Ensinamento do mês de abril de 2017

O objectivo da Igreja Messiânica Mundial é a construção do Paraíso Terrestre. Mas o que significa isso?
Obviamente, o Paraíso Terrestre é o mundo de perfeita Verdade, Bem e Belo. O método para obter a saúde – o Johrei – que é a vida de nossa Igreja, e a Agricultura Natural, são meios de que nos utilizamos para materializá-lo, mas o Johrei, além de promover a renovação do corpo físico, visa também a renovação do espírito. Independentemente de tais métodos, é de extrema urgência elevar o espírito das pessoas através do belo. Esse é um novo projecto da Igreja Messiânica Mundial, que agora estamos colocando em prática. Para falar a respeito, vou expôr, em primeiro lugar, a situação actual do Japão.
Numa classificação sumária, o Belo situa-se no domínio da audição, da visão e do paladar. No que se refere a audição, talvez nunca tenha havido época tão próspera em música como a época actual, em virtude, principalmente, do rádio, sendo muito significativo, também, o progresso do toca-discos, dos discos, etc… No tocante a visão, entretanto, a situação é muito precária, existindo apenas o teatro, o cinema e coisas do gênero. Em verdade queremos algo que toque nosso sentimento pela Beleza, que seja mais simples, mais próximo de nós, e que não esteja limitado pelo tempo. Ora, o teatro e o cinema são excelentes meios para deleitar os olhos, mas, como implicam em limitação no tempo, questões financeiras e meios de transporte, não podem ser aceitos integralmente.
O que propomos aqui, é o cultivo e distribuição das flores, excelente forma de propagação do Belo. Consiste em ornamentar com flores não só as residências como outros locais. Hoje em dia, as flores ornamentam, geralmente, as residências de pessoas da classe média, mas isso é insuficiente. Nosso objectivo é adornar com elas todos os lugares e classes sociais, colocando-as à vista de qualquer pessoa. No canto do escritório, em cima da escrivaninha, onde quer que seja, não é nem preciso dizer o quanto uma flor nos reanima e nos faz sentir um toque de pureza. Em termos ideais, desejamos ornamentar até mesmo prisões e locais de execução. Quão boa influência isso exerceria sobre os detentos! Se chegarmos ao ponto de existirem flores onde quer que haja pessoas, a força para tornar ameno este mundo infernal será bem grande. Actualmente, porém, isso é impossível, dado o alto preço das flores; por conseguinte, precisamos fazer com que elas possam ser adquiridas a preços bem baixos. Para tanto, devemos intensificar o seu cultivo, mas de modo a não prejudicar a produção de alimentos.
O Japão é considerado o primeiro país do mundo no que se refere à variedade de flores. Quanto aos métodos de cultivo, também parece atingir o nível mais alto, e todos sabem que a tulipa, que era produzida exclusivamente na Holanda, começou a ser cultivada, antes da última guerra, não só no Estado de Kanagawa. Está sendo exportada para a Inglaterra e para os Estados Unidos, e a produção vem aumentando a cada ano.
Pela pesquisa que fizemos, constatamos, por exemplo, que os americanos admiram muito as flores existentes no Japão, interessados pelas raridades que não possuem em seu país. Assim, doravante, devemos fazer das flores mais um recurso para a obtenção de divisas, cultivando-as em larga escala. Até hoje essa prática veio sendo negligenciada, mas de agora em diante deve ser estimulada ao máximo. Além do mais, como a flor é um produto cuja exportação não sofre limitações de quantidade, torna-se objecto de enorme expectativa.

                                       Fé no Cotidiano, pág. 101

8 de maio de 1949