Palavras de Kyoshu-Sama
Viagem Missionária de Kyoshu‐Sama à Região Oeste
Encontro com Membros

Centro Internacional de Conferências, Hiroshima, 14 de novembro de 2015

Centro Cultural Ishibashi, Kurume, 15 de novembro de 2015

Parabéns a todos pelo encontro de membros de hoje.

É realmente um enorme prazer encontrar todos os senhores, membros da Região Oeste, hoje, dia 14, aqui em Hiroshima e, amanhã, na cidade de Kurume. Isto é um prazer para mim porque é através destes eventos que reafirmamos nossa fé e nossa profunda ligação com Meishu-Sama.

Gostaria de agradecer ao presidente Kobayashi e ao reverendo Furutsu, kyoshu-oestediretor da Região Oeste, pelas sinceras saudações dirigidas a nós. Elas me fizeram perceber o entusiasmo dos senhores para fazer com que este evento fosse um sucesso. Fico muito emocionado em saber do empenho dos senhores, que culminou com o evento de hoje.

Enquanto vivia na Terra, Meishu-Sama acreditou no Paraíso interior, retornou a ele e nele serviu a Deus com todo o seu coração e todas as suas forças. Meishu-Sama ainda está servindo a Deus neste exato momento. Sei que os senhores estão determinados a se tornarem unos a Meishu-Sama, a retornar ao seu Paraíso interior e servir a Deus com Meishu-Sama. Tenho certeza de que Meishu-Sama está profundamente feliz por ver sua determinação; estou praticamente ouvindo a voz de Meishu-Sama, no Paraíso, dizendo: “Bem-vindos de volta!” com um enorme sorriso em seu rosto.

Antes do evento de hoje, eu tive a oportunidade de ler muitas de suas experiências de fé. Fiquei muito emocionado e entusiasmado com elas. Apesar de nos dizerem que devemos agradecer por tudo em nossas vidas e que a purificação é a maior benção de Deus, há momentos em que eu mesmo não consigo agradecer a Deus quando me deparo com a dura realidade da vida. Há momentos em que, apesar de me esforçar ao máximo, eu não consigo aceitar a purificação como a maior benção de Deus. Entretanto, em seus relatórios percebi que, dentre os senhores, muitos estão se esforçando para entregar a Deus, com gratidão, tudo aquilo que acontece em suas vidas, através de Meishu-Sama. Há aqueles que acreditam no amor de Deus quando estão em meio à purificação. Ainda há aqueles que acreditam que é em momentos difíceis que Meishu-Sama vem até eles, para prepará-los e conduzi-los a Deus.

Meishu-Sama nos ensinou que Deus existe. Junto aos senhores eu gostaria de pôr em prática este Ensinamento de Meishu-Sama em meu cotidiano. Com os senhores, eu gostaria de me esforçar para aceitar e reconhecer que tudo vem de Deus, que Ele nos ama e está nos perdoando sempre, em qualquer circunstância que nos encontremos.

Esta manhã, antes de chegar aqui, eu visitei o Parque Memorial da Paz de Hiroshima e orei diante do monumento onde estão os nomes de todos os mortos pela bomba atômica. Depois de amanhã, dia 16, estou planejando visitar o Parque da Paz de Nagasaki e orar diante do monumento erguido no local do epicentro da explosão.

Como este ano marca o 70° aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial, está-se falando sobre temas relacionados à “guerra” e “paz”. Quando ouvimos a palavra “paz”, normalmente pensamos na paz entre seres os humanos. No entanto, eu gostaria de lhes perguntar: Será que, alguma vez, já pensamos sobre a paz e harmonia entre Deus e os homens? Será que, alguma vez, já pensamos que somos existências que precisam estabelecer a paz com Deus?

Em seu poema estilo tanka, Meishu-Sama escreveu o seguinte:

Entre nações, entre indivíduos,

Os conflitos são intermináveis.

Quem, a não ser Deus, teria a autoridade para pôr fim aos conflitos?

