Bom dia a todos!

Os senhores estão a passar bem?

Feliz Páscoa para todos!

Muito obrigado pela presença dos senhores aqui. Gostaria de agradecer, do fundo do coração, pela dedicação, pelo esforço incansável de cada um dos senhores em prol da expansão da Obra Divina por toda Angola, por todo o continente Africano.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, estamos aqui hoje juntos, numa data especial para nós que temos raiz cristã, que é o dia da Páscoa. Como eu falei para os senhores no ano passado, a Páscoa não começou a ser comemorada por causa da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Páscoa é uma data muita mais antiga que o nascimento de Jesus. Ela começou a ser comemorada pelos Judeus para marcar a libertação deles do Egipto e tem um significado de “passagem”, de libertação, de renascimento.

Também no Ocidente existiam cultos para marcar o final do Inverno e o início da Primavera, e aí se juntou essa celebração judaica com esses cultos e ficou a data da Páscoa para marcar, simbolizar a ressurreição de Jesus.

Purificamos porque já fomos perdoados

Para nós messiânicos, quando falamos de ressurreição, nascer de novo, acredito que tem muito a ver com o que Kyoshu-Sama tem nos orientado, quando diz que o objectivo final de todas as nossas práticas é cada um de nós nascer de novo como verdadeiro filho de Deus.

Eu acredito que Jesus foi um grande exemplo para nós de entrega ao Pai, de se entregar, independentemente das dificuldades que ia passar. Jesus atingiu um estado de Suprema Iluminação Espiritual, por isso Ele conseguiu ver, antecipadamente, o que passaria na cruz e até a vinda do Messias.

Na Bíblia tem uma passagem que Ele diz: “Pai, se esse cálice puder passar sem que eu beba, que ele passe. Se não puder, que seja feita a Vossa vontade!”. Ali, Jesus se entregou totalmente nas mãos do Supremo Deus, sabendo do sofrimento que ia passar até a vinda do Messias Meishu-Sama.

Jesus também disse, na cruz: “Pai perdoa-os, eles não sabem o que fazem!”.

Isso também é algo para nós reflectirmos. Essa missão de perdoar é uma missão que o Supremo Deus concedeu ao Messias. Nessa palestra que a Ministra Tininha leu há pouco para os senhores, de Kyoshu-Sama, ele disse:

É difícil para nós admitirmos que o amor de Deus já envolveu tudo, uma vez que, aos olhos humanos, ainda parece que há muitos problemas no mundo. Mas Meishu-Sama admitiu isso. Ele admitiu que, independentemente de quão difícil nossa vida possa parecer, o amor de Deus já nos envolveu. Será que não foi por isso que Meishu-Sama conseguiu perceber que havia nascido de novo como um filho de Deus, mesmo enquanto sofria com a terrível dor causada pelo derrame cerebral? Não seria essa atitude de Meishu-Sama a essência do seu ensinamento sobre “purificação”? Portanto, vamos admitir isso. Vamos admitir que o amor de Deus já envolveu tudo e todos. Sem admitir isso, nós, e não Deus, nos tornaremos os senhores das nossas ações altruístas.

(…)

A Transição da Noite para o Dia já foi realizada. Deus declarou inequivocamente que Ele perdoou os pecados de toda a humanidade, que Ele acolherá a todos em Seu paraíso e que Ele viverá conosco no paraíso. Deus já abriu a Sua porta do paraíso.

Agora resta a nós decidir se, por vontade própria, abriremos a nossa porta do paraíso para encontrar Deus e Meishu-Sama face-a-face. Deus nos aguarda, aguarda os senhores, pacientemente na entrada.

Um dos poemas em estilo tanka de Meishu-Sama, em sua tradução para o português, diz o seguinte:

A luz divina já brilhou sobre nós.

Todos, abram!

Eu digo, abram a porta de seus corações.

