Chamo-me Lumbu Zanga Zinga Fiston,IMG_0428 tenho 32 anos de idade, sou membro da Igreja Messiânica Mundial há 9 anos e dedico como responsável de uma rede de salvação ligada ao Johrei Center de Mokali.
Conheci a igreja atravês do meu amigo Gaby, frequentador, depois de observar minha dificuldade de cegueira.
Na verdade, a cegueira ou perda total da visão foi o meu problema, durante 3 anos. Eu. Com a intenção de construir meu negócio e minha protecção, consultei os marabus indianos e mágicos que me fizeram comer uma refeição de peixe que eles me pediram para comprar e me fizeram passar por cerimônias diferentes. Eles também me fizeram comer dois olhos de peixe.
Depois de uma cerimônia de faca em todo o corpo, recebi algumas orientações para o meu bem-estar, protecção e desaparecimento em caso de perigo. Bastava citar um lugar ou imaginar, em caso de ataque para desaparecer e aparecer no lugar mencionado.
Mais tarde, não tinha mais controlo do meu corpo, não conseguia mais me direcionar correctamente, perdi a memória e totalmente a visão. Fiquei completamente cego. Não  conseguia me locomover sem a ajuda de  outras pessoa. Fiquei bastante irritado com aquela situação.
Experimentei todos os tipos de tratamentos orientados pelos marabus, pelos vizinhos, sem falar dos enfermeiros e médicos mas sem sucesso. Perdi toda a esperança do futuro.
Um frequentador encaminhou-me para a Igreja Messiânica Mundial. Depois de explicar a minha dificuldade ao responsavel, este orientou-me a:
– Receber pelo menos 10 johrei por dia;
– Fazer a reflexão profunda;
– Fazer o donativo especial de todo o dinheiro que levava comigo naquele momento, a fim de pedir perdão.

Fiz o donativo como orientado. Mas não foi fácil frequentar a unidade, porque naquela época não conseguia facilmente encontrar uma pessoa para me ajudar a se deslocar até a igreja.
No terceiro dia de recebimento do Johrei, os olhos se abriram milagrosamente. Foi uma coisa incrível.
Era de tarde para fazer surpresa aos meus familiares, esperei até anoitecer para voltar a casa sozinho. Chegando em casa, fui recebido com gritos de alegria pelos membros da minha família que ficaram maravilhados com este milagre.
A partir de então, minha vida começou a mudar. Continuando com as práticas, os irmãos que estavam fora do país começaram a enviar-me dinheiro e pediram para me juntar a eles.
Possuía 1000 francos, o responsável orientou-me a agradecer com um donativo especial e dedicar-me mais a Obra Divina, mas só aceitei pela boca. Do fundo do meu coração, desejava sair do país, para fazer uma vida melhor fora. Perguntei-me: “Qual é a finalidade do donativo se eu já vejo?” Eu ria dessas orientações.
Então, preferi fazer o donativo de outorga do ohikari, para me proteger contra os feiticeiros e evitar voltar no mesmo sofrimento. Eu lia os ensinamentos com facilidade, fazia tudo sozinho, cortar o cabelo, escrever, etc.
Quanto mais me preocupava em sair do país, constatei que mais minha visão começava a deteriorar-se. Pensei então em melhorar essa visão, visitando um centro médico com base no conselho de um irmão. Ao aplicar os produtos prescritos pelo médico, perdi minha visão novamente e fiquei novamente cego.
Apesar disso, continuei a dedicar no Johrei Center de Mokali, transmitindo intensamente o Johrei e acompanhando os frequentadores.
No ano passado, o ministro orientou-me a abrir uma rede de salvação. Esta orientação foi difícil para mim. Não sabia por onde começar. O ministro ligava-me todos os dias para ver se tinha começado a transmitir o Johrei aos vizinhos. Aceitava ao telefone, enquanto não fazia nada. A mãe dizia-me: “E se ninguém  vier?” Eu também pensava às vezes: “Eu sou cego, quem me aceitaria? Se as pessoas vierem, eles se colocarão onde?
Então, tomei o compromisso de visitar os vizinhos para falar com eles sobre os milagres do Johrei, acompanhando-me por alguém que me segurava pela mão. Passei um dia em sete (7) casas e ministrei quinze (15) Johrei. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, encontrei uma mulher que sofria de úlceras há três meses, sem andar. Transmiti a ela o Johrei e, sem demora, essa mulher experimentou uma grande melhora em sua saúde e foi curada. Ela veio no dia seguinte para a minha casa para começar a receber Johrei. Foi ela quem também começou a falar com os vizinhos e trazê-los para a igreja e ela trouxe a primeira cadeira.
