Chamo-me Neusa Patrícia de Almeida Paz,IMG_1779 tenho 43 anos de idade, resido no S.Paulo. Sou membro e dedico como auxiliar do grupo Lua na unidade acima citada.
Conheci a I.M.M.A em 2012 por intermédio do senhor David Freitas, membro da nossa Igreja.
Os motivos que levaram-me a conhecer este caminho da salvação foram: doenças, conflitos e dificuldades financeiras.
Após a nossa mãe ter partido para o mundo espiritual, passei a enfrentar situações difíceis, tendo somado muitos deméritos na vida. Posteriormente perdi o emprego e o companheiro abandonou-me, assim sendo nos meados do ano lectivo, já não tinha como custear os estudos. Como meus familiares estavam na Europa naquela altura, para manter-me na escola, o delegado da nossa turma prontificou-se em pagar a mensalidade e apoiar a minha alimentação. No ano seguinte consegui outro emprego, que permitiu com que abrisse meus negócios, mas sem sucesso, pois, era sempre burlada.
Por outro lado, também, vivia muito aflita pelo facto de não conseguir conceber, depois fui assolada pela febre tifoide em estado avançado. Na tentativa de ultrapassar o sofrimento fazia várias orações e mesmo cumprindo com medicação recomendada, não sentia melhorias. Passado algum tempo, tive recaída no meu local de serviço, facto que preocupou bastante os colegas. Posta no hospital qual não foi o meu espanto, diagnosticou-se que estava concebida, mas antes não notei nenhum sinal deste estado. Fiquei muito alegre, contei o sucedido ao companheiro, que por sua vez não gostou de que estava a caminho uma filha e acabou por desaparecer sem ter assumido a criança. Após ter a bebé contrai a malária cerebral, deixei de reconhecer as coisas, a minha filha passou a ser amamentada pela cunhada. Assim que comecei a ter pequena lucidez, pela gravidade da enfermidade, tive um choque emocional. Um dos meus tios também teve a mesma purificação e antecipadamente foi reformado.
Foi assim que em conversa com o irmão David, desabafei a situação que vivia junto com a minha família, pelo que contou-me os milagres do Johrei e encaminhou-me a Igreja.
Na unidade fui recebida pelo responsável que após ter ouvido as minhas preocupações, orientou-me o seguinte:
• Receber 10 Johrei por dia;
• Manter a flor de luz em casa;
• Assistir aos cultos.
Tive muita dificuldade em cumprir com as orientações recebidas, naquele momento limitei-me somente a receber o Johrei. Após 8 meses tive a permissão de conseguir um outro emprego, pouco tempo depois desisti de frequentar a Igreja. Decorridos 3 anos, comecei a enfrentar conflitos no meu local de serviço com a responsável da tesouraria ao ponto de não falar para mim e como se não bastasse, contou a todos colegas que desviei valores da empresa. Muitos deles atiravam-me piadas, e outros colegas falavam comigo com muitas limitações.
Assim sendo, sentia o clima do nosso sector bastante pesado. Diante dessa situação, fiquei muito angustiada. Certa vez, ao passar na rua do Johrei Center do Maculusso, surgiu uma força no meu interior e sem querer entrei na referida unidade religiosa , onde ao receber Johrei, repentinamente comecei a chorar e a irmã que ministrava-me de imediato levou-me ao responsável da unidade. Contei tudo que atravessava no momento, pelo que me sossegou e orientou-me a vencer os meus males e a comprometer-se com salvação do próximo através de pequenas acções altruístas. Comecei a me esforçar em participar nos desafios matinais as 5h30, aprofundar no recebimento de Johrei diariamente e assistir aos cultos vesperais, fazer a prática do sonen encaminhando os antepassados que se manifestavam através das minhas dificuldades, sentimentos negativos e dos meus colegas. Dias depois, recebi uma limpeza profunda em minha casa e implantou-se a horta caseira. Apesar de minha casa ser pequena, essa dedicação começou as 9h30 e terminou as 17h00, o que me permitiu ter força de deitar muitas coisas que antes não conseguia retirar de casa, mudando o meu sentimento com relação a essa prática, no fim senti um forte alivio e mudança da atmosfera do meu lar. Para retribuir as transformações proporcionadas pelo Messias Meishu-Sama, candidatei-me a membro facto que se concretizou no dia 26 de Junho de 2016.
