Chamo-me Maria António, 24463518_535216073495761_1927066243_otenho 21 anos de idade, sou membro, dedico como assistente do sector de ensino e de experiências de fé no Johrei Center do Cassequel II.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola, por intermédio dos meus pais, também membros dessa igreja.

Os motivos que levaram-me a conhecer a igreja foram:

Doença, mortes constantes na família, pobreza e conflitos familiares.

Durante muitos anos, meus pais viveram mergulhados no sofrimento. Para solucionar, frequentamos igrejas e hospitais gastando avultadas somas em dinheiro, mas não alcançamos resultados satisfatórios.

O colega do meu pai vendo o nosso sofrimento, falou-nos da Igreja Messiânica Mundial e encaminhou-nos à uma unidade religiosa. O plantonista após ouvir-nos atentamente, orientou as seguintes práticas básicas da igreja:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a flor de luz em casa;
  • Fazer donativo diário;
  • Assistir aos cultos matinais e vesperais.

Depois de cumpri-las sem dificuldades, os nossos sofrimentos minimizaram consideravelmente. Na altura, para agradecer por essas mudanças, fomos orientados a fazermos o donativo de outorga. Consequentemente, fomos outorgadas para melhor cumprirmos a nossa missão.

A experiência de fé que gostaria de partilhar está relacionada com o donativo especial e a dedicação de limpeza no banheiro da Sede Central.

Desde o princípio do presente ano, tenho passado fortes dificuldades financeiras e sentindo-me muito só, isso porque as minhas irmãs ganharam bolsas de estudo e tiveram que se ausentar do país para o cumprimento da referida bolsa. O meu pai, visto que já faz muito tempo desde que a minha mãe faleceu, decidiu constituir outra família e também se ausentar de casa, deixando os meus irmãos menores sob minha responsabilidade, mas com o dever de continuar a frequentar a casa e nos apoiar financeiramente.

Quanto a mim, corria o risco de não ingressar a universidade, porque o meu pai estava com dificuldades para matricular-me, mas graças a Deus, faltando pouco tempo consegui matricular-me. No decorrer das aulas, tive outras dificuldades com relação ao pagamento das propinas, dinheiro para o táxi e as compras alimentares de casa. De tal forma que perdi muitas aulas e sempre que comunicasse o sucedido ao meu pai, o mesmo dizia-me:

– “Amanhã. Amanhã”.

Mas nunca dava dinheiro para o táxi, só o do pagamento das propinas é que enviava. Diante desse sofrimento, comuniquei o sucedido a responsável da unidade, a mesma por sua vez, orientou-me a agradecer e a continuar a dedicar.

Cumprindo a orientação, fui dedicando, mas a medida que dedicava a situação não melhorava, em casa faltava-nos alimentação, na universidade comecei a perder muitas aulas por falta de dinheiro do táxi, comecei a ter propinas em atraso que eram acrescidas de multas. Desesperada, decidi trancar o ano lectivo, mas antes comuniquei a minha decisão a responsável da unidade, que orientou-me a não trancar e continuar a dedicar. Mas essa orientação não agradou-me, porque o que mais queria era dinheiro para cobrir as necessidades que tinha. Continuei a dedicar mas a situação piorava cada vez mais, passei a lamentar e a sentir que mesmo dedicando não daria certo.

No 2º semestre, já contava com 3 meses de propinas em atraso, também já havia perdido muitas aulas, preocupada, comuniquei novamente ao pai e o mesmo respondeu-me:

           – “Não tenho. Se puder, faça você mesmo alguma coisa.”

            Essa resposta, deixou-me muito decