Templo Messiânico do Solo Sagrado de Atami – 1º de março de 2015

Felicitações a todos pela realização do Culto de Pedido por uma Farta Colheita.

Ganhamos muita força após termos recebido Johrei e a orientação de Kyoshu-Sama no mês passado. O tempo passa muito rápido, pois já estamos a entrar no mês de Março e sentimos a chegada da primavera com o aumento da temperatura nos últimos dias, apesar do frio que faz hoje.

Todos os agricultores e praticantes da horta caseira devem estar bastante animados com a chegada da estação apropriada para a prática da Agricultura Natural.

Aqui, no Solo Sagrado de Atami, temos vivido dias de muita agitação devido ao fato de dois tesouros nacionais de Korin Ogata – o Biombo das Íris e o Biombo das Ameixeiras – estarem em exposição no Museu de Artes MOA. A exposição “A Arte de Korin”, que começou em 4 de Fevereiro, já atraiu mais de 87 mil visitantes. Além disso, o Palácio de Cristal recebeu mais de 10 mil pessoas. O tipo de comentário mais ouvido era: “Que paisagem maravilhosa! Estou emocionado! Voltarei, trazendo amigos para apreciá-la”. Hoje, por se tratar do último domingo antes do término da exposição, desde cedo, é grande a movimentação no museu.

Há pouco, realizamos o Culto de Pedido por uma Farta Colheita, depositando no altar, como oferendas, sementes produzidas pelo método da Agricultura Natural. No culto de hoje, além de agradecermos pelas graças que recebemos diariamente, reafirmamos nosso compromisso de nos dedicar com entusiasmo à prática das três colunas da salvação.

Hoje, tivemos o magnífico relato da Sra. Mai Esaki, do Johrei Center de Gifu-Minami, Região de Chubu, no qual ela conta a felicidade de toda a família praticar o Johrei. Comentarei, depois, um pouco mais sobre esta experiência.

Bem, em função da realização do Culto de Pedido por uma Farta Colheita, estão a ser realizados hoje, aqui no Solo Sagrado, vários eventos relacionados à Agricultura Natural. Dentre eles, a distribuição de diversos tipos de sementes produzidas segundo o método da Agricultura Natural. Inclusive, sementes de pepino, que é o tema do “Concurso Sementes de Luz” deste ano. Essas sementes vêm acompanhadas de um panfleto com instruções sobre seu cultivo. Também foram montados estandes para degustação de produtos naturais e explicações sobre a horta caseira e a produção de sementes. Na medida do possível, aproveitem, ao máximo, cada actividade.

Ano Internacional dos Solos

A Assembleia Geral das Nações Unidas declarou 2015 como o Ano Internacional dos Solos. Os objectivos são: conscientizar a humanidade a respeito da grande importância do solo para a manutenção da vida humana; educar o público sobre o papel crucial que o solo desempenha na questão da segurança alimentar, na adaptação e na mitigação das mudanças climáticas, nos serviços ecossistêmicos essenciais, na redução da pobreza e no desenvolvimento sustentável. O secretário-geral da ONU reforça a ideia desta prática, dizendo que, sem um solo saudável, é impossível viver com saúde.

A respeito do significado original do solo, Meishu-Sama afirma que, nos primórdios, ao conceber o ser humano, o Criador providenciara também um meio para mantê-lo, produzindo todo o alimento necessário. Este meio é o solo. Ensina-nos, ainda, que o solo, que produz alimentos, é um maravilhoso técnico ao qual deveríamos dar grande importância¹. Meishu-Sama nos mostra que o princípio da Agricultura Natural consiste em fazer com que o solo manifeste sua força total. Além disso, afirma: “Não há erro em lidarmos com qualquer elemento da Grande Natureza acreditando que ele possui espírito”².

A Terceira Líder Espiritual compôs um dos salmos que foi entoado no culto de hoje:

Amar a Terra, respeitá-la e ser grato a ela.

O solo recompensa os agricultores que agem assim.

Desse modo, vamos praticar a Agricultura Natural cientes de que o solo também possui sentimento e vontade e que ele percebe rapidamente o amor e a gratidão que os seres humanos sentem por ele e corresponde à altura.

A começar pela Agricultura, as actividades produtivas que dependem das bênçãos da Natureza são influenciadas pelo clima e pelo tempo e, simultaneamente, causam grande impacto na vida das pessoas. Nos últimos anos, desastres naturais como nevascas, tufões e enchentes causados pelas mudanças climáticas têm ocorrido com frequência.

