Chamo-me Paulo Muandumba IMG_6630 tenho 54 anos de idade, resido no Bairro Vila-Flor, Mutamba, Distrito de Viana, sou missionário, dedico como Encarregado da Rede da Salvação 17 de Setembro, do Johrei Center do Kilamba.

Conheci a Igreja Mundial de Angola, em Junho de 2006, por intermédio do irmão Bartolomeu Tiago, membro dedicante da nossa Igreja.

Os motivos que me levaram a conhecer este caminho foram: Doença, vícios de bebida, cigarro e mulheres.

Quanto a doença, sofri de reumatismo durante 8 anos. Segundo diziam a minha mãe e alguns familiares, esta doença tinha a ver com os meus antepassados. Para me ver livre desta enfermidade frequentei várias unidades hospitalares e tradicionais em Angola e no Congo, mas sem obter resultados satisfatórios.

Apesar de ter sido um crente fervoroso de uma de uma determinada religião, a situação não melhorava. Gastei avultada somas em dinheiro ao ponto de ficar sem nada e começar a vender alguns artigos de casa.

Realmente estava num “beco sem saída”. É de realçar que estando nesta situação, sonhava com os antepassados dizendo que ainda não tinha encontrado a Igreja que eles procuravam. Ainda em sonhos tive a permissão de ser levado a conhecer, a Sede Central, o Solo Sagrado de Cacuaco e o Apólo Agrícola do Bom Jesus, dizendo que eram aqueles locais que procuravam.

Porém, como na altura vivia na província da Lunda-Norte, não fazia ideia que lugares seriam aqueles. Tentando solucionar a dificuldade financeira que atravessava, lembrei-me, que há muito tempo tinha emprestado uma certa quantia monetária à alguém, porém tinha me esquecido. Foi assim que tomei a decisão de ir à procura desta pessoa à fim de fazer a cobrança.

Como na altura estava a viver no Nzage, tive que me deslocar até Cafunfo onde supostamente estaria esta pessoa. Posto lá, infelizmente não consegui localizá-lo. Desesperado e sem dinheiro para regressar para casa, fui pedir ajuda aos meus familiares que moravam naquela localidade. Contudo, eles também estavam a passar por dificuldades financeiras, pelo que, não foi possível me ajudarem. Entretanto, convidaram-me para trabalharmos no garimpo, a fim de conseguir dinheiro para regressar à casa.

No grupo de garimpo que pertencia, havia um messiânco que todos os dias antes de começar a trabalhar, comer ou fazer outro tipo de actividade sempre fazia a oração Amatsu-Norito e o Pai Nosso.

Eu, ao verificar esta postura, fiquei curioso e ganhei coragem de perguntar o que significava aquilo. Ele respondeu-me:

– “Ainda bem que você me fez esta pergunta, porque não é por acaso que fizeste, é porque você tem afinidade com ela, e esse problema que você tem na perna, com o recebimento do Johrei vai passar por completo.”

Ouvindo aquilo foi como se tivesse acendido em meu coração a chama da esperança de ver solucionado o sofrimento que há muito me afligia. Então disse:

-“Jura? É mesmo verdade?” Ele respondeu:

-“Sim, é mesmo verdade.”

Sem mais demora eu me prontifiquei em conhecer a Igreja.

No dia seguinte, madruguei na porta da casa dele. Facto que o deixou surpreso. O mesmo disse-me:

-“Calma ainda é muito cedo, aguarda mais um pouco.” E eu respondi-lhe:

-“O passageiro é que espera o comboio.” Deu-me uma cadeira e fiquei aguardando até ele se preparar para irmos à Igreja.

Na Unidade fui recebido pelo Responsável que depois de me ouvir atentamente orientou-me as práticas básicas. Graças à Deus e Meishu-Sama, cumpri com as orientações sem dificuldade.

Depois de 45 dias de recebimento de Johrei, a purificação na perna intensificou.

