Chamo-me Silva João Miudo, tenho 24 anos de idade e sou membro da Igreja Messiânica Mundial.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique em 2004, por intermédio da minha prima Noêmia, membro da igreja.

Os motivos que levaram a conhecer a igreja foram doença, conflitos familiares, falta de paz espiritual e maus sonhos, que foram solucionados após o cumprimento das práticas básicas da fé.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a prática do dízimo e donativo de construção.

Desde que comecei a trabalhar, vinha fazendo o dízimo e o donativo de construção corretamente. No meu serviço trabalhava num ambiente tranquilo e sem problemas.

Em determinado momento, comecei a achar que o salário não estava a cobrir com as minhas despesas e culpava o dizimo e o donativo de construção. Assim, resolvi parar de fazê-los, planejando recomeçar mais tarde, depois de comprar tudo que eu desejasse.

Dois meses depois, perdi a vontade de ir à igreja e de ministrar Johrei, o meu Ohikari caiu, e voltei a purificar com conflitos familiares em casa. O meu irmão mais velho não aceitava que eu fizesse a horta caseira, alegando que o nosso pai faleceu e, sendo ele o mais velho, deveria mandar em tudo.

No serviço, passei a não me entender com meu patrão; ele culpava-me por tudo e sem motivo aparente. Por ser cozinheiro de profissão, toda a louça que se partia ou desaparecesse, eu era culpado. Os meus colegas não me respeitavam, o meu patrão decidiu demitir-me e, assim, voltei a ficar desempregado.

Certo dia, em casa, apareceu um grupo de membros da unidade que vinham fazer oração, ofereceram-me flores e ministraram-me Johrei junto com toda minha família. Dois dias depois, ganhei forças para ir dedicar na unidade, onde pude fazer minha reflexão profunda com o responsável e pedi permissão para reconsagrar o meu Ohikari. Voltei a empenhar-me na ministração do Johrei. Através desse empenho, recebi a graça de, na semana seguinte, o meu patrão voltar a chamar-me para trabalhar. Fiquei muito feliz e fiz uma reflexão, onde pude perceber que a causa da purificação estava no meu Sonen de ingratidão. Parei de procurar a causa fora e passei a buscar tudo dentro de mim.

Tomei a decisão de corrigir tudo e voltar a fazer o donativo de construção e dízimo, e assim o fiz quando recebi meu salário.

Para minha surpresa, dois dias depois, o meu irmão, que não me deixava fazer a horta em casa, indicou-me um lugar adequado para a horta caseira.

Recebi ainda a graça de, no meu serviço, o relacionamento com meu patrão ter melhorado bastante, e após três semanas, o meu salário aumentou. Depois disso, comecei a ser solicitado para fazer alguns trabalhos extras, em convívios, o que me conferiu estabilidade financeira.

Actualmente trabalho num ambiente de paz graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Meu Sonen com relação ao dinheiro mudou, parei de pensar que o dinheiro vai faltar para os meus caprichos; sei agora que quando faço o dizimo e donativo de construção, sou agraciado acima das minhas expetativas.

Por esta graça recebida, decidi fazer um donativo especial de gratidão, e sinto que quanto mais faço o donativo mais recebo graças.

Com esta experiência, aprendi que não podemos em nenhum momento pensar em não agradecer a Deus, porque tudo o que nós temos não nos pertence, mas sim pertence a Deus. Ele é quem está no comando das nossas vidas.

O meu compromisso é salvar o maior número de pessoas, ensinando-as a materializar a gratidão, participando ativamente na marcha de formação de 100 mil membros convictos em toda África.

Já me cadastrei e encaminhei 13 pessoas, das quais duas são membros, cuido de cinco casas e tenho a horta caseira feita. Estou a preparar-me para receber a imagem de Kannon.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama, bem como aos meus antepassados, por me despertarem para corrigir o meu Sonen.

Aos Ministros, missionários, membros e frequentadores, os meus sinceros agradecimentos.

Johrei Centre da Matola, Moçambique

Unidade Religiosa da T3