Palavras de Kyoshu-Sama
Culto pela Paz Mundial e Culto às Almas dos Antepassados

Templo Messiânico, Solo Sagrado de Atami
1° e 2 de agosto de 2016

Com profundo respeito e temor a Deus, gostaria de dizer que nós não somos os proprietários de nossas vidas; Deus o é. A vida pertence a Deus. Ele é o proprietário de nossas vidas.

No segundo salmo de Meishu-Sama entoado hoje no Culto às Almas dos Antepassados há o seguinte trecho:

Saibam meus fiéis!

O senhor de suas vidas não são vocês,
Deus é o senhor de suas vidas e suas vidas estão nas mãos d’Ele.

Através deste salmo, Meishu-Sama quer que saibamos que só seremos verdadeiros seres vivos se entendermos que vivemos pelo poder de Deus e que nossa vida a Ele pertence.

O Paraíso existe. Ele é o Mundo do Início e a origem de toda a Criação. Neste Paraíso, Deus nos concebeu concedendo-nos Sua própria vida eterna e tornou-Se nosso Ppaz_pict_kyoshuai. Hoje, na Terra, ainda trazemos conosco essa vida eterna. O Paraíso ainda existe dentro de nós. A vida que Deus nos concedeu não perecerá, mesmo após o término de nossa vida terrena, porque Deus compartilhou conosco Sua própria vida eterna. A morte não existe. Não há diferença entre aqueles que estão “vivos” e os que estão “mortos”. Estamos todos vivos e viveremos para sempre. Portanto, nossos ancestrais não estão mortos como normalmente acreditamos. Dentro de nós, eles estão clamando, “Não pensem que estamos mortos! Estamos vivos dentro de você!”

Usa-se a expressão: “ressuscitar dentre os mortos” como se tivéssemos que morrer primeiro para então ressuscitar. No entanto, eu gostaria que soubessem que os senhores “ressuscitarão dentre os mortos” no exato momento em que conseguirem entender que estiveram e estarão vivos para sempre.

Na realidade, sou eu quem precisa mudar minha percepção de “vida” e ressuscitar dos mortos. Eu vim acreditando que a vida é limitada e eventualmente se extingue. Era eu quem pensava que meus ancestrais estavam mortos. Era eu quem precisava perceber e aceitar que todos meus ancestrais trazem consigo a vida eterna de Deus e estão vivos dentro de mim. Alcançar essa percepção, acredito, é a forma pela qual poderemos harmonizar, pacificar e trazer salvação a nossos ancestrais. Eu sinto que jamais poderei ser um verdadeiro ser vivo enquanto acreditar que meus ancestrais, em meu interior, estão mortos.

O terceiro salmo do Culto às Almas dos Antepassados diz: Crie alegria enquanto estiver na Terra!
Crie a alegria de alcançar a vida eterna!

Nós podemos ter nossa própria definição ou percepção do que é “alegria” ou do que é “ser feliz”. Porém, Meishu-Sama está definindo de forma muito clara que nossa alegria significa uma só coisa: alcançar a vida eterna. Ele está nos incentivando a criar essa alegria enquanto estivermos aqui na Terra. No Paraíso, o Mundo do Início, nós prometemos a Deus que, quando viéssemos à Terra, lembraríamos quem é o nosso verdadeiro Pai, herdaríamos Sua vida eterna e nos tornaríamos verdadeiros filhos de Deus – Messias.

No entanto, nós nos esquecemos dessa promessa e, de certa forma, abandonamos Deus. Porém, Meishu-Sama lembrou-se dela. Ele percebeu que seu verdadeiro lar era no Paraíso, o Mundo do Início. Ele retornou ao Paraíso e lá recebeu, mais uma vez, a vida eterna de Deus. Ele cumpriu a promessa que os seres humanos fizeram a Deus e alcançou a condição de um Messias, um filho de Deus. Nós também precisamos nos lembrar dessa promessa, e precisamos fazê-lo agora, enquanto estamos aqui na Terra. É por isso que primeiro precisamos retornar ao Paraíso em nome do Messias, receber a vida eterna de Deus mais uma vez e alcançar a condição de um Messias, um filho de Deus, da mesma forma que Meishu-Sama. Eu gostaria que os senhores soubessem que nascer de novo é a única e verdadeira “alegria” ou “felicidade” para nós, seres humanos.

Nós sentimos como se vivêssemos e respirássemos na Terra. Porém, a verdade é outra. Na realidade nós já vivemos no Paraíso. Nós já somos habitantes do Paraíso. Apesar de nossas fraquezas, Deus sempre nos considera como residentes de Seu Paraíso pois foi lá que Ele nos concebeu. Apesar de sentirmos como se estivéssemos na Terra, nosso lar continua sendo o mesmo – o Paraíso.

