IMG_7608Chamo-me João Carlos Coimbra Gonçalves, tenho 37 anos de idade, resido no bairro Prenda, sou missionário e dedico como encarregado do Grupo Lua na unidade supracitada.

Conheci a IMMA, em 1992, com 13 anos de idade, por intermédio da minha mãe Margarida Coimbra, missionária da nossa igreja.
Os motivos que me levaram a conhecer esta igreja foram:
• Doenças,
• Conflitos familiares, e
• Dificuldades financeiras.
Naquela altura, posso afirmar que os três males como, doenças, conflitos e pobreza faziam parte da nossa casa.
Com relação a doença, minha mãe, devido a tensão alta, sangrava constantemente pelo nariz e padecia de dores intensas do estômago. No meu caso pessoal, desde criança sofria com paludismo, febre tifóide, o que me obrigava frequentar constantemente os hospitais e consequentemente ingeria muitos remédios. Esse estado débil de saúde, contribuiu de igual modo para que interrompesse os estudos durante vários anos.
No que diz respeito aos conflitos, meu pai, apesar de estar bem posicionado financeiramente naquela época, não só deixou de prestar a devida assistência a casa mas também parou de custear os meus estudos, e dos demais irmãos. Depois de algum tempo, passei a acreditar que ele era o único culpado pelos nossos sofrimentos, já não sentia amor por ele, e muito menos gratidão, pelo contrário, sentia muita mágoa. Logo ficamos afastados do nosso pai, sem nenhum contacto cerca de 8 anos.
Minha mãe com 5 filhos para cuidar, tinha grandes dificuldades financeiras, por vezes, não tínhamos o que comer pois, o salário que recebia não era suficiente para cobrir as despesas durante o mês. Houve momentos, que para nos alimentarmos dependíamos dos familiares que passavam em nossa casa e repartíamos um pouco do produto das suas compras. Crescemos com arroz branco e chá como alimento fundamental, minhas irmãs menores, vendiam bolinhos e rebuçados nas ruas para sobrevivermos.
Certo dia, minha mãe falou-me do Reverendo Francisco, e pediu-nos que frequentássemos a Igreja Messiânica, no sentido de melhorarmos a nossa condição de vida.
Como adoecia constantemente, certo dia minha mãe disse para testarmos a força do Johrei. Os missionários acompanharam a minha purificação prestando assistência com Johrei todos os dias durante uma semana. A partir dai, ultrapassei as enfermidades que eram constantes, e fiquei totalmente bem de saúde, e passei a acreditar e confiar no poder da luz do Johrei.
Para agradecer as graças de Deus e Meishu-Sama, nasceu em mim o desejo de me tornar membro para melhor servir a Obra Divina, facto que se concretizou em Maio de 1993.
No ano de 1998, desloquei-me a República do Zimbabwe como bolseiro para fazer formação superior, mas não se concretizou porque a universidade em que me inscrevi era falsa e regressei à Angola muito decepcionado. Certo dia, ao participar num dos cultos, na sua palestra, o saudoso Reverendo Francisco esclareceu, que o processo de purificação tem um sabor especial, pois ajuda a limpar as nossas máculas e dos nossos antepassados. Ouvindo essas palavras, ganhei força e coragem, testei em 2003 na Universidade Agostinho Neto mas, não fui admitido. Diante disso, minha mãe perguntou-me se acreditava ou não em Meishu-Sama. Confesso que não foi fácil aceitar, porém o desejo de atingir as metas, levou-me a mudar o meu sonen pelo que dobrei igualmente as minhas dedicações. No ano seguinte, testei em quatro faculdades e fui admitido em duas. Optei por uma onde conclui a licenciatura no curso de Contabilidade e Auditoria em 2009.
A experiência de fé a seguir está relacionada com enquadramento na estrutura da unidade religiosa e a importância de debruçar na dor e no sofrimento de outras pessoas.
No final de 2014 e no princípio do ano de 2015, passei a purificar com dificuldades de dormir as noites, dor de cabeça, comichão no rosto e conflitos com a minha noiva, na altura a ponto de querer colocar um fim na relação, pelo facto de sermos crentes de religiões diferentes. Busquei orientação, pelo que o responsável orientou-me a participar nas marchas de assistência religiosa nas casas de membros e frequentadores e pedir perdão a minha noiva. Importa sublinhar que após essa orientação descobri, que não estava enquadrado devidamente na estrutura da unidade.
Nos meados do ano de 2015, fui indicado como encarregado do grupo lua, passei a liderar o grupo de assistência religiosa, fazendo oração, limpeza, montagem de hortas nas casas de membros e frequentadores e participar nos desafios matinais.
Com essas práticas, tive a permissão de obter os seguintes resultados:
• Quanto ao Grupo Lua, recuperámos cinco membros afastados e uma rede de salvação, formamos 8 novos membros. 6 membros confirmaram donativos para o Altar do Lar, dos quais dois já tiveram permissão de entronizar;
• Uma missionária que após ter sido enquadrada no grupo lua, programou-se para prestar assistência religiosa aos membros e frequentadores semanalmente. Ela teve a permissão de despertar uma senhora membro afastada que se tornou seu braço direito no grupo. Esse esforço se reflectiu no seu lar, pois, seu filho que só fazia reverência no Altar do Lar, hoje já faz oração correctamente e sua filha, ganhou força de dedicar no servir da unidade religiosa;
• Graças a Deus o conflito que existia com o meu pai há mais de 8 anos, as doenças constantes e as dificuldades financeiras fazem parte do passado. Actualmente entre nós reina paz e harmonia, meus três irmãos licenciaram-se, dois têm casas próprias bem localizadas, todos trabalham e ganham bem. Também os conflitos com a minha noiva foram ultrapassados e, no mês de Janeiro do ano em curso contraímos o matrimónio, a cerimónia ocorreu num dos melhores salões da cidade capital. Ganhei a permissão de adquirir uma casa na cidade do Kilamba e outra no bairro Prenda.
No meu local de serviço, tive a permissão de formar vários colegas na área de contabilidade pública com o sonen de servir ao meu semelhante. Nisso ganhei permissão de fazer o mestrado em direção financeira, e a direção do meu serviço como retribuição, custeou-me outro mestrado na especialidade de gestão de empresas;
• No dia que a minha esposa deu a luz, o médico em serviço constatou que a bebé estava em sofrimento, com gratidão a Deus tudo correu bem, tendo dado a luz a uma lindíssima menina;
Aprendi com essas ocorrências que a medida que purificamos, as nossas máculas são limpas e surge no nosso pensamento o discernimento.
Por permissão do Messias Meishu-Sama encaminhei 1.500 pessoas a fé das quais 67 tornaram-se membros. Cuido de três casas de membros. Faço dízimo, donativo de construção, peregrino aos locais de maior luz, estou enquadrado na estrutura e tenho Altar do Lar.
Meu compromisso é de me esforçar para participar na formação das 100 mil famílias convictas, debruçando na dor e sofrimento de maior número de pessoas.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos Antepassados pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Aos ministros, responsáveis, membros e frequentadores que me têm dado o apoio espiritual, os meus sinceros agradecimentos.