A experiência a seguir está relacionada com o cumprimento das orientações superiores e a prática de distribuição de flores no meu local de serviço.
Como membro, após ter feito a minha reflexão profunda, de seguida fui orientada a fazer parte da estrutura do Johrei Center, manter a flor em minha casa e no local de serviço.
Como assistente do ensino, e tal como os outros membros, passei a desenvolver atividades de assistência religiosa nas casas de membros, frequentadores, marchas de Johrei e plantão da Rede da salvação no Johrei Center todas quintas-feiras.
Para colocar a orientação em prática, no inicio levava flores no serviço mas apenas colocava-as por cima da minha secretária e com pouca frequência. No princípio do ano corrente, assumi o compromisso com Deus e Meishu-Sama para que todos Cultos Mensais adquirisse o maior número de flores para distribui-las no dia seguinte no local de serviço.
No princípio confesso que fiquei sem força de começar, mas dentro de mim surgiu uma vontade de cumprir com a orientação. Iniciei a oferecer aos colegas e colocá-las em cada compartimento. Paulatinamente na medida que mudava o meu sentimento com relação as lutas no meu interior, as flores começaram a ter maior receptividade naquele local. Pelo que se não as levasse-as, os colegas cobravam-me. Certa vez um dos nossos superiores disse diante dos colegas que eu era a única pessoa que se preocupava com ele. Ainda para agradecer a Deus em nome de todos funcionários da nossa empresa, passei a fazer limpeza no banheiro.
Com essas práticas tive a permissão de vivenciar as seguintes mudanças:
– O conflito que vivia entre os colegas na empresa foi ultrapassado, voltamos a nos relacionar normalmente sem limitações;
– O pai da minha filha apareceu e já está apoiando a criança, o que antes não fazia tendo aumentado a mesada da mesma nos últimos dias;
– Ganhei confiança no Johrei que ministro e força de materializar o dízimo e donativo de construção. Sempre que sinto um vazio no meu interior, preencho-o com a luz do Johrei o que me deixa mais tranquilo. Tive a permissão de encaminhar uma das minhas irmãs que reside em Londres pelo que lhe acompanho a distância. Meus familiares quando desabafam os seus problemas, ofereço-lhes a prática do sonen.
– No dia 06 do corrente mês recebi um telefonema de um colega que informou-me de que tinha sido indicada para um novo cargo e parabenizou-me. Assustada com isso, resolvi comunicar o sucedido ao orientador que por sua vez, recomendou para que materializasse um donativo de gratidão. No dia seguinte durante um meeting matinal, o meu chefe informou-me que fui eleita como a nova tesoureira da nossa empresa, no momento não acreditei. Horas depois percebi que é uma oportunidade que Deus e Meishu-Sama estavam a me conceder para servir o meu próximo noutro nível.
Para agradecer a todas essas mudanças proporcionadas pelo Messias, materializei um donativo especial de gratidão.
Aprendi que cumprindo com as orientações superiores sem procurar entender primeiro, o Messias nos qualifica para sermos úteis na Sua Obra.
Por permissão do Messias, pratico o dízimo, donativo de construção, peregrino aos locais de maior luz, encaminhei mais de 50 pessoas e faço parte da Rede da Salvação, na qual o nosso grupo controla 8 casas de membros e 5 casas de frequentadores.
Meu compromisso é de despertar para participar na formação das 100 mil famílias convictas, levando a felicidade para as outras pessoas e peregrinar aos Solos Sagrados do Japão e Brasil.
Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos Antepassados pela permissão de conhecer este caminho da salvação.
Aos Ministros, Responsáveis, Membros e Frequentadores que me têm dado o apoio espiritual, os meus sinceros agradecimentos.
A todos o meu muito obrigado!

Luanda, aos 10 de Setembro de 2017