Chamo-me Albino Simões Guimarães, Albino fototenho 36 anos de idade. Resido no Bairro Golfo 2. Sou missionário, dedico como responsável do Johrei Center da Praia na República de Cabo Verde.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola em 2003 por intermédio do Senhor Morreu membro da nossa igreja.

Os motivos do meu encaminhamento na fé foram: Doença, dificuldade financeira e conflitos familiares.

Com relação a doença, tinha Quissongo ou seja, dor de dente em estágio avançado. Tive 4 abcessos de uma só vez, dos quais, um no queixo, dois nas bochechas e um dentro da boca. O que se encontrava na cavidade bucal rebentou e escorria bastante pus e sangue, que tinha que engolir obrigatoriamente porque não dava jeito de tirar para fora. Por esse motivo, estava impossibilitado de me alimentar, e sempre que tentasse vomitava no mesmo instante. Depois de um mês com essa doença, contrai também hepatite B. Com isso, a cada dia as dores intensificavam-se mais. Não conseguia dormir em condições. Esse problema prolongou-se por mais 6 meses. Deixando o meu corpo em pele e osso. Para poder sentar-me tinha que colocar almofadas, se assim não o fizesse, sentia uma dor insuportável.

Na altura, o meu pai havia falecido há um ano, apesar de ter ocupado posição de destaque no país, não nos deixou nenhuma herança, nem sequer uma habitação para vivermos. Morávamos em uma casa de renda no Caxito. Devido a dificuldade financeira, não conseguimos continuar a pagar a renda. Minha mãe, meus 5 irmãos e eu viemos para Luanda, e nos hospedamos na casa de um familiar da parte materna.

Na casa deste nosso familiar, o meu estado de saúde piorou, procuramos assistência médica  em vários hospitais, acabei por internar num hospital de renome, onde os médicos fizeram tudo que era possível, mas sem resultado satisfatório. Devido ao mau cheiro que exalava e incomodava os outros pacientes que se encontravam na mesma sala, os médicos sentiram-se obrigados a darem-me alta, esperando o meu fim em casa.

Como era membro activo da minha antiga igreja, recebi assistência religiosa durante 3 meses através de pastores e missionários, que durante a oração corriam com os demónios jogando o pouco sal, que tínhamos em casa para as nossas refeições, nas paredes. Sem melhorarias, deixaram de visitar-me e reuniram a contribuição para a compra do meu caixão, para dar a minha família assim que morresse. Procuramos também vários quimbandas e profetas em busca de cura, mas sem solução.

Para piorar a situação, minha mãe que era o suporte da família ficou maluca, via demónios nos objectos e em todos os locais. Corria o bairro inteiro atrás dos demónios que via. Nesta turbulência os donos da casa reuniram-se e nos colocaram na rua a tiros, alegando que estávamos a fazer confusão em sua casa e que um dia poderíamos apoderar-se da mesma. Na mesma rua, batemos a porta de um parente paterno, que nos acolheu e ficamos a morar com ele durante um mês. Passado aquele tempo, o mesmo lembrou-se de um conflito antigo que teve com o meu pai por essa razão naquela mesma noite, não nos permitiu mais dormir em sua casa, pegou as nossas coisas e atirou para a rua.

Pedimos ajuda a várias pessoas da família e não só, até que uma amiga da família recebeu-nos em sua casa de uma quarto e sala onde vivia humildemente com poucos recursos. Quase que não nos alimentávamos, porque nenhum dos meus irmãos trabalhava, nem a dona de casa. Quando chovia, a casa inundava parecendo ser um lago. Uns dormiam nas cadeiras, eu por estar doente me acomodava por cima da mesa branca e os demais se desenrascavam.

Saturado com o sofrimento que estava a viver, certo dia, de noite orei desesperadamente em voz alta pedido a Deus que eu não permanecesse mais em vida no dia seguinte.
De manhã, às 6 horas um vizinho, membro da Igreja Messiânica Mundial, que ouviu minha  súplica, bateu a porta e questionou se podia trazer alguns membros da igreja para orar em nossa casa. Confesso aos irmãos, que dentro de mim, desdenhei o irmão dizendo: “Não perca o seu tempo aqui com a tua igreja. Se soubesses o nível de fé que tenho e os pastores que já aqui passaram não perderias o teu tempo falando da tua igreja.” Apesar disso aceitamos o convite.