No Ensinamento “O clima e o tempo”, lido no culto de hoje, Meishu-Sama nos ensina que, analisando do ponto de vista espiritual, “(…) tanto as mudanças climáticas como o bom ou o mau tempo são provocados pelo homem”³. Ou seja, ele está mostrando que devemos ter cuidado para que nosso Sonen (pensamento), palavras e ações sejam voltados para o bem e não para o mal.

Ministração do Johrei ao solo e aos produtos agrícolas

Em se tratando da prática da Agricultura Natural, por que surgem resultados notáveis e ocorre o aumento de produção por intermédio da ministração de Johrei? Meishu-Sama explica as razões.

O solo e os produtos agrícolas também são constituídos de espírito e matéria. Com a ministração do Johrei, primeiramente, a quantidade de nuvens no espírito do solo diminui e, portanto, suas impurezas também são reduzidas. Meishu-Sama nos mostrou que o solo purificado tem sua capacidade produtiva potencializada e, por outro lado, reduz-se nas plantas a quantidade de toxinas remanescentes dos adubos. Por este motivo, combinando ambos os aspectos, o crescimento é vigoroso graças à lei da precedência do espírito sobre a matéria.4

A base da alimentação natural consiste em alimentar-se da energia vital dos alimentos. O solo que possui muita energia espiritual faz com que os alimentos produzidos nele também tenham bastante energia. Ou seja, o Johrei também é um método maravilhoso para aumentar a sagrada energia vital do solo e daquilo que ele produz.

Experiência no Sri Lanka

Tenho ministrado Johrei à minha horta caseira. Eu não penso que apenas a ministração do Johrei seja suficiente para termos uma boa colheita. Contudo, há poucos dias, recebi um relatório das atividades da Agricultura Natural no Sri Lanka, o qual gostaria de apresentar aos senhores.

Relatório da Fundação Izunome Lanka: produção de arroz pelo método da Agricultura Natural

A preparação do arrozal começou em outubro do ano passado, num terreno de 2,5 hectares. No dia 5 daquele mês, foram semeadas as sementes e teve início o cultivo das mudas. Na produção convencional, o normal seria aplicar uma grande quantidade de adubos químicos, inseticidas e pesticidas já nesta etapa da produção; contudo, nossas mudas não receberam a aplicação de nenhum agroquímico. Alguns agricultores da redondeza caçoaram de nós, mas as mudas se desenvolveram sem problema algum.

A irrigação do arrozal começou em 10 de outubro (Figura 1). No dia 27 do mesmo mês, cerca de 100 membros participaram do plantio das mudas (Figura 2). No dia 9 de novembro, as plantas não estavam com uma apresentação muito promissora (Figura 3). Entretanto, a partir desse dia, começaram a crescer de uma maneira surpreendente até o dia da colheita, realizada em 6 de fevereiro deste ano (Figura 4).

A maior preocupação era com relação aos insetos. Afinal, como os arrozais do entorno receberam uma grande quantidade de inseticidas, certamente o arrozal da Agricultura Natural seria alvo fácil para eles. Durante as reuniões, os encarregados chegaram à conclusão de que o único meio para resolver a situação seria ministrar Johrei ao arrozal. Foi assim que começamos a ministração do Johrei, que ocorreu até o dia da colheita. Para surpresa de todos, não houve um dano sequer causado por insetos, fato que não ocorreu nos arrozais vizinhos, que sofreram graves perdas, apesar do grande gasto com a aplicação de inseticidas.

A colheita do arroz natural foi de 10% a 20% maior que a dos arrozais convencionais. A maioria dos agricultores da região ficou interessada em conhecer nosso método de produção. Por incrível que pareça, os que mais desdenharam de nós, foram os que mais demonstram interesse pela Agricultura Natural.

Os dedicantes tiraram uma foto comemorativa junto à primeira colheita de arroz natural do Sri Lanka (Figuras 5 e 6).

Ao perguntar mais detalhes ao responsável no Sri Lanka, fui informado de que a água utilizada para a produção fora extraída de um manancial das redondezas, por ser livre de poluição. Nenhum material orgânico ou outras substâncias foram utilizados na produção. Mesmo assim, o resultado deixou os agricultores da região absolutamente admirados. Algumas pessoas nos ofereceram parte do terreno que não estão utilizando e, a partir deste ano, teremos o equivalente a 2 hectares a mais para produzir. Este foi o relatório que recebi do Sri Lanka.