Fiquei uma semana em casa, porque a perna tinha inflamado, em volta se formavam bolhas de água como se fosse queimadura. Com isso não conseguia ir à Nave e os membros não conheciam a minha casa, facto que os deixou bastante preocupados.

Porém, apesar de estar em casa, não cruzei os braços, todos os dias as 06h, 09h, 12h, 15h, 18h, 21h, as vezes quando me despertava de madrugada, fazia sempre o Auto-Exame a Fé, durante uma semana. Com essa prática, as bolhas começaram a rebentar e saiu muito pús e sangue sujo, mal cheiroso, depois secou e a perna voltou ao normal. Foi assim que voltei igreja. O Reponsável ao me ver, preocupado perguntou-me o que havia acontecido. Depois de lhe explicar o sucedido ficou bastante feliz e orientou-me a fazer um donativo especial de gratidão pela graça recebida.

Foi com este milagre nasceu em mim o desejo de tornar-me membro para melhor cumprir a minha missão.

A Experiênciade fé que passo a relatar para os irmãos está relacionada com o donativo especial da 2ª Etapa da Escola Agrícola.

Estava a passar por conflitos conjugais no lar e meu irmão mais novo também estava a passar com conflito no seu local de serviço. Com isso, fui pedir orientação ao superior na qual orientou-me a materializar o donativo especial de construção da 2ª etapa da Escola Agrícola. Depois de materializar este donativo, os conflitos no lar abrandaram e tive a permissão de ganhar uma viatura pelo meu irmão a fim de me auxiliar no cumprimento da minha missão.

Para agradecer, fiz um donativo especial de gratidão. Porém, passando algum tempo os conflitos no lar voltaram a persistir bem como no local de seviço do meu irmão. E pela segunda vez fui orientado a fazer de novo o donativo especial de construção da 2ª etapa da Escola Agrícola. Desta vez, depois de materializar este donativo tive um sonho com os meus antepassados, neste sonho eles levaram-me a um lugar onde havia muitos carros que pareciam estar à venda. Chegando neste lugar um antepassado disse-me: “Este carro é do seu irmão e aquele é seu.” O carro do me irmão era um Hyundai Tuckson vermelho e o meu Rav 4 de 4 portas, versão americana de cor azul. No final deram-me um portas-chaves com muitas chaves e disseram-me: “Tira aqui 2 chaves e vai entregar ao seu irmão.”

Quando me despertei, fiquei a refletir sobre o sonho. Cumprindo com o que os antepassados disseram, mesmo não entendendo, fui até ao encontro do meu irmão expliquei-lhe o sucedido o mesmo ficou bastante surpreso.

Foi então que eu disse: “Toma as chaves que mandaram entregar-te.” de forma simulada, ele recebeu e no final ficamos a rir os dois que parecia coisa de loucos. Passado algum tempo, qual foi o meu espanto, certo dia estava em casa quando ouvi movimento de um carro na porta da minha casa. Quando fui ver era o meu irmão. Irmãos, eu não acreditei no que estava a ver, o meu irmão apareceu com um carro novo exactamente como me mostraram no sonho, e depois ele disse-me: “Mano, toma esta chave, vai buscar o teu carro.” que também era como tinha visto no sonho.

O meu irmão disse: “Mano estás a orar bem. Muito obrigado! Os conflitos no serviço acabaram, o meu salário subiu e a minha patente também subiu. Este carro é para ajudar na tua missão oferece aquele carro antigo”. Graças a Deus e Meishu-Sama os conflitos no lar também foram ultrapassados até hoje.

Com essa experiência de fé, pude aprender que os nossos antepassados são realmente as nossas raízes mais profundas e que eles ficam muito felizes quando nós participámos na construção do Solo Sagrado, porque conseguimos resgatar as dívidas mais profundas da nossa linhagem.

O meu compromisso é de aprofundar no encaminhamento das 100 mil famílias convictas até a Conclusão do Solo Sagrado de África.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Aos Ministros, responsáveis, membros e frequentadores o meu muito obrigado.

Paulo Muandumba Muquini