Chamo-me Viana Irene Manuel Fernando, IMG_2682de 33 anos de idade sou natural do Moxico, resido no Lobito, na restinga.

Conheci a I.M.M.A aos 19 de Março de 2015, por intermédio da minha colega. Na altura, estava a enfrentar sérios conflitos conjugais.

O sofrimento motivado pelos conflitos conjugais tiveram início em 2007, quando o meu esposo começou a trabalhar. O normal é o trabalho revelar-se um instrumento para proporcionar dignidade a família, mas conosco acontecia justamente o contrário, meu esposo dedicava mais atenção a divertimentos que desestruturam a base de qualquer família, tais como esbanjar dinheiro com mulheres, bebidas e recorrer a violência doméstica como meio para encontrar soluções. A medida que as faltas de respeito e desconsideração foram ganhando corpo em forma de brigas, a nossa convivência conjugal tornava-se cada vez mais insuportável. Lágrimas dolorosas escorriam sobre o meu rosto, por ter sido trocada por divertimentos fúteis. O sofrimento apagou o meu encanto pela vida, roubou a minha alegria de viver e me reduziu a uma pessoa depressiva. Ele arranjou uma outra mulher, e os conselhos familiares fracassaram na tentativa de salvar o nosso relacionamento.

Quando me dei conta, estava com as malas no comboio, na província do Bié, em direcção à Benguela, distante dos meus filhos e familiares. Quando o meu esposo soube,  ficou revoltado e interpretou que o havia abandonado com os filhos. Ele por sua vez,  mentiu a alguns familiares que fugi com um outro homem e jurou que eu nunca veria as crianças ou sequer ouviria as vozes deles.

Foi neste estado calamitoso que cheguei à I.M.M.A., onde fui orientada o seguinte:

  • Receber 10 Johrei diariamente;
  • Manter a flor de luz em casa;
  • Assistir aos cultos;
  • Encaminhar os sofrimentos a Meishu-Sama por meio da prática do Sonen;
  • E participar das dedicações realizadas pela Igreja.

Cumpri com as orientações recebidas, conheci pessoas maravilhosas que me apoiaram incondicionalmente no momento mais difícil da minha vida, deram-me sempre força e esperança, de que tudo confiando em Deus estaria bem. Esta energia humana, associada a obediência nas orientações, ajudaram-me a sair da depressão. 8 meses depois, senti-me emocionalmente recomposta, decidi ir ao Luena, a fim de visitar os meus filhos. Uma vez estabelecida, pedi a empregada da casa onde vivia, que arrumasse os miúdos mais algumas peças de roupa e os levasse a uma amiga por mim indicada. Quando os vi, chorei de tanta felicidade, sentia-me preenchida ao ouvi-los e abraça-los confortava a minha alma.

Quando o pai deles se apercebeu, veio muito furioso até à casa da minha mãe onde me havia hospedado dizendo que invadi a sua casa, para levar as crianças, a todo custo os queria de volta, porque quando abandonei o lar não havia pensado neles. Segundo ele, num tom arrogante, já havia tomado a sua decisão que consistia na constituição de um outro relacionamento, e eu devia também fazer o mesmo.

Fiz reflexão profunda e cumpri às orientações recebidas. De volta à Benguela, tomei a decisão de me desapegar dele e refazer a minha vida. Em entrevista com o ministro, comuniquei-lhe a necessidade de constituir uma outra relação, de forma sábia aconselhou-me a ter paciência e invocar o nome dele 10 vezes por dia durante um mês do seguinte modo: “Abrão eu te amo! Abrão eu te amo! 10 vezes por dia“. Foi um grande choque ouvir aquela orientação em tom de brincadeira dada pelo ministro. Disse que não iria conseguir porque tinha tanta mágoa e já havia tomado a decisão de me desapegar dele e agindo assim poderia ressuscitar nobres sentimentos, que nunca poderão ser correspondidos, e isso acrescentaria mais na minha dor. Mas depois de perceber a lógica que o superior se reportava, mesmo com desconfiança decidi obedecer. Contei a orientação a irmã que me acompanha, ela sorriu, e no final disse:

– “Pode ser de brincadeira mas cumpra, os superiores sabem o que dizem.”