Este poema me lembrou claramente que a sabedoria, a vontade e o esforço humanos não têm poder algum para criar paz ou harmonia. Meishu-Sama está nos enviando uma mensagem muito clara de que Deus, e somente Deus, tem o poder e a autoridade de nos trazer a paz. Este poema também me fez perceber que o tipo de paz mais importante que precisamos obter é entre nós, seres humanos, e Deus. Somente quando estivermos em paz com Deus é que a paz entre as nações e indivíduos será possível na Terra.

Vamos pensar sobre nosso relacionamento com Deus. Como tem sido esse relacionamento? Será que estamos em paz com Deus? Eu acredito que não. Por ignorância, esquecemos que o Paraíso é a nossa verdadeira origem e que Deus é o nosso verdadeiro Pai – é como se estivéssemos em guerra com Deus. No entanto, Deus não nos culpou por nossa ignorância; ao contrário, Ele nos perdoou.

Com Sua graça, Deus decidiu perdoar nossa ignorância e todos os nossos pecados de uma vez por todas. Ele decidiu estabelecer a paz entre Si e os homens por toda a eternidade, independentemente de quantos, ou que tipo de pecados tenhamos cometido, estamos cometendo ou iremos cometer. Deus já tomou Sua decisão de perdoar a humanidade. O resultado dessa decisão foi a Transição da Era da Noite para a Era do Dia.

Após minha saudação, cantaremos juntos o “Hino da Luz Divina”. Em sua letra há um trecho que dizi: “Vamos todos unir-nos no amor de Deus!” Com Seu perdão, Deus está tentando Se comunicar conosco e dizer-nos: “Eu já perdoei todos os seus pecados. Da mesma forma que sempre os amei desde o início dos tempos, Eu os amarei novamente e os reunirei com todo o mundo e toda a humanidade em Meu amor”.

Deus nos amava no Paraíso, antes de nascermos na Terra. Quando viemos à Terra, nosesquecemos de Seu amor, o abandonamos e nos distanciamos dele. Porém, com Sua graça e em nome do Messias, Deus decidiu nos perdoar e nos religar a Si; Deus decidiu eliminar a grande distância que nos separava d’Ele. Agora nós já somos unos ao amor de Deus. Portanto, vamos nos alegrar, ficar felizes e cantar o “Hino da Luz Divina” do fundo de nossos corações, em voz alta e alegre.

Após minha saudação, eu distribuirei sementes de tomate cereja aos senhores. À medida em que os senhores plantarem essas sementes, elas germinarão, crescerão e darão lindos frutos. Eu desejo sinceramente que aproveitem bastante cuidando dessas plantas e saboreando seus frutos, junto às inúmeras pessoas ligadas aos senhores.

Estamos agora no meio do outono – época de colheita. Inicialmente plantamos as sementes na primavera, cuidamos delas durante o verão para, então, colhermos os frutos no outono. Eu gostaria que os senhores soubessem que, da mesma forma que os frutos, nós também precisamos ser colhidos por Deus, nosso Pai Celestial. O que seria então essa “colheita” para Deus?

Para Deus, nós, seres humanos, somos a Sua colheita. Deus quer nos colher e nos receber de volta em Seu Paraíso, de onde viemos originalmente.

Bem no início, antes da Criação do Universo, Deus nos concebeu no Paraíso como Seus espíritos divinos, como Suas sementes. Ele, depois, enviou Suas sementes à Terra, que, então germinaram, cresceram e floresceram na linda forma que conhecemos como “individualidade” – a individualidade que tanto valorizamos e reverenciamos.

Nós temos a sensação e acreditamos que a individualidade pertence a nós. Porém, na realidade, Deus permite que tenhamos a sensação de que a individualidade é nossa. Utilizando essa individualidade, acreditamos que temos a habilidade, por exemplo, de escolher em que religião acreditar ou se acreditamos ou não em Deus, de julgar o próximo, de agradecer e ser gentil com os outros, e assim por diante. Nós acreditamos que temos a habilidade, capacidade e direito de usar nossa individualidade como quisermos.

