Chamo-me Fanta Kamara, IMG_5112tenho 17 anos de idade sou frequentadora da Igreja Messiânica Maundial da Serra Leoa há 5 meses, candidata para próxima outorga. Conheci a fé messiânica através da irmã Isatu kargbo, também frequentadora da igreja.
Os motivos que me levaram a conhecer a igreja foram conflitos em casa com a família do meu noivo durante 3 anos. Com 14 anos fiquei grávida e na altura como namorados ele negou a gravidez pois sabia que não tinha dinheiro nem condições para me assumir, tive o bebe com ajuda de vizinhos, pois o meu pai faleceu quando era criança, a minha mãe emigrou para Guiné e deixou-me com uma tia, a mesma expulsou-me de casa por eu conceber e assim fiquei sem apoio de ninguém, visto que além dessa tia que me expulsou não tinha mais nenhum familiar na cidade, as duas irmãs que tenho vivem bem lá no interior e há anos que não nos comunicamos e até corro o risco de não reconhecer as suas caras pois nos separamos quando éramos crianças.
A vida foi sempre difícil para mim, mesmo com bebe precisava fazer trabalhos pesados para ganhar o pão do dia a dia e comprar coisinhas mínimas que a criança precisava. Quando a criança completou 7 meses, a pessoa que me engravidou assumiu a responsabilidade e mudei para casa dele, mais contra vontade da mãe dele. Por isso, fui sempre mal tratada pela sogra e outros membros da família.
Fiz muitos planos para fugir de casa, mais com o filho de apenas um ano de idade acabava por recuar. Dias antes de conhecer a igreja, a minha sogra organizou um plano com todos membros de casa incluindo meu noivo para ninguém me dar comida e nem outro tipo de apoio, com finalidade de eu abandonar a casa, como não aconteceu, pessoalmente falou para mim que só tinha duas semanas para abandonar a casa. Perdi o corpo e fiz plano de me matar junto com o meu filho, foi exatamente nessa semana que estava a estudar a forma de me matar, que a Irmã Isatu Kargbo foi em minha casa e levou-me directamente a rede da salvação, sem eu saber de nada. Fiquei na igreja todo o dia e pude explicar por detalhes todo o meu sofrimento ao missionário, que em seguida me orientou o seguinte:
1. receber 10 johrei por dia;
2. Manter a Flor de luz em casa;
3. Participar nas actividades da igreja, cultos, como também marchas de Johrei as quartas-feiras;
4. Fazer a leitura da prática do sonen todos os dias e encaminhar outras pessoas a igreja.
Não tive dificuldade em praticar tais orientações, pois senti um alívio ao ouvir as orientações sobre as práticas da fé messiânica e também foi a primeira vez que ouvi o pastor a pedir com que eu rezasse em nome da família que eu tanto odiava. Depois de pouco tempo praticando as orientações recebidas tive muitas graças:
O conflito com a família do pai do meu filho passou completamente ao ponto da sogra, me dar um dinheiro para fazer negócio caseiro para não depender totalmente deles. Os pais dele organizaram uma sentada para exatamente nos perguntar qual o nosso objectivo e pela minha surpresa ele respondeu que queria oficialmente a minha estadia lá como sua noiva.
O meu filho em cada mês tínhamos que parar no hospital, por causa de uma doença pouco comum, de repente ficava fraco sem apetite e febres muito altas e os tratamentos hospitalares tinham pouco efeito para o caso dele, foi também uma das razões que a sogra queria me correr de casa, pois dizia que a doença do meu filho ia afectar os outros e também deixar o seu filho pobre. Mais desde que o meu filho começou receber Johrei tudo passou milagrosamente, isso fez com que a sogra também começasse a frequentar.
Também gostaria testemunhar a minha experiência de fé sobre a prática de gratidão nos últimos 4 meses:
Após ter participado num encontro de perguntas e respostas na unidade, alguém perguntou “Qual é a forma de fazer a gratidão para os que não tralbalham?” O missionário explicou que a gratidão pode ser através do donativo ou através da dedicação, e acrescentou que era muito importante não ter vergonha de oferecer o que tem a Deus. Ouvindo isso pedi orientações, como vendia na Zunga (venda ambulante) de segunda à sábado e activamente passei a fazer o donativo diário que variava de 500 à 2000 Leones dependentemente de como fosse a venda, mas tendo a certeza de o fazer como gratidão por ter permissão de fazer negócio naquele nível.
Uma semana com esta prática, alguém me arranjou um trabalho de ajudante de cozinha onde teria salário de 150.000 Leones por mês, trabalhei dois meses e fiz o dízimo correspondente, mesmo ocupada pelo trabalho nunca parei as minhas dedicações, pois dedico como auxiliar do sanguetsu. Certo dia, no mercado um senhor em conversa com o seu amigo dizia que precisava de alguém para ser governanta de casa, pois ele e a sua esposa ficam muito ocupados, olhei para o senhor, cumprimentei-o e simpaticamente disse-lhe que gostaria de trabalhar e assim aconteceu, de ajudante de cozinha para governanta de uma casa e com um salário de 350.000 Leones, para mim está sendo uma experiência muito marcante, pois está aumentar cada vez mais a minha crença nas práticas da fé messiânica.
A minha concunhada que há bastante tempo já fazia negócios, vendo essa grande evolução, não foi preciso convida-la, sozinha pediu que eu lhe levasse a unidade religiosa, para ela também fazer o que eu estou a fazer, hoje ela também é uma frequentadora muito activa.
Com essas e outras experiências, aprendi que praticar obedientemente as orientações que recebemos e deixar tudo nas mãos de Deus as graças acontecem de uma forma natural.
O meu compromisso é continuar a fazer o dízimo, completar o meu donativo de outorga e encaminhar o maior número possível de pessoas.
Aos Ministros, responsáveis, Missionários, membros, frequentadores e todos em geral que ouviram a minha experiência de fé o meu muito obrigado.

                          Freetown, 2 de Abril de 2017