Chamo-me Isidora Manuel Junior, tenho 19 anos de idade, sou pré-seminarista, resido no município do Cazenga e dedico no Johrei Center do Patrício.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 2005 por intermédio de minha mãe, membro desta Igreja. Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram conflitos familiares e dificuldades financeiras.

Em minha família, passávamos por muitas dificuldades, principalmente por falta de atenção por parte de meu pai. Minha  mãe vendia no mercado para suprir algumas necessidades.

Com base nas dedicações da minha mãe, meu pai mudou e passou a dar mais assistência em casa. Pela primeira vez, deu-me a mão e levou-nos a mim e ao meu irmão mais novo a passear.

Admirada com a mudança ocorrida, decidi procurar a Igreja para saber qual era o segredo. No Johrei Center, fui recebida pelo plantonista que, após ter ouvido o meu relato, orientou-me o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a flor de luz em casa;
  • Assistir aos cultos;
  • Dedicar na nave e no banheiro;
  • Encaminhar pessoasà fé;
  • Peregrinar aos locais de maior luz da Igreja.

Cumpri com as orientações sem dificuldades, e as mudanças começaram a surgir. Pela segunda vez, meu pai levou-nos ao carrossel e, além disso, as dificuldades financeiras foram diminuindo. Minha vizinha, que via o nosso sofrimento, ao ver esta mudança pediu-nos que lhe ministrássemos Johrei.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, hoje a minha mãe é farmacêutica, o meu pai frequenta a Igreja e é candidato à próxima outorga.

Como gratidão, fiz o meu donativo de ingresso na fé e fui outorgada no dia 28 de Dezembro de 2006.

A Experiência de Fé que passo a relatar para os senhores está relacionada com a limpeza profunda feita em casa.

Recebemos a orientação do nosso responsável da região de aprofundar na limpeza profunda das nossas casas. É de salientar que, desde que estamos na fé messiânica, nunca tivemos a permissão de fazer uma limpeza profunda em casa, porque a minha mãe sempre alegava que na Igreja tem muitos irmãos que só querem ver as coisas que temos em casa.

Porém, no Culto Mensal da região, quando o Ministro falava da limpeza em Moçambique, eu pedia para que a minha mãe despertasse para que também ganhássemos a permissão de fazer a limpeza. Quando chegamos em casa, perguntei: “Mãe, será que os irmãos podem fazer limpeza aqui em casa?” Ela disse que podiam. Não senti firmeza na sua resposta, mas agradeci.

Quando eu comecei a participar na limpeza em casa dos irmãos messiânicos, eu pedia sempre aos meus Antepassados que ganhássemos também a permissão dos irmãos fazerem a limpeza em nossa casa. Perguntei mais uma vez à minha mãe se os irmãos poderiam aparecer para fazer a limpeza, ao que ela respondeu que sim, que deveria dizer ao responsável para ser no sábado, porque ela estaria de folga e também desejava participar.

Disse então aos meus irmãos que os nossos cadeirões  já não estavam em condições e que corriam o risco de serem deitados fora durante a limpeza. O meu irmão mais velho respondeu: “Que Igreja é essa, que está a deitar cadeirões, ao em vez de trazer novo?”  E o meu irmão mais novo disse: “Mãe, não aceite, onde vamos sentar? A sala vai parecer um campo de futebol,  eu não quero sentar no chão.” Respondi-lhes: “Não se preocupem, o Deus que eu sirvo é um Deus vivo, vocês não vão sentar no chão, ele fará questão de vos mostrar isso.” No dia seguinte, o meu pai comentou: “Esses cadeirões já não estão bons, vamos comprar outros amanhã mesmo.”

Alguns dias depois, o meu pai apareceu com cadeirões novos em casa, e os meus irmãos, envergonhados, não conseguiram dizer  nada, apenas me olharam.

Nossa casa então entrou em obra para ser reabilitada. É de realçar  que quando estavam a fazer a limpeza, havia um colchão do meu pai que já não estava em condições, e eu disse para ele: “Pai, esse colchão já não está em condições, vão deitar fora!”. Ele disse: “Não podem fazer isso! Esse colchão é de 1992 e é a unica recordação que eu tenho da Itália. Não podem deitar fora!” Mas no acto da limpeza o colchão foi deitado junto com outros pertences que não estavam mais em uso. Depois da limpeza, tive a permissão de vivenciar muitas graças.

A paz que há muito tempo não reinava em casa voltou a reinar, e o ambiente  espiritual da casa mudou  completamente, gerando mais harmonia no seio da familia.

Além disso, eu estava preocupada porque desejava trabalhar. Minha mãe então disse para não  me preocupar  e continuar a dedicar, porque a minha dedicação estava a ajudar bastante a família e que passaria a dar-me uma mesada.

Com estes milagres vivenciados, fui à unidade religiosa, materializei um donativo de gratidão pelas graças recebidas e confirmei mais uma vez que Meishu-Sama é o Messias esperado pela humanidade, e que cumprindo com as orientações dos nossos superiores nos ligamos  ao Supremo Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Comprometo-me em encaminhar pessoas à fé messiânica, distribuir o maior número de flores e cuidar das outras pessoas.

Por permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, encaminhei 200 pessoas, das quais 21 são membros. Tenho a horta caseira, cuido de duas casas de membros e três de frequentadores, faço o dízimo e donativo de construção.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, pela grande permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação!

Aos ministros, responsáveis, membros e frequentadores, em especial aos meus orientadores, a minha eterna gratidão!

A todos que comigo partilharam a minha Experiência de Fé, o meu muito obrigado!

Luanda, 7 de Junho de 2015