Chamo-me Ana Maria Samacongo, tenho 32 anos de idade, resido no Bairro da Cambanda. Dedico como responsável da rede de salvação do referido bairro e 23222893_523008824716486_337874051_oresponsável pelo grupo coral do Johrei Center do largo do colégio angolano.

Conheci a I.M.M.A, no dia 05 de Setembro de 2007, por intermédio do Irmão Pedro Kapitango, membro e dedicante desta igreja.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram:

  • Doença, pobreza e conflito.

O meu sofrimento começou, quando meu pai faleceu. Depois de algum tempo comecei a sofrer com tuberculose, diagnosticada pelos médicos que  também diziam que tratava-se de um problema hereditário. Na tentativa de obter saúde, procuramos quimbandas, onde fizemos tratamentos a base de banhos e fumaças. Havia uma santa que me tinha dito que o meu problema era espiritual, pois a minha falecida avó que curava a base de terapia tradicional, havia encostado em mim. Para melhorar, segundo ela, eu tinha que fazer o mesmo que a minha Avó fazia, Isto é, tornar-me uma santa. Porém, eram necessários alguns utensílios domésticos, incluindo de animais, e um valor monetário. Juntamos tudo que nos foi pedido, fizeram-me cortes e retiraram do meu corpo ossos de animais, que segundo ela, aquilo é que estava a me enfraquecer fisicamente. Feito o tratamento, disseram-me que a partir daquele momento, havia me tornado uma santa, deram-me bacia, sabonete, perfume e copos. Posta em casa, o sofrimento se agravou, comecei a manifestar crises de loucura, o meu sofrimento passou a atormentar os meus familiares de tal modo que mostraram-se cansados com a minha condição de saúde. Conformavam-se com a morte como forma de aliviar a dor.

Foi neste estado de sofrimento que cheguei à Igreja Messiânica na Ganda, onde recebi muito Johrei. Naquele dia dormi lindamente. Por apego a minha anterior religião, parei de frequentar a igreja e voltei à Benguela. Dado que era vizinha do irmão Kapitango, sabendo do problema que estava a passar, me convenceu a retornar à igreja Messiânica. Na unidade religiosa fui recebida, ouvida e orientada o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Limpar a Nave e o Banheiro;
  • Participar dos Cultos;
  • Manter a flor de luz em casa.

Cumpri as orientações recebidas e dois meses depois, estava sentir o meu estado de saúde a piorar, mas graças ao apoio moral que me era oferecido, a assistência religiosa que recebia, me davam forças suficientes para confiar em Deus apostando no recebimento do Johrei. Gradualmente fui melhorando até que graças a Meishu-Sama me vi livre da tuberculose. Nasceu em mim o sentimento de ser outorgada para retribuir as bênçãos recebidas. Nesta caminhada muitas bênçãos aconteceram em minha vida, incluindo um emprego.

A experiência de fé que passo a relatar aos senhores, está relacionada com a prática do amor altruísta no local do serviço.

Sou trabalhadora de uma determinada empresa. Quando ingressei nesta empresa em 2015, enquanto estagiária, fiquei sensibilizada com a condição triste vivida pelos trabalhadores, sobretudo os seguranças e os jardineiros. Os salários além de baixos atrasavam de três em três meses, e quando recebessem, caia apenas o valor de um mês. As reclamações no seio dos trabalhadores criavam um ambiente desagradável. Descontos que eram vistos como injustos, ainda aumentavam mais a tensão laboral e quanto a alimentação, só era consumida por causa da fome. E causavam outros problemas em casa dos trabalhadores. Diante desta situação, recebi a orientação de olhar o meu local de serviço como se fosse um Johrei Center, onde devia, dedicar em prol da felicidade dos colegas, não estar lá apenas para ganhar um salário, mas para contribuir na felicidade deles.

Assim comecei com a distribuição de flores de luz, oferecendo aos colegas, e a mantê-las nos diversos departamentos. No mês de Junho último, tornei-me mais criativa e passei a levar couves, lombi de abóbora e aproveitei para explicar sobre o método da Agricultura Natural e da necessidade de nos alimentarmos desses produtos naturais. Dois dias depois ofereci sementes de abóbora, couves e milho, a 3 colegas, que conseguiram fazer as suas hortas caseiras. Uma das hortas que pude visitar, me deixou  feliz porque havia  quiabos, rama bem verdinha e os familiares incluiam na sua dieta estes alimentos produzidos por ela. Muitos recusavam a dedicação realizada por mim, mas outros me davam forças em continuar  dizendo que o que estava a fazer  contribuía para um clima saudável na empresa. Todos começamos a notar sinais de respeito aos subordinados, criou-se um refeitório que vem atendendo os trabalhadores de modo condigno em relação ao passado. Estas pequenas transformações traziam alegria no seio dos trabalhadores.

Uma colega que é messiânica, renovou a horta que temos no local de serviço e ali cresciam lombi de feijão e rama. Quando 6 colegas notaram a beleza da horta, solicitaram ao superior um espaço para também desenvolverem a sua horta  e foram atendidos, colocando sementes de milho de pipoca, couve, feijão e outros produtos.

Ainda naquele mesmo mês, fomos convocados para assinarmos o contrato de trabalho. Quando terminámos, o PCA da empresa surpreendeu a todos dizendo que os trabalhadores que se encontram em condição deplorável, assim como os seguranças, passariam a auferir um salário melhor, os auxiliares de limpeza e os jardineiros também. Além deste aumento salarial, não se verificam mais os atrasos longos que antes aconteciam.

Acompanho uma colega, que todos os meses internava com o seu filho de 4 anos que padece com  problema de falsiformação. Ficava internada quase duas semanas, era sempre assim a sua vida. Comecei, a assisti-lo com Johrei, fizemos a sua horta caseira, sugeri que mudasse a alimentação do miúdo para uma a base de verduras, sobretudo proveniente do método da Agricultura Natural. Com esta prática, um dia ela veio ter comigo, dizendo que estava muito grata, explicando que o seu filho não adoece como acontecia anteriormente, que se for acometido por uma crise, apenas ficam no hospital de 1 a 2 dias. E acha que se eu não estivesse a trabalhar nesta empresa, ela estaria desempregada, porque o problema de saúde do filho não lhe permitiria trabalhar.

Aprendi que Meishu-Sama é realmente o Messias esperado pela humanidade e que nós somos simplesmente utilizados como instrumentos.

Meu compromisso é de aprofundar nas dedicações da Rede da Salvação e da Empresa e levar a luz do Messias a todos que estão sofrendo.

Por permissão do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama, já encaminhei 20 pessoas, das quais 10 se tornaram membros. Pratico o dízimo, donativo de construção e tenho a horta caseira.

Agradeço à Deus, ao Messias Meishu-Sama, aos meus Antepassados, pela permissão que me concederam, de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

Aos ministros e responsáveis e a todos os que atentamente me escutaram o meu muito obrigado.