Talvez os senhores não saibam, mas cada um dos senhores já carrega consigo a chave para abrir a porta do paraíso. Essa chave é o nome sagrado Messias. Através de Meishu-Sama, nós conhecemos o nome Messias.

Agora, para usar a chave, os senhores, por sua própria vontade e em nome do Messias, precisam declarar que querem abrir a porta e entrar no paraíso. Se assim o desejarem, em nome do Messias digam algo como o seguinte:

Vamos repetir, por favor!

Senhor, eu Lhe agradeço por perdoar todos os meus pecados e por me salvar. Lhe agradeço por acolher-me, e acolher toda a humanidade, todos os ancestrais e toda a natureza em Seu paraíso. Agora eu gostaria de abrir a porta do Seu paraíso e retornar a ele junto com todos. Senhor, perdoe-me por usar a Sua vida, consciência e alma como se fossem minhas. Através de Meishu-Sama eu agora as entrego ao Senhor. Por favor,use-as como Suas. Por favor, use-me junto com todos. Eu O servirei com a respiração que o Senhor me confiou. Que essa benção seja compartilhada com todos.

Muito obrigado!

Kyoshu-Sama continuou:

Se os senhores entregarem esses pensamentos a Deus e abrirem o seu lado da porta do paraíso, acredito que Meishu-Sama os esperará lá, sorrindo. E ele os abraçará com todo o seu amor.

Como somos bem-aventurados pelo fato de a nós ter sido confiada a chave do paraíso – a chave do reino de Deus.

Ou seja, é o nosso livre arbítrio.

Todos nós, toda a Humanidade, desde os nossos primeiros Ancestrais, já fomos perdoados pelo Supremo Deus, pelo nosso pecado maior de ignorar Deus, de menosprezar Deus, de achar que nós somos o centro de tudo, ao invés de colocarmos Deus como centro e Senhor de todas as coisas.

Nós já fomos perdoados!

Agora, estamos sendo purificados. Quando surge a purificação, é a oportunidade de abrir a nossa porta do paraíso, entregando a purificação ao Messias, chamando o nome do Messias e expressando a nossa gratidão no momento da purificação.

Gratidão pela purificação

Recebi uma experiência, dias atrás, de uma missionária nossa aqui de Luanda. Ela foi ao banco tirar o seu salário, estava com todos os documentos. Subiu num táxi, num “candongueiro”, o táxi partiu e só depois ela deu conta que os taxistas eram bandidos. Seguiram outra rota e como não tinha trânsito, começaram a acelerar e ela começou a ministrar Johrei neles e fazia a prática: “Juntos, vamos retornar ao nosso paraíso interior como pessoas ligadas ao Messias Meishu-Sama”, e ministrava Johrei.

Nisso, foram abrandando a velocidade, pararam num local, mandaram ela sair e ficaram com a pasta, com os documentos e o salário dela.

Ela ainda tentou: “Me deem a pasta, por favor, os documentos”

Eles tiraram a pistola e apontaram para ela. Teve de deixar e eles se foram. Depois, ela foi-se, agradeceu e pensou: “Meishu-Sama, eu precisava pelo menos dos documentos. Muito obrigado pela minha vida salva!”. Agradeceu a purificação.

No dia seguinte, quando ela chegou ao seu local de trabalho, para pedir uma declaração e tirar novos documentos, as colegas receberam ela: “Ei, colega que esquece a pasta no táxi”

Ela perguntou: “Como assim!?”, e as colegas explicaram: “Apareceu um senhor do táxi para devolver a sua pasta com os seus documentos. Aqui estão todos.”

Aí ela contou que tinha sido roubada. Quando abriu a pasta, estavam lá todos os documentos e o gatuno ainda deixou mil e quatrocentos kwanzas. Quando ela deu por aquilo, disse: “Meishu-Sama!”

Quando ela contou aos colegas, disseram-lhe: “Não é possível! O gatuno ainda veio trazer no serviço a sua pasta? Que Deus é esse para o qual você reza?”