Ministração do Johrei às pessoas

Se ministrar Johrei ao solo e às plantas é bom, não preciso nem mencionar o quanto este ato é importante quando dirigido ao ser humano, a obra-prima da Criação. Existem pontos importantíssimos que podemos aprender, através da experiência de fé da Sra. Mai Esaki, relatada no culto de hoje.

Antigamente, a Sra. Esaki dizia ao marido: “Olha, fé é algo muito pessoal. Não venha tentar encaminhar nem a mim nem aos meus parentes. ” Na verdade, quando ela viu alguém ministrando Johrei pela primeira vez, não conteve o riso. Podemos até dizer que seu pensamento era ateísta.

Porém, ela percebeu que as crises de asma desapareceram após o casamento e, intrigada, comentou com o esposo. Foi então que ela tomou conhecimento de que, quando adormecia, o marido lhe ministrava Johrei. Sua visão mudou, e ela passou a pedir Johrei, porque se sentia muito bem.

Apesar de ninguém ter insistido para que a Sra. Esaki ingressasse na fé, ela decidiu receber o Ohikari porque se encantou com a bondade e a gentileza dos membros da família Esaki, sempre dispostos a ajudar uns aos outros, e foi tomada pelo desejo de também ser assim. Quis ser capaz de ministrar Johrei aos familiares e às outras pessoas como uma forma de manifestar sua gratidão. Estes foram os motivos que a levaram a receber o Ohikari.

Relatou-nos, ainda, que após a concretização deste sonho, todos vivem seus dias com muita alegria e união familiar. Por essa razão, é capaz de afirmar que seu lar já se tornou paradisíaco. Tudo isso graças ao fato de ter conhecido a Igreja Messiânica Mundial, criando um elo com Meishu-Sama.

No Culto do Início da Primavera deste ano, falei sobre a seguinte orientação que Meishu-Sama transmitiu a um ministro:

“Quando a pessoa recebe Johrei, a atuação do Espírito Primordial se revigora. (…) Se receber Johrei, mesmo não se fazendo sermões formais e enfadonhos, naturalmente, a atuação do Espírito Primordial começa a produzir efeito; a alma é purificada; desperta na pessoa a vontade de salvar o próximo e ela mesma torna-se feliz”.5

O relato da Sra. Mai Esaki nada mais é do que uma magnífica prova da veracidade destas palavras de Meishu-Sama.

A formação do lar paradisíaco através do Johrei

A Segunda Líder Espiritual nos transmitiu a seguinte orientação sobre a importância da formação de um lar paradisíaco:

“O mesmo acontece com a fé no lar. Somente quando ela se harmoniza, é que manifestará uma força intensa. Devemos nos esforçar para alcançarmos esse estágio e fazer com que outras famílias o consigam. Por isso, gostaria que se empenhassem nesse sentido(…)”6.

Sendo assim, vamos nos empenhar diariamente na intensa prática do Johrei para criarmos, com todos os membros da família, um lar paradisíaco, alegre e saudável, pleno de felicidade e prosperidade.

Conclusão

O mês de março marca a chegada da primavera no Japão. É o período em que, no norte, a neve acumulada até quase o telhado começa a derreter, mostrando-nos quão imensa é a força da Grande Natureza.

Tomando a brisa da primavera como força propulsora para o nosso Servir, desejo continuar dedicando-me firmemente à Obra Divina, aspirando renascer como verdadeiro filho de Deus, conforme as palavras de Kyoshu-Sama. Encerro minha saudação, renovando este compromisso junto a Deus e a Meishu-Sama.

Muito obrigado!


2) Trechos do Ensinamento “Princípio da Agricultura Natural”, Alicerce do Paraíso Vol. 5, 8ª edição, p. 26.

3) Trecho do Ensinamento “As plantas têm vida”, Alicerce do Paraíso Vol. 5, 8ª edição, p. 84.

4) Trecho do Ensinamento “O clima e tempo”, O Pão Nosso de Cada Dia, 4ª edição, p. 282.

5) Tradução livre do trecho do Ensinamento “Johrei no Ikou” (Grandiosos efeitos do Johrei).

7) Trecho de “O encaminhamento à fé em família”, A Fonte da Sabedoria – Difusão, 2ª edição, p. 60.