Chamo-me Rassane Amade Ossmane Lopes, IMG_7607tenho 59 anos de idade, sou membro da Igreja desde 21 de Maio de 2006 e dedico no Centro de Aprimoramento de Maputo.

A experiência de fé que passo a relatar, está relacionada a obediência as orientações dadas pelos meus superiores.

Meu falecido marido era piloto aviador de caça bombardeio e por razões profissionais matou muita gente durante a guerra dos 16 anos em Moçambique. Na altura em que ele fez a passagem para o mundo Espiritual, minha filha tinha 1 ano de vida. 15 dias depois, começou a sofrer de epilepsia, que durou cerca de 22 anos e não lhe permitia estudar. Na tentativa de encontrar a cura, procurei ajuda em hospitais e curandeiros, onde, nestes últimos, disseram-me que ela tinha de ser curandeira, mas não achamos que essa fosse a solução ideal e, por isso, não cumprimos com esta recomendação.

Foi em meio a este sofrimento que comecei a frequentar a Igreja e pude testemunhar o milagre do Messias Meishu-Sama na vida da minha querida filha. Cumprindo com as práticas básicas da fé, tomei a decisão de parar de medicar a minha filha e pude ver as quedas por epilepsia da minha filha reduzirem, facto este que gerou gratidão em meu coração e no ano seguinte decidi, por orientação superior, peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga para manifestar a minha gratidão. Assim, tive a permissão de até hoje peregrinar 2 vezes a Sede Central da África, 2 vezes aos Solos Sagrados do Japão, 2 vezes ao Solo Sagrado de Guarapiranga e minha filha também peregrinou aos Solos Sagrados o mesmo número de vezes que eu.

Seu quadro de quedas por epilepsia tendia a decrescer, resumindo-se a simples tonturas, quando estivesse a preparar-se para visitar os Solos Sagrados ou algumas vezes quando estivesse na Sede Central, o que me levou a refletir que os antepassados e, principalmente, o espírito do meu marido se manifestavam para mostrar que estava junto conosco, cumprindo sua missão. Certa vez em que minha filha lia sua experiência de fé no Solo Sagrado de Guarapiranga, o espírito do meu marido incorporou numa irmã, dizendo que foi salvo, pediu perdão por todo o mal que ele havia causado e agradeceu pela nossa entrega as dedicações, pois através delas muitos antepassados africanos e muçulmanos estavam a ser salvos.

Depois que regressarmos da peregrinação, demos continuidade ao cumprimento da nossa missão. Certa vez, o Ministro orientou-me a fazer naquele mês o donativo de esforço máximo, com todos os meus rendimentos (salário, pensão que recebo do serviço do meu marido e as avenças que eu faço em contabilidade). Naquele momento em que ele me orientou, não entendi como uma manifestação dos meus antepassados e duvidei da sua orientação, dizendo que as três vezes que fizera no ano anterior apenas fazia do salário. E ele repetiu: “Desta vez é tudo Dona Rassane!” Acabei por aceitar, mas não de coração. Quando cheguei a casa, apesar da dúvida, diante da foto de Meishu-Sama, agradeci pela permissão de ter sido orientada a fazer o donativo de esforço máximo. Na mesma semana, fiz a profunda reflexão com o Ministro, onde assumi o compromisso de fazer o esforço máximo naquele mês. Fomos ao altar e fizemos a oração. Na semana seguinte, tive a permissão de fazer o meu donativo de esforço máximo com todos os meus rendimentos extras, aguardando o final do mês para fazer o esforço máximo do salário, uma vez que não recebia os meus rendimentos no mesmo dia.

Nessa mesma noite, um antepassado manifestou-se durante o sonho, dizendo que se eu não fizesse o donativo de esforço máximo iria perder o emprego. Na mesma semana, tive a permissão de fazer o esforço máximo do salário. Ainda no mesmo mês, numa audiência em tribunal com o fim de reaver os meus bens que, de forma ilícita, foram parar às mãos de um indivíduo e a decisão me prejudicava bastante, consegui recuperar maior parte dos meus bens. Durante o mesmo mês, tive a permissão de estar num convívio com toda a família, onde pude me reconciliar com os meus irmãos depois de muitos anos sem nos falarmos, porque não nos entendíamos. De salientar que, quando meus irmãos e eu nos encontrávamos na rua, não nos cumprimentávamos, apenas virávamos a cara para não nos olharmos.

