Chamo-me Osvaldo Bomba Namurá, tenho 29 anos de idade e dedico como Responsável da Unidade religiosa do Alto-Maé.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique em 2008. Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram: dores de cabeça constantes e conflitos em casa dos meus pais, que, com o cumprimento das orientações dadas, foram sendo ultrapassados, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

A experiência que passo a relatar está relacionada com a importância do recebimento da Imagem da Luz Divina no lar.

Mesmo estando a frequentar a Igreja e sentindo-me muito bem com as graças, em particular de melhorar das dores de cabeça e ganhar paz de espírito, enfrentava uma situação infernal em casa dos meus pais. Desde a minha infância, via o meu pai sempre bêbado; ele bebia praticamente todos os dias e muitas vezes criava muita confusão em casa, na vizinhança e no serviço. Havia todo tipo de agressão: verbal, física, falta de respeito e consideração para com as pessoas. Várias vezes tentei intervir em muitas dessas agressões, principalmente à minha mãe, mas nada resultava. Também não nos deixava receber amigos em casa e as minhas irmãs eram obrigadas a namorar às escondidas, pois tinham vergonha de apresentar os respectivos namorados ao nosso pai.

Muitas vezes eu achava que a solução era ficar fora de casa o quanto pudesse para evitar cruzar-me com ele, mas como o consumo do álcool era constante e exagerado, não havia vez em que eu não lhe encontrasse embriagado e, como consequência, tinha que viver aquele inferno. Algumas vezes, a minha mãe recebia chamadas de pessoas, dizendo que o tinham visto deitado no chão perto de barracas ou locais de venda de álcool. Outras vezes eu mesmo via-o deitado no chão e chamava a minha mãe para que o levássemos de volta à casa.

Nessa altura, outro conflito surgira entre nós, pois quando comecei a frequentar a Igreja Messiânica ele opôs-se totalmente.  O mais estranho era que antes eu frequentara outras denominações religiosas e ele nunca se opusera, mas quando eu lhe falei da Igreja Messiânica, ele enfureceu-se, ao ponto de pedir a um dos meus tios para que conversasse comigo de modo a convencer-me a largar a Igreja. Em conversa com este tio, expliquei-lhe sobre a Igreja e perguntei-lhe se alguma vez ouvira alguém falar sobre algum comportamento mau da minha parte depois que entrara para a Messiânica, ao que respondeu que não, que pelo contrário eu havia melhorado muito. Daí em diante, o meu tio nunca mais tocou no assunto.

Por outro lado, eu sentia muita raiva e mágoa do meu pai, de tal forma que o julgava constantemente de todas as formas possíveis e imaginárias.

Foi em meio a esse sofrimento e me sentindo muito bem com a melhoria das dores de cabeça, que decidi tornar-me membro da Igreja, pois queria salvar outras pessoas e ministrar Johrei no meu pai. Quando eu ministrava Johrei nele, mesmo estando embriagado, começava a mexer-se, mostrando sinais de incômodo. Outras vezes até me pedia para parar. Eu ficava admirado, pois não entendia como era possível ele sentir a força do Johrei estando embriagado.

Apesar de ministrar Johrei nele e dedicar todos os dias, continuava com muita mágoa dele, e cheguei quase a agredi-lo. Só não o fiz porque quando levantei a mão para agredi-lo, o meu Ohikari caiu.

Em conversa com a Ministra que cuidava de mim na altura, fui orientado a aprofundar mais na limpeza e pedir a Meishu-Sama para que aquela mácula da minha família fosse eliminada, que não o julgasse nunca e agradecesse bastante. Assim, dedicava com esse Sonen, refletindo e encaminhando. Certa vez, enquanto dedicava na limpeza da nave, fui invadido por um enorme sentimento de culpa pelo facto de estar a julgar o meu pai, e pensei para comigo: “Eu também não sou perfeito, porque então faço isso com o meu pai?” Senti-me como se estivesse a despertar de um sono profundo. Naquele momento, fui directamente para casa e encontrei-o de saída; pedi-lhe para conversar com ele e lhe disse: “Pai, quero te pedir perdão do fundo do coração por tudo, e prometo que nunca mais irei cruzar o seu caminho”. Ele não respondeu nada e foi-se embora. O conflito em casa continuou, mas eu procurava agradecer por aquela situação, encaminhava tudo ao Messias Meishu-Sama e, às escondidas, ministrava Johrei no meu pai.