Antes de virmos à Terra, nós servíamos a Deus no Paraíso. Isso não muda, mesmo depois de virmos à Terra. Nossa tarefa continua sendo a mesma – servir a Deus que está no Paraíso. Deus está agora desenvolvendo um trabalho de salvação completamente novo – fazer com que nós, a humanidade, nasçamos de novo e tornar-nos Seus verdadeiros filhos. Onde será que Deus desenvolve Sua Obra Divina? Obviamente, é no Paraíso. É por isso que, se quisermos servi-Lo, precisamos primeiro retornar ao Paraíso.

Em seu ensinamento “Características da salvação pela Igreja Messiânica Mundial”, Meishu- Sama escreveu: “Para salvar o próximo, o homem precisa primeiramente elevar-se ao Paraíso e tornar-se seu habitante. Assim, ele poderá puxar o próximo para o Paraíso e trazê-lo à salvação”. Precisamos fazer com que esse ensinamento se torne nossa realidade. Portanto, vamos aceitar que somos habitantes do Paraíso e retornar ao Paraíso que existe no interior de cada um de nós. Se não fizermos isso, não teremos permissão de participar na Obra Divina de Meishu-Sama e salvar todo o mundo. Só temos a permissão de servir na Obra Divina de Meishu-Sama porque nossa verdadeira tarefa é servir a Deus no Paraíso como seus residentes.

O que fazemos na Terra é uma mera projeção do que na realidade fazemos no Paraíso. Hoje, estamos reunidos neste templo realizando um culto religioso de louvor a Deus. Estes cultos são realizados na Terra somente porque os realizamos constantemente no Paraíso, para louvar e glorificar a Deus.

Nesta Terra, temos olhos para ver, ouvidos para ouvir e o sentido do tato. Porém, só temos essas faculdades porque, no Paraíso, antes de virmos para a Terra, nos foram concedidos olhos para vermos Deus e ouvidos para ouvirmos a voz de Deus. Nossa prioridade é lembrar de todas essas coisas que Deus nos concedeu para usarmos no Paraíso. Caso contrário, não seremos capazes de auxiliar Deus a acolher toda a humanidade e todos ancestrais no Paraíso e trazê-los à salvação.

A chave para acolhermos toda a humanidade no Paraíso está em como reconhecemos os mecanismos de nossas emoções e de nossas mentes – nosso sonen. Seguindo a lógica sobre a qual estou falando hoje, nossas emoções e nossa mente na realidade existem no Paraíso e estão sendo constantemente usadas por Deus.

Em nossas vidas, experimentamos várias emoções. Às vezes, ficamos deprimidos, tristes ou preocupados quando nos deparamos com situações difíceis. Outras vezes, nos sentimos alegres e felizes. Por causa dessas emoções, todo tipo de pensamentos passam por nossa cabeça.

Os senhores podem achar que essas emoções e esses pensamentos sejam seus, mas eles são emoções e pensamentos de toda a humanidade e de todos os ancestrais. Os senhores os sentem como se fossem seus porque Deus quer que conheçam que tipo de emoções e pensamentos tiveram nossos ancestrais, e que saibam que esses ancestrais já foram salvos.

A Luz de Deus e Seu perdão já alcançaram a parte mais profunda de nossos corações – aquela que talvez acreditemos estar escondida dos outros. Deus estendeu Sua mão forte a toda a humanidade, envolveu-nos em Sua Luz confortadora e está agora nos acolhendo em Seu Paraíso. Essa é a verdadeira mão do Johrei. Deus está ministrando Johrei a cada um de nós, dentro de cada um de nós.

Que benção é estarmos sempre recebendo Johrei de Deus! Vamos nos entregar a Deus. Vamos entregar nosso coração e mente nas mãos de Deus. Quando estiverem ministrando Johrei para os outros, os senhores precisam primeiro reconhecer o seguinte: Deus está ministrando Johrei dentro dos senhores e também dentro das pessoas para as quais os senhores ministram Johrei. E mesmo que não possam levantar a mão para ministrar Johrei para os outros, o ato de entregar diariamente seu coração e mente a Deus é, por si só, uma prática de Johrei com a qual Deus está muito satisfeito.