Naquele dia, o ambiente era de muita harmonia, pois tivemos a oportunidade de pedir perdão uns aos outros pelo longo período de separação e agradecer por poder voltar a conviver com familiares e amigos que não tinha contacto com eles durante muitos anos, apesar de vivermos na mesma cidade.

No mês de Julho a minha filha mais nova (que ainda não é membro) pediu a irmã que a acompanhasse ao altar da unidade religiosa a fim de fazer o seu donativo diário. Na semana seguinte, após ter feito o donativo, foi chamada a uma entrevista e teve a permissão de iniciar o estágio.

Depois de ter estagiado alguns meses na cidade de Maputo, teve a permissão de continuar o estágio na Província de Tete e defendeu com sucesso a sua tese de licenciatura em engenharia de ambiente na UDM (Universidade Técnica de Moçambique).

Na véspera da sua partida, o pai dela, portanto, o meu falecido esposo, manifestou-se durante um sonho, dizendo que ela não deveria viajar sem fazer o seu donativo especial. Era um Domingo e convidei-a a vir ao Centro de Aprimoramento e fazer o donativo que havia sido orientada a fazer, mas ela recusou-se. Foi uma guerra intensa para ganhar permissão de cumprir com a orientação, alegando sempre não ter tempo. Só por volta das 19h00 do mesmo dia, veio toda cabisbaixa e pediu para lhe acompanhar ao altar e fazer o seu donativo. Fizemos o donativo e, no dia seguinte, partiu. Quando lá chegou, apresentou-se e informaram-lhe que para além do salário de estágio teria direito a casa, água, luz, carro, empregada e senhas de refeições tudo suportado pela empresa, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Num dos Aprimoramentos com a Professora Tatiana, ela falou da importância de fazermos o donativo para o recebimento da Imagem de Kannon para os abortos por nós efetuados, como forma de salvarmos os nossos filhos e encaminharmos para o Paraíso. Gostei da orientação e alinhei de imediato o Sonen para fazer o donativo dos meus abortos, bem como, do meu neto e da minha irmã também. Nessa altura, meu genro estava desempregado há 6 meses. Mas depois que assumi o compromisso de fazer os donativos de forma faseada, 15 dias depois, meu genro ganhou emprego, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

No mês de Marco de 2017, eu e minha filha alinhamos o Sonen para peregrinar ao Solo Sagrado de África e iniciámos a nossa preparação. Mal iniciámos com a preparação, a minha filha passou a incorporar, todos os dias, durante uma semana e certo dia, enquanto eu ministrava Johrei nela, focada na ideia de concluir o donativo para o recebimento da Kannon da minha irmã, ela incorporou um espirito que veio reivindicar dizendo: “ E nós, quando vamos receber, quando sua egoísta? ” No meu entendimento, eram os espíritos das pessoas que partiram para o Mundo Espiritual, sacrificadas pelo meu marido, durante a sua vida militar.

Por isso agradeci e assumi o compromisso de fazer o donativo, também para todos eles e nessa altura, minha filha, que estava com o semblante completamente pálido, voltou ao normal e dormiu profundamente.

Mesmo tratando-se de final do mês, com muitas contas por pagar, assumi o compromisso e telefonei a Ministra que me assiste, a explicar o sucedido, tendo ela me orientado a vir a igreja preparada para materializar o donativo.

Depois da materialização do donativo, sonhei com os mesmos antepassados a dizerem que, o que eles queriam, era uma indemnização para poderem voltar para as suas casas, lá no Mundo Espiritual. Por gratidão a essa revelação deles, fui a igreja no dia seguinte fazer mais um donativo de gratidão, pedindo para que eles fossem directo ao paraíso, ao invés de voltarem para as suas casas.

Com esta experiência de fé, aprendi que a orientação recebida sobre a imagem de Kannon, não era apenas para mim e minha linhagem familiar, como eu pensava, mas sim, para resgatar as dívidas profundas nas linhagens que estavam a sofrer devido as nossas máculas profundas.

O meu compromisso é continuar a dedicar na Obra Divina, com o Sonen de servir mais e participar na salvação do maior número de pessoas. Quero também ganhar a permissão de poder dedicar no Solo Sagrado de África e na construção do Sohrei-Saishi.

Já me cadastrei, encaminhei mais de 100 pessoas, formei mais de 40 membros e tenho a horta caseira.

Agradeço a Deus e ao Messias Meishu-Sama, bem como a todos os meus antepassados pela permissão de seguir este caminho da salvação.

Aos ministros, missionários, membros e frequentadores, os meus sinceros agradecimentos.