Dali em diante quando viesse a minha casa a saudação dela era a seguinte: “Abrão eu te amo!”. A medida que ia repetindo, a sua irmã também entrou no jogo, quando chegasse a casa ela também gritava “Abrão eu te amo!”. Essa corrente passou a funcionar como força para mim. Por orientação superior, voltei a fazer reflexão, fiz um donativo especial  de construção em nome dos antepassados dele e no espaço de 30 dias, fiz diariamente o donativo de pedido de perdão aos seus antepassados por ter abandonado o lar. Quando completei os 30 dias, resolvi dar continuidade. Em 2015 estava em Luanda e participei da marcha de Johrei onde ministrei muito Johrei, no final em conversa com o meu cunhado, o meu telefone chamou, era o Abrão que há um ano nunca me havia ligado Disse ao meu cunhado:

– “Se está a ligar para mim, assim já está bêbado.”

Ele me aconselhou a atender, talvez foi o modo que encontrou para ter coragem. Atendi a chamada, e do outro lado ele disse:

– “Liguei para saber sobre o seu estado, os miúdos estavam a chorar, queriam tanto falar com você e no momento em que choravam também comecei a chorar.”

Não dei credito as palavras por ele proferidas, porque achava que não se encontrava na plenitude das suas faculdades mentais. E continuou dizendo:

– “Não é fácil criar sozinho os filhos, estou arrependido, estava no mundo da vaidade, devias voltar para casa.”

Dada a delicadeza do assunto, sugeri que deveria falar comigo me olhando nos olhos, não por meio do telefone.

Dia seguinte, fui ao Luena e ele voltou a ligar perguntando se queria conversar com as crianças, graças a Deus era o que mais queria. Mas tarde, ele trouxe os miúdos eu e a minha mãe explodimos de tanta felicidade. Depois do almoço resolvi ir a casa da minha irmã, deu-me boleia. Quando chegamos, a minha irmã assustou-se vendo-nos juntos e negou a presença do Abrão em sua casa.

Conforme o tempo ia passando, ele foi-se fazendo presente, reuniu as duas famílias, mostrou seu arrependimento, pediu desculpas, dizendo que estava pronto a corrigir os erros cometidos, descobriu que o lugar dele era próximo dos filhos em conjunto com a mãe deles. Portanto nos reconciliamos e viemos viver em Benguela.

Ganhei a permissão de encaminha-lo, hoje ele é membro. Certa vez, um de seus colegas de trabalho estava aflito, foi a seu encontro e disse:

– “Eu sinto que estão a me enfeitiçar, a minha vida não está boa.”

Esclareceu ao colega que não era nada alvo de feitiçaria, ministrou Johrei e ofereceu-lhe uma flor de luz. No dia seguinte, o colega foi ao serviço bem mais humorado, dizendo que estava a sentir-se melhor. O meu esposo faz donativo de construção, ministra Johrei no serviço e cedeu a sua casa para hospedagem dos ministros que lá vão dedicar.

Certo dia, o meu segundo filho, estava a queixar-se com dores na garganta e na barriga, estava a fazer febres. Todavia, me sentia cansada porque estava constantemente a leva-los ao hospital, quando um melhorasse o outro caia de cama. Tomei a decisão de experimentar ultrapassar o referido problema de saúde com a ministração de Johrei e prática do sonen, reconhecendo que através daquela dor, os seus antepassados estavam a pedir socorro. Enquanto lhe ministrava Johrei, fizemos a prática do Sonen juntos encaminhando toda aquela agonia. No segundo dia graças a Deus, como resultado, o meu filho melhorou consideravelmente, até ao presente momento  todos eles gozam de boa saúde.

Com todas estas mudanças pude aprender, que a obediência nas orientações superiores é um acto de confiar em Meishu-sama, que conduz-nos a felicidade, e temos que aprender a saber o que queremos.

Como gratidão, encaminhei a minha mãe, o meu esposo, a minha irmã mais velha, colegas de serviço, tenho feito encaminhamento na porta, estou a dedicar como encarregada pelas experiências de fé da unidade religiosa e a cada dia me empenho no cumprimento das práticas básicas para exprimir gratidão pelas graças e bênçãos recebidas.

Agradeço ao supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama, aos meus antepassados, aos meus superiores, aos dedicantes da Kabaia de modo especial as irmãs Kapeto e Luzia e a todos que têm contribuído para o meu crescimento os meus sinceros agradecimentos.