conflitos com a família se amenizaram, e actualmente minha esposa e eu participamos do desafio de oração às 6h da manhã em sintonia com os membros da Comissão Ecuménica da igreja. Minhas graças não ficaram por aí, pois ganhei ainda a permissão de ser promovido ao grau de 3º Subchefe no trabalho.

Aprendi que devemos dar continuidade às práticas que nos levaram a manifestar a vontade de servir ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Meu compromisso é de empenhar-me cada vez mais na Obra Divina, para o meu bem-estar e para a felicidade de outras pessoas, tornando-me uma pessoa simpática e um pioneiro da salvação. Como gratidão, materializei meu donativo especial de gratidão.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Meus agradecimentos são extensivos ao Senhor Januário Nkessela Alberto Lindo, por ter sido utilizado para o meu encaminhamento à igreja.

Aos Ministros, responsáveis, missionários, membros e frequentadores que diariamente têm ajudado e contribuido para o meu crescimento espiritual, o meu muito obrigado.

A todos os senhores que pacientemente partilharam comigo o meu relato de fé, os meus sinceros agradecimentos.