Chamo-me Joana Avelino Adão, tenho 55 IMG_2681anos de idade, resido em Viana, bairro Mulenvos de baixo. Sou missionária e dedico como assistente do grupo lua. Conheci a Igreja Messiânica em 2010, por intermédio do meu esposo António Félix Lemos.

Os motivos que me levaram a ingressar a fé messiânica foram doenças e conflitos familiares.

Com relação a doença, padeci com asma por mais de 30 anos. Quanto aos conflitos, brigava constantemente com as minhas irmãs, com os meus filhos e inclusive com a minha mãe, pois as mesmas se opunham a minha relação. Diante desta situação, recorri a casas de curandeiros onde era submetida a vários rituais sem melhorias.

Foi assim que meu esposo decidiu encaminhar-me à Igreja Messiânica onde depois de ser recebida e ouvida pelo plantonista, orientou-me o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a flor de luz no lar;
  • Dedicar na nave;
  • Assistir aos cultos matinais e vesperais;
  • Peregrinar aos locais de maior luz de nossa igreja.

Na medida que fui pondo em prática as orientações recebidas, duas semanas depois, comecei a notar melhorias, inclusive, no primeiro contacto com Johrei dormi como nunca antes. Diante disto, materializei o donativo de ingresso na fé e de outorga para melhor servir na Obra Divina.

A experiência de fé que passo a relatar para os irmãos, está relacionada com o donativo do Altar do Lar, construção do Templo Messiânico e de construção do banheiro do Centro de Aprimoramento.

Em 2006, meu filho de 15 anos saiu de casa, e se enquadrou num grupo de marginais no bairro 6, ele e um amigo viviam em uma casa abandonada cheia de lixo. O mais velho também saiu de casa e foi viver em casa de seu amigo. Como se não bastasse a menina, que é mãe de cinco filhos, também caiu no álcool e abandonou-me com os pequenos. Visto que o meu neto mais novo tinha apenas 6 meses de vida, ao conversar com ela fiquei revoltada ao ponto de bater-lhe. A minha filha chorando, disse-me o seguinte:

– “Estás a me bater? Vais me matar, mas não vou deixar de beber e não sei onde você foi buscar esse feitiço, então fica com os teus netos!

Diante disso, faltei ao serviço, decidi participar do desafio na unidade religiosa para poder encaminhar todas essas dificuldades. Assim que entrei na nave incorporou um espírito que me disse:

– “Eu sou a Maria Luisa Gâmboa, sua bisavó. Estás a lamuriar muito! Reclamas da vida, dos filhos, será que já construíste a nossa casa?”

Fiquei muito revoltada, porque não cheguei a conhece-la e nem ouvir falar do seu nome. Chegando em casa meu marido notando a minha indignação e revolta, perguntou-me o que se passava. Contei-lhe o sucedido e o mesmo pediu que ligasse para o meu tio, para saber, como se chamava a minha bisavó. Meu tio assustado, perguntou se havia sonhado com ela. Disse que não, que era apenas curiosidade, então para meu espanto e surpresa o nome que meu tio disse era o mesmo da incorporação. Assim sendo, ganhei a permissão de realizar o sorei-saishi e como ainda estava revoltada, afastei-me da igreja durante um ano.

É de realçar, que durante esse período meu filho de 15 anos já havia sido preso por duas vezes, e eu pagava a fiança para sua soltura. E, quando entrou pela terceira vez, decidi abandona-lo na cadeia.

Depois desse acontecimento, em 2014 recebi a visita da encarregada da rede de salvação em minha casa, a mesma fez oração e ministrou-me Johrei. E no dia seguinte, ganhei força e fui a unidade religiosa, fiz a reflexão profunda com o responsável, fomos ao altar e encaminhamos ponto por ponto entregando tudo nas mãos do Supremo Deus e Meishu-Sama, no final orientou a fazer o donativo do Altar do Lar.

Como não tinha o valor completo, fiz a abertura da primeira prestação, para o meu espanto, meus filhos voltaram para casa e reconciliamo-nos. Depois disso, consegui concluir e entronizar o Altar no Lar para agradecer as graças recebidas.

Num domingo após o culto dominical, participei de um encontro cujo objectivo era de cada fiel assumir o compromisso com a construção do Templo Messiânico, e do centro de aprimoramento do zango. Decide participar, e ao materializar os respectivos donativos, nasceu em mim o sonen de faze-lo também em nome do meu marido, e da minha filha que se encontravam afastados da nossa igreja há 11 anos.

No dia em que fui materializar o donativo da construção do Templo Messiânico, e do centro de aprimoramento do zango, uma vizinha foi até a minha casa e procurou saber de mim, meu marido por sua vez disse-lhe que estava na igreja e a mesma retorquiu:

– “Como é que ela vai a igreja e você fica em casa?!” E continuou:

– “No dia de ir à igreja fechem às portas e vão todos.” Depois disso, despediu-se.

De regresso a casa, deparei-me com o meu marido no portão, e apressadamente contou-me o sucedido. O mesmo lamentou o facto de já não ir à igreja e disse-me:

– “A partir de hoje, quando fores à igreja, sempre que poder vou acompanha-la e já agora, prepara o fato para que possa vestir no domingo.”

Assim sendo, ganhou a permissão de participar do Culto Mensal de Gratidão na Sede Central, onde se deparou com um missionário que ele havia encaminhado. Este deu-lhe força, e o encorajou para assumir uma nova missão. Quero realçar que meu marido é membro desde 1999, mas nunca havia feito o sorei-saishi das suas linhagens. Graças a Deus, despertou e assumiu o compromisso de fazer não só pela sua linhagem mas da minha também. Com este sonen, ganhamos a permissão da nossa filha voltar a frequentar a igreja assiduamente, faz o dízimo, donativo de construção e encaminhou uma pessoa, tornou-se frequentadora, e tem participado dos cultos no centro de aprimoramento do zango. Com esta prática, minha filha iniciou o seu pequeno negócio, que lhe possibilita fazer a sua gratidão corretamente.

No entanto, meu filho que fazia parte do grupo de marginais foi protegido, porque todos os seus companheiros purificaram severamente.

Também, ganhei a permissão de acompanhar um jovem que estava envolvido na prática de acções ilícitas, fazia o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e assaltos. Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, depois de peregrinar a Sede Central, o jovem abandonou tais práticas e despertou para receber o Ohikari.

Meu marido despertou para fazer a sua reoutorga e materializar um donativo especial de construção.

Hoje sinto-me feliz, de assistir aos cultos na companhia da família. Como gratidão por todas essas bênçãos, materializei um donativo especial.

Aprendi com esta experiência de fé, que o ser humano nada empreende e que tudo ocorre pela vontade de Deus.

Por permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, encaminhei 100 pessoas, dos quais cinco tornaram-se membros. Cuido de três casas de frequentadores, com um total de seis pessoas. Faço o donativo corretamente.

Meu compromisso, é de participar na marcha das 100.000 famílias convictas e da construção do Solo Sagrado da África.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, pela permissão de poder servir nesta grandiosa Obra da Salvação. Em especial ao meu marido que serviu como instrumento para o meu encaminhamento.

A todos os meus sinceros agradecimentos.