Então, quando ouvi essa experiência, pensei: “Puxa vida, Meishu-Sama!”

Na hora da purificação, ela chamou o nome Messias. Entregou. Ministrou Johrei e pediu a Meishu-Sama para conduzir toda aquela situação ao nosso paraíso interior.

Cada vez mais, vamos nos defrontar com situações difíceis, situações extremas de dor, de desolação que, pelo raciocínio humano, nós não vamos saber entender o porquê. Mas nessa hora é a oportunidade para nós abrirmos a nossa porta do paraíso, chamando o nome MESSIAS e seguindo o exemplo de Jesus, se entregando a Deus. Como Ele, como o Messias Meishu-Sama: “Seja feita a Sua Vontade, o Senhor está no comando de tudo”.

Acredito que esse passo é o caminho para o nosso renascimento junto com os nossos Ancestrais e Antepassados e junto com toda a humanidade. No momento de dificuldade, de aflição, a maioria se entrega ao desespero, ao sofrimento, à lamúria.

Nós precisamos nos lembrar de que precisamos abrir a nossa porta do paraíso chamando o Messias Meishu-Sama e recebendo essa purificação com gratidão.

É isso que eu queria passar para os senhores.

Escola Primária Mokiti Okada, Uíge

Quero convidar os senhores para no próximo dia 14 de Abril, juntos celebrarmos o Culto de cinco anos de falecimento do nosso querido presidente, o Reverendo Francisco Jésus Fernandes. Vai ser feito aqui na Sede Central de África e em todas as nossas Unidades Religiosas pelo continente africano, às 10 horas da manhã.

Antes disso, de manhã cedo, cada Unidade Religiosa deve se preocupar em fazer limpeza na unidade, distribuir flores como gratidão à existência do nosso Presidente, Reverendo Francisco, que é a nossa raiz da fé messiânica no continente africano. Ele está sempre presente junto connosco nessa grande Obra de Construção do Paraíso dirigida pelo Supremo Deus e pelo Messias Meishu-Sama.

No mês de Março, lembrei muito do nosso Presidente, quando no dia 10 de Março tivemos a permissão de inaugurar a Escola Primária Mokiti Okada no Uíge.

Parabéns aos fiéis da província do Uíge por essa data!

Essa escola tem uma história muito bonita, já contei para os senhores algumas vezes. Alguns anos atrás, o Ministro Geremias me pediu se as crianças do bairro onde está o nosso Johrei Center podiam utilizar o nosso Jango, porque não tinham salas de aulas e alguns vizinhos até arrendavam as árvores para as crianças estudarem por baixo delas.

Disse-lhe que podia usar o Jango e as nossas árvores também. Depois, com o esforço da Igreja, construímos pequenas salas de aula para eles. Alguns anos se passaram e a Delegação Provincial da Educação, vendo esse exemplo da Igreja Messiânica, essa preocupação em servir as crianças da comunidade, construíram uma escola no quintal da Igreja. Uma escola comparticipada, em que o director e a subdirectora são messiânicos indicados por nós. Essa escola tem 12 salas de aulas com capacidade para atender 600 alunos por turno.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, é uma obra muito bonita com essa raiz no amor, no sentido de servir o nosso próximo e preparar o nosso futuro, que são as nossas crianças e os nossos jovens.

O Messias Meishu-Sama uma vez disse: “No futuro pretendo construir escolas.” E essa escola primária faz parte da concretização dessas palavras do Messias Meishu-Sama.

Agricultura Natural

Cada vez mais precisamos preocupar-nos em plantar essa semente do altruísmo, da gratidão desde a infância, desde a juventude, praticando junto com os nossos filhos.

Dias atrás, cumprimentei um missionário e perguntei como estava a família. Ele disse: “Estão bem! A minha neta de um mês tem sofrido com prisão de ventre. Às vezes fica quatro dias… Ministramos Johrei, mas ela está com essa purificação.”