Certa vez, a minha namorada, agora esposa, tomou a decisão de marchar para a minha casa, pois o meu pai partira a foto de Meishu-Sama e me proibira de voltar a pendurá-la em sua casa, e também não permitia visitas religiosas em casa dele. Para meu espanto e dos meus familiares, o meu pai aceitou que ela pendurasse a foto de Meishu-Sama na sala principal, que lhe ministrasse Johrei e ao resto da família. Fiquei muito surpreso, e ao mesmo tempo feliz, pois foi a primeira vez que ele aceitou receber Johrei, e estava completamente lúcido.

Depois que me casei, certa vez a minha esposa manifestou o desejo de receber a Imagem do Lar, mas como eu não entendia a importância da mesma, me fazia de despercebido. Mas, como é o Supremo Deus quem está no comando de tudo, certo dia o ministro nos chamou e fomos orientados a receber a Imagem da Luz Divina; só naquele momento é que percebi que aquela vontade manifestada pela minha esposa era, na verdade, a vontade dos nossos Ancestrais e Antepassados.

Pouco tempo depois de recebermos a Imagem do Lar, o meu pai começou a purificar severamente, ao ponto de entrar em coma. Os meus familiares caíram no desespero, pois os médicos diziam que as chances de sobrevivência eram nulas, dado que tinha problemas graves no fígado. Consciente de que tudo aquilo que estava a acontecer era purificação, fiz um donativo especial, agradecendo a todos os antepassados que estavam a se manifestar através daquela purificação, e encaminhei-os ao Messias e Salvador Meishu-Sama. Milagrosamente, o meu pai saiu do coma, recuperou-se e recebeu alta hospitalar, para nosso espanto e do pessoal médico.

Dias depois, ele ligou para mim dizendo que queria conversar comigo cara-a-cara. Fui ao encontro dele e, quando lá cheguei, ele disse: “Osvaldo eu quero te pedir perdão, não sei por que fazia aquilo tudo, porque me comportava daquele jeito. Quero te dizer que agora sou um homem novo”.  Fiquei muito emocionado.

Hoje, o meu pai é um homem novo; há mais de dois anos que não consome bebidas alcoólicas, ganhou peso, está a frequentar uma Igreja, aceita receber Johrei, a marcha da oração e a flor de luz em casa dele, e a primeira coisa que ele faz quando chega à nossa casa é pedir uma oração, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Uma das minhas irmãs casou-se oficialmente e as outras namoram também oficialmente. Vendo esses milagres, a minha mãe e as minhas irmãs também ganharam convicção na força do Johrei e no poder do Messias e Salvador Meishu-Sama.

Entretanto, apesar de todas estas graças e de outras tantas, nunca antes me ocorrerra partilhar esta experiência com os senhores, até que tive um sonho no qual me desloquei à casa de uma criança para levá-la ao culto dominical. Quando lá cheguei, estavam também presentes a mãe e a avó da referida menina. Comecei a falar-lhes de Meishu-Sama e do Johrei. Em seguida, relatei a minha experiência de fé à avó. Quando terminei o meu relato, a mãe da criança que estava a acompanhar atentamente a conversa, disse para a mãe dela: “É verdade tudo isso que ele está a dizer, eu conheço a família dele. Irmão, podes levar contigo a minha filha e a minha mãe, porque eu conheço esse Meishu-Sama e acredito Nele”. Quando acordei, contei o sonho à minha esposa que, serenamente, perguntou-me: “Alguma vez partilhaste a tua experiência de fé diante do altar de Deus, falando da Luz que a Imagem do Lar trouxe às tuas raízes familiares?”. Naquele momento, senti um peso no coração, pois percebi que ao não relatá-la estava a ser egoísta e ingrato.

Com esta experiência, aprendi que a mudança que desejamos em nossa vida, começa no nosso Sonen. Aprendi também que, colocando em prática as orientações dadas, por mais difíceis que sejam, ganhamos a permissão de queimar as máculas mais profundas das nossas linhagens familiares.

Por este milagre em minha vida, fiz um donativo especial de gratidão, mas sinto que não há donativo suficiente que possa materializar minha gratidão, por isso me esforço para me entregar a Deus e ao Messias Meishu-Sama cada vez mais.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama, junto com os meus meus Ancestrais e Antepassados pela permissão de conhecer este caminho.

Aos ministros, missionários, membros e frequentadores, o meu muito obrigado a todos.