Isto está errado. Estamos enganados. A individualidade é uma criação de Deus e a Ele pertence. A individualidade existe para ser usada por Deus e não para que nós a usemos e a comparemos com a individualidade dos outros. Como valorizamos tanto a individualidade, não queremos admitir essa verdade; não queremos devolver nossa individualidade a Deus. Precisamos reconhecer que pecamos contra Deus ao furtar uma de Suas criações – a individualidade. Deus quer que reconheçamos esse pecado e aceitemos Seu perdão. Ele quer que aceitemos e acreditemos na Transição da Era da Noite para a Era do Dia porque é nela que está a salvação e o perdão de Deus.

Vamos retornar ao Paraíso e receber Seu perdão. Vamos clamar a Deus e dizer:

Eu vivi acreditando equivocadamente que era dono de minha individualidade e utilizei minha capacidade de pensar, escolher, acreditar, julgar e agradecer como se fossem minhas. Por favor, perdoe meu pecado e me permita receber o Seu perdão. Em nome do Messias Meishu-Sama, eu entrego minha individualidade ao Senhor. Por favor, a partir de agora use-a como o Senhor quiser e eu O servirei de acordo com Sua vontade.

Vamos devolver nossa individualidade a Deus. Vamos entregar nosso espírito divino – nossa alma – a Ele. Vamos entregar nossas existências física e espiritual a Ele. Dessa forma, tenho certeza de que Deus nos colherá com prazer, como sua preciosa colheita. Uma vez colhidos e trazidos ao Paraíso, seremos criados e educados cada vez mais por Deus para que, assim como Meishu-Sama, nos tornemos Seus verdadeiros filhos, para que nos tornemos novos seres, vivendo por toda a eternidade.

Em um poema estilo tanka, Meishu-Sama escreveu:

As flores morrem.

Para então virem os frutos.

Como é gloriosa a divina lei da natureza!

Jamais cessa o florescer.

Assim como as flores morrem e depois vêm os frutos, Deus recebeu a individualidade de Meishu-Sama, ou a flor de Meishu-Sama, em Seu Paraíso, lhe concedeu Seu fruto e então conferiu a Meishu-Sama o direito de tornar-se Seu filho, um Messias. Nós também precisamos, ou melhor, ansiamos, por receber o fruto de Deus e tornar-nos Seus filhos através da entrega de nossa individualidade a Ele. Acredito que Deus está Se preparando para conceder Seus frutos não só a Meishu-Sama, mas a nós também.

Como símbolo de minha gratidão a cada um dos senhores, eu ofereci caligrafias minhas escritas em kanji (ideogramas japoneses) em todas as regiões que visitei até agora. Desta vez, para os senhores, membros da Região Oeste, eu caligrafei o ideograma mi (“fruto” em português). Espero que essa caligrafia nos sirva de lembrete para que não esqueçamos que nós também podemos receber os frutos de Deus e tornar-nos Seus filhos se assim o desejarmos.

Nós éramos pecadores e estávamos longe de receber o glorioso fruto de Deus – o direito de nos tornarmos Seus filhos. No entanto, Deus nos perdoou. Ele perdoou todos os nossos pecados e agora está nos dizendo: “você também pode seguir o Messias Meishu-Sama e nascer de novo como Meu filho, como Meu Messias”. Com Meishu-Sama, eu gostaria de louvar e glorificar o nome do Deus único e o nome Messias.

A Transição da Era da Noite para a Era do Dia já foi concluída. A Era do Dia já chegou. Nesta fase completamente nova da Obra Divina, vamos lembrar que a luz de Deus, Seu poder, perdão e salvação existem no Paraíso, no âmago da existência de cada um de nós, e vamos servir a Deus com Meishu-Sama.


i Esse texto refere-se à versão japonesa do Hino da Luz Divina, cuja música é a mesma usada no Brasil mas cuja letra difere, em alguns pontos, da letra original em português

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