Perguntei para ele: “Será que a mãe dela está a preocupar-se com o que ela está a comer? A bebé só mama no peito da mãe. Então, a bebé come o que a mãe come! O que a sua filha está a comer para estar a gerar isso na bebé dela?”.

Aí ele disse: “Ah, não tinha pensado até aí!” Falei: “Precisa aprofundar com a sua filha!”.

Depois ele me disse: “A minha filha reconheceu que tem comido muita carne, muitos produtos industrializados, enlatados”. Falei: “É com isso que ela está a alimentar a filha através do peito! Através do leite, está a formar o sistema imunológico da sua neta. E o leite vem do que a mãe dela come.”

Ou seja, o futuro dos nossos filhos e dos nossos netos tem relação directa com o que nós estamos a ingerir e com o que estamos a alimentá-los no dia-a-dia. Aí é que entra também a urgência da prática e da expansão da Agricultura Natural Messiânica. Na nossa horta, na dos nossos vizinhos e nos pequenos, médios e grandes produtores que conhecemos, precisamos conversar, sensibilizá-los para experimentarem o método agrícola que Meishu-Sama nos deixou, e ver os resultados.

Falando em agricultura, nesse mês de Março também, pela primeira vez um dos nossos Ministros, o Ministro Alberto se deslocou à República do Ghana e foi feita a primeira outorga naquele país. São 10 novos membros que receberam Ohikari.

Parabéns aos nossos irmãos do Ghana que começaram com esse trabalho da Obra Divina.

Tem uma história interessante sobre o missionário que começou o trabalho nesse país – ele é da Serra Leoa e o seu pai é nascido em Ghana. Ele aprendeu a prática do Johrei, a Agricultura Natural, e foi para o país de origem do pai e começou a ensinar a Agricultura Natural, a ministrar Johrei.

Havia vários jovens desempregados a quem ele disse: “Porque vocês não experimentam essa agricultura que estou a ensinar?” Eles diziam: “Mas nós não temos nada!”, e ele respondia: “Não, vamos começar na terra que vocês têm. Vamos praticar!”.

E esses jovens começaram a receber Johrei e a praticar a Agricultura Natural. Eles notaram que, primeiro, não gastavam dinheiro com adubos nem com pesticidas, e os produtos que produziam começavam a render mais frutos que os outros, além de serem mais saborosos.

Então, desde a primeira colheita, eles começaram a conseguir vender tudo e conquistar clientes fiéis. “Eu quero comprar o que vocês estão a produzir!”, os clientes diziam.

Dessa forma, esses jovens conseguiram começar a sair da fome e da pobreza com a prática da Agricultura Natural. Hoje, já estamos com alguns terrenos cedidos para a nossa Igreja, onde estamos a criar modelos de agricultura e já temos mais de quarenta pequenos produtores que estão a praticar a Agricultura Natural naquele país.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, que estão a mostrar como é importante a agricultura na construção do paraíso terrestre.

Vamos nos preparar agora para o Culto do Paraíso Terrestre no próximo dia 15 de Junho. Vai ser celebrado aqui na Sede Central no dia 14 de Junho. Vamos nos preparar, procurando ministrar mais de 10 Johrei todos os dias, distribuirmos pelo menos 100 flores-de-luz até o dia 15 de Junho e aprofundarmos mais na nossa horta em casa e procurarmos abrir pelo menos mais uma horta caseira até o Culto do Paraíso, como preparação para que nós, os nossos Ancestrais e Antepassados juntos com toda a humanidade possamos agradecer nesse dia 15 de Junho pelo dia do início do Paraíso Terrestre.

Muito obrigado e um bom domingo para todos os senhores.

Muito obrigado a todos!

Ministro Claudio Cristiano Leal Pinheiro, presidente da Igreja Messiânica Mundial de África

Dia 5 de abril de 2015