Recebemos assistência religiosa 3 dias consecutivos. Para o meu espanto, no quarto dia consegui dormir bem e acordei com força, peguei num balde com água, me dirigi sozinho ao WC e tomei banho. Os meus irmãos ao me verem em pé, gritaram: “Milagre, milagre!”  O que despertou a atenção dos vizinhos, que vieram ver o que estava a acontecer. Com isso, alguns vizinhos ingressaram à fé messiânica até a data presente. Cinco dias depois, uma missionária levou-me até a unidade religiosa do Cazenga Padaria. É de realçar que durante a nossa caminhada devido ao meu estado degradado as pessoas ao me verem ficavam assustados e exclamavam: “Porque não morre só, esse todo sofrimento!” Na igreja, fui recebido pelo plantonista que orientou-me o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a flor de Luz em casa e oferecer a outras pessoas;
  • Encaminhar outras pessoas a fé messiânica;
  • Ler os ensinamentos de Meishu Sama e
  • Assistir aos cultos.

Apesar das dúvidas que tinha, eu e minha família nos esforçamos em praticar as orientações recebidas e cada dia que recebia Johrei me sentia melhor.

Depois de duas semanas de frequência, comecei a participar na assistência religiosa em outros lares. Com isso, durante 3 semanas, cheguei a encher 3 bacios de sague e pus que eliminava  pela boca. Mesmo assim não deixei de participar das marchas. O que mais me chamou a atenção era a rápida recuperação das pessoas que nós assistíamos nas casas. Isso motivou a tornar-me membro o mais rápido possível com o desejo de servir a Obra Divina. Dois meses depois, recuperei na totalidade, minha mãe sarou da loucura e conseguiu dois empregos.

Materializei o meu donativo de outorga e no dia 20 de Junho de 2003, fui outorgado com o Sagrado OHIKARI.  Quatro meses depois mais 8 elementos da família tornaram-se membros também.

A experiência de fé que passo a relatar a seguir está relacionada em ser o número um na felicidade do próximo e o donativo de construção do Templo Messiânico.

Movido pelo sentimento de gratidão, após tornar-me membro passei a dedicar como encarregado dos candidatos, como vice-responsável do Johrei Center do Cazenga, posteriormente, como responsável de Johrei Center, a partir do ano 2005 passando pelo município de Viana, províncias do Uíge, Kwanza Norte, Huambo e actualmente na República de Cabo Verde. Com o empenho das equipes com que tive a permissão de dedicar formamos um total de 1588 novos membros e abrimos 25 novas unidades, dos quais 2 tornaram-se Johrei Center.

É de realçar que na província do huambo com a dedicação dos fiéis, tivemos a permissão de construir uma ponte de Alvenaria em 3 semanas, que dá passagem para viaturas dos nossos fiéis e da população. O que chamou atenção do governo local e da população em geral.

Actualmente, venho me empenhando no donativo de construção do Templo Messiânico. Eu e minha esposa fizemos o donativo especial de construção do Templo Messiânico no mês de abril e novamente no mês de maio do corrente ano para agradecer a permissão de servirmos na Obra Divina. Para nossa surpresa, no dia 5 deste mês, minha esposa foi nomeada oficialmente como gerente da empresa em que trabalha.
Com essas práticas, vivenciei as seguintes graças:

  1. Estou extremamente feliz. Noto melhoria na vida dos fiéis que com empenho e sinceridade participaram das actividades  realizadas acima citadas;
  2. Hoje, eu, minha mãe e meus irmãos cada um tem a sua casa própria;
  3. A nossa vida financeira melhorou consideravelmente, o meu irmão primogénito ingressou no mesmo ministério em que o meu pai trabalhava, está tendo progresso na sua carreira, e outros trabalham por conta própria;
  4. Ganhámos a permissão de nos reconciliar com a família que havia nos corrido e alguns deles frequentam a igreja.

É de realçar que a amiga da família que nos acolheu em sua casa, atualmente é minha cunhada e tem 4 filhos com um dos meus irmãos.

Quanto a minha pessoa, tive a permissão de contrair o matrimónio com uma missionária da nossa igreja. Hoje, somos pais de 3 meninas e somos muito felizes.

Com essa experiência, aprendi que para construir o paraíso ou o inferno depende unicamente do homem.
Meu compromisso é de continuar a me empenhar no servir a Obra Divina, participando na formação de novos membros e me esforçar ainda mais em materializar o meu donativo de construção do Templo Messiânico.
Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama, e aos meus antepassados por me terem guiado neste maravilhoso caminho da salvação. Ao irmão Morreu e a irmã Zina por serem usados como instrumentos para meu encaminhamento.

Aos meus superiores que têm estado a contribuir para minha formação espiritual e a todos os fiéis a minha eterna gratidão.
A todos com quem partilhei a minha experiencia de fé,
O meu muito obrigado!