Meishu-Sama nos permitiu relembrar que temos o Paraíso em nosso interior. Ele nos fez perceber que a Luz de Deus existe dentro de cada um de nós. Nós nos esquecemos disso durante muito tempo e esquecemos de retornar ao Paraíso interior. Isso foi porque, como seres humanos, sempre quisemos “manifestar” a luz ou “expressar” nossa individualidade enquanto, ao mesmo tempo, nos esquecíamos quem realmente somos.

Porém, eu gostaria que os senhores soubessem que “manifestar” é uma ação que simboliza a Era da Noite. Meishu-Sama nos ensina, no ensinamento “Sol e Lua”, que a ação que simboliza a Era do Dia é a ação de “recuar” ou “retornar”. Quando ouvimos que temos um Paraíso interior, nossa tendência é pensar: “Vamos então manifestar o nosso Paraíso interior”. Essa foi a maneira de pensar da Era da Noite. Na Era do Dia, nossa missão é “retornar” ao Paraíso interior. É por isso que sempre digo que precisamos mudar completamente a nossa mentalidade se quisermos seguir os passos de Meishu-Sama.

Quando ministramos Johrei, não estamos irradiando luz de nossa mão para quem o recebe. Se fosse este o caso, estaríamos assumindo que há partes do mundo onde a Luz de Deus ainda não chegou. Ao invés de irradiarmos luz, estamos na realidade absorvendo e devolvendo luz para Deus. A mão do Johrei é a mão que acolhe toda a humanidade no Reino de Deus. Neste caso, estaremos assumindo que o mundo inteiro está preenchido com a Luz de Deus. Assim como manifestar, “irradiar” foi a forma da Era da Noite. Na Era do Dia, nós precisamos recuar, absorver e devolver tudo às mãos de Deus, acreditando que a Luz de Deus já alcançou e permeou tudo e todos.

Pensem. Se Deus é todo-poderoso, será que Ele deixaria alguma parte do mundo ou alguma pessoa fora do alcance de Sua Luz e misericórdia? Se Deus é realmente todo-poderoso e onisciente, será que há um segundo sequer em que Deus não esteja governando todo o universo? Deus não foi sempre o nosso Senhor? Se os senhores pensarem que precisam “manifestar” ou “irradiar luz”, não estarão acreditando em um Deus todo-poderoso, mas sim em um Deus adormecido. Isso, eu acredito, é um desrespeito a Deus. Por isso, é agora que precisamos realmente mudar nossa forma de pensar a respeito de como desenvolveremos a Obra Divina de Meishu-Sama.

Agora, gostaria de falar sobre paz, uma vez que hoje estamos celebrando o Culto pela Paz Mundial. No ensinamento intitulado “A arte de Deus”2, Meishu-Sama escreveu o seguinte: “qualquer ‘ismo’ ou pensamento específico é como uma cor única, criada para um determinado objetivo. Além de ser impossível para qualquer um ter sucesso usando esta cor para pintar além das linhas que delimitam outras áreas, qualquer tentativa de fazê-lo cria desarmonia que, por sua vez, gera um atrito que pode eventualmente agravar-se transformando-se em um grande conflito”. Meishu-Sama está nos alertando para o fato de que pensamentos e ideias humanas não são suficientes para concretizar a paz. Pelo contrário, elas são a causa do conflito e, em suma, Meishu-Sama está nos dizendo que nós, seres humanos, não temos poder para concretizar a paz na Terra.

No mesmo ensinamento, Meishu-Sama também escreveu: “Para o nascimento desse Novo Mundo, será necessário haver uma grande revolução […] no pensamento humano”. O significado do que Meishu-Sama quis dizer com “uma revolução no pensamento humano” é óbvio. Nós precisamos verdadeiramente reconhecer e aceitar que Deus é o único que pode concretizar a paz na Terra.

O primeiro salmo cantado ainda há pouco no Culto pela Paz Mundial diz o seguinte: Entre nações, entre povos,

Os conflitos são intermináveis.

Quem, senão Deus, terá a autoridade para dar um fim a eles?
Quem mais deseja a paz é Deus; e não nós, seres humanos. O propósito de Deus não é estabelecer uma paz temporária, mas, sim, uma paz que durará para sempre. E uma paz eterna não pode ser estabelecida entre os seres humanos, mas, sim, entre Deus e os homens. Que sentido faz criar a paz entre os seres humanos ou dizer: “precisamos orar pela paz mundial”, quando perdemos nossa paz com Deus, que possui toda a autoridade e poder?

Deus é o Rei e Senhor de todos nós e de todo o mundo. Nós, seres humanos, precisamos reconhecer que, sem perceber, tomamos a posição de reis e viemos desonrando a soberania de Deus, como se tivéssemos declarado guerra contra Ele. Deus nunca nos abandonou. Nós O abandonamos, destruímos a paz que tínhamos com Ele e, assim, pecamos contra Deus.

Porém, com Sua infalível graça, Deus decidiu perdoar-nos e reestabelecer a paz conosco. Este é o significado da Transição da Era da Noite para a Era do Dia. Ela significa o perdão de Deus. Através da Transição da Noite para o Dia, Deus nos religou à Sua paz porque nos ama. O amor de Deus é uno à Sua verdade, e a verdade é que nasceremos uma vez mais e nos tornaremos verdadeiros filhos de Deus.

Todas as virtudes e boas qualidades – Paz, Verdade, Beleza, Amor, Bondade – pertencem a Deus e não a nós. Temos que devolvê-las a Deus; elas têm que ser atribuídas a Deus. Deus é o único a ser louvado.

Nós não entendemos corretamente o significado da fé. Pensávamos que o objetivo da fé era tentar tornar-nos pessoas boas, amorosas, e sentíamos como se pudéssemos amar e querer o bem do próximo. No entanto, nós não possuímos o amor nem um coração bondoso. Equivocadamente viemos pensando que os possuíamos. Porém, na realidade, eles pertencem a Deus e precisamos devolvê-los a Ele.

A prosperidade também pertence a Deus. Ao invés de desejarmos a prosperidade de Deus e de Seu Paraíso invisível, viemos desejando a prosperidade do mundo humano e da Terra visível. Porém, o que precisamos desejar primeiramente e acima de tudo é a prosperidade do reino invisível de Deus no Paraíso. Para fazer isso, precisamos devolver, hoje, a Deus todas as virtudes e boas qualidades, porque as viemos furtando do Paraíso, guardando-as conosco e esquecendo de desejar a prosperidade do Paraíso.

Em seu ensinamento intitulado “Pessoa simpática”, Meishu-Sama escreve que ele tenta fazer aquilo que satisfaz e torna as pessoas felizes. Ele explica que não age assim por ser moralmente correto fazê-lo ou por ser o objetivo da fé pensar na felicidade do “próximo”. Ele diz que age assim simplesmente por ser esta a sua natureza e também porque Deus o concedeu esta natureza.

Meishu-Sama não está dizendo que possui um coração bondoso e nem que precisamos fazer do amor ao próximo um ensinamento religioso, como fazemos hoje. Ele está dizendo que tais virtudes vieram de Deus e a Ele precisam ser atribuídas.

Só existe uma pessoa simpática – Deus. A “Pessoa simpática” é Deus. Nós não podemos ser pessoas simpáticas, mesmo que nos empenhemos ao máximo. Aquele que sempre tenta fazer o próximo feliz é Deus, e o “próximo” significa toda a humanidade. Por mais que não gostemos de Deus, Ele sempre quer que cada um de nós alcance a verdadeira felicidade de nascer de novo como Seu filho. Precisamos sempre atribuir toda a bondade a Deus e isso, eu acredito, é o tipo de cortesia que devemos demonstrar para com Deus.

Acredito que viemos esquecendo de nossa cortesia para com Deus. No Culto pela Paz Mundial, cantamos dois salmos de Meishu-Sama relacionados à cortesia. Um deles diz:

Qualquer que seja sua posição no lar ou na sociedade, Se observar a ordem e agir com cortesia,
A paz reinará em seu país.

O outro diz o seguinte: Saibam meus fiéis!

A essência da fé não é nada complicada. Ela pode ser resumida em poucas palavras: Observe a ordem e seja cortês.

Estes salmos de Meishu-Sama me fizeram perceber que eu só vim tentando ser cortês com as pessoas e não com Deus. Preciso observar a ordem mais importante entre Deus e eu, e não somente a ordem da sociedade. Portanto, vamos ser corteses com Deus e devolver toda a bondade a Ele. Vamos louvar a Deus em tudo o que fazemos porque, pela ordem, Ele é a primeira prioridade. Meishu-Sama nos ensina que isso é a essência da fé que temos que pôr em prática. Acredito que ser cortês com Deus e observar a ordem divina desta forma é o passo que temos que seguir para nascermos de novo como filhos de Deus, Messias.

Com toda a humanidade, todos os ancestrais e toda a Natureza, em nome do Messias que é uno a Meishu-Sama, vamos agradecer a Meishu-Sama que está sempre dentro de nós, instruindo nossos corações no caminho de Deus. Vamos louvar a Deus, nosso Pai, do fundo do nosso coração.

Por fim, vamos despertar para um tipo completamente novo de fé, na qual todo louvor é direcionado a Deus.

 

 

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