As pessoas começaram a experimentar milagres de transformação de suas vidas. Mas o que os surpreendia, foi que eles não entendiam como um cego poderia salvar pessoas.
Hoje, conto com cento e oitenta e três (183) frequentadores em noventa e sete (97) casas. À medida que o trabalho da rede prospera, tios e outros membros da família se reuniram e decidiram vender a parcela. Apesar disso, pedi orientação ao ministro, que orientou a  agradecer com um donativo. Eu fiz o donativo e fiz o sorei-saishi. Com isso os meus familiares mudaram de planos e me pediram que a igreja começasse a alugar o sitio. Agradeci pela consideração e por esta purificação. Depois disso ninguém mais falou sobre esse aluguel.
Graças a essa dedicação, em minha própria família, houve muitos milagres. Eu mesmo, não tenho dificuldade com comida, estou saudável, engordei e tenho paz no coração. Não sinto falta de pessoas para me acompanhar onde quer que eu queira, as pessoas se apressam em me ajudar. Houve mais de sete (7) casamentos sucessivos na família, algo que não acontecia antes; minha mãe que tinha dificuldade em ir para Angola, acabou viajando.
Os frequentadores viveram muitos milagres em suas vidas em relação à sua saúde, paz e prosperidade material. Entre eles, algumas são autoridades no exército ou na polícia. As pessoas saem de longe para vir buscar a minha ajuda, mesmo sendo cego. Eles podem ver, mas precisam da minha ajuda, eu que não vejo. Eu entendi que o Messias Meishu-Sama permitiu-me ver o que eles não vêem, é por isso que eles me procuram. É uma graça ser utilizado neste nível pelo Messias Meishu-Sama. Por causa dessa dedicção, tenho relações com grandes autoridades e estou de alguma forma protegido por elas.
Um dos meus irmãos que é um grande lutador em Angola nos visitou em Kinshasa. Quando ele chegou em casa, ele encontrou a foto de Meishu-Sama na parede. Ele perguntou-me onde eu conheci esse Senhor (Meishu-Sama). Respondi-lhe que era o fundador da nossa igreja. Então ele disse: – “Este senhor nos fez sofrer em Angola, queimando nossos templos de feitiço com o Seu poder. Eu venho aqui para o Congo, ainda acho Ele aqui. Se eu soubesse, eu não vinha nesta casa; Agora entendo porque em sonhos vi você cercado por muitas pessoas e por guarda-costas; de qualquer forma, você não pode me pedir dinheiro, você é mais rico do que eu. Com o poder deste senhor (Meishu-Sama), você não pode te faltar dinheiro.”
Suas palavras me deram coragem para continuar na dedicação. Ele acrescentou: “Este quintal permanece sob a tua responsabilidade, que ninguém te perturbe na tua dedicação. Eu vou ajudá-lo com a construção deste quintal.” Agradeci com um donativo especial pela permissão de  ser utilizado pelo Deus Supremo e o Messias Meishu-Sama. Continuo com a dedicação no quintal com o apoio de familiares que também recebem Johrei. Estou alegre que duas pessoas da minha rede de salvação se tornaram membros hoje.
Esta experiência ensinou-me que o Messias Meishu-Sama pode uilizar qualquer pessoa e sob quaisquer condições. Com vontade, podemos ser utilizados por Meishu-Sama e qualquer obstáculo cai.
Meu compromisso é de continuar a servir na Obra Divina toda a minha vida. Faço todos os meses  sorei-saishi para 2 espíritos dos meus antepassados.
Com a permissão de Deus e do Messias Meishu Sama, assisto cento e oitenta e três (183) frequentadores na minha rede e encaminhei pessoalmente trezentos e cinquenta e três (353) pessoas para a igreja, dos quais trinta (30) tornaram-se membros.
Sou cadastrado, tenho a horta caseira, faço dízimo e estou a preparar-me para receber a Imagem de Kannon e fazer a peregrinação em Angola.
Aos ministros, responsáveis, membros e frequentadores que ajudaram a consolidar a minha fé, os meus sinceros agradecimentos.

Kinshasa, em 5 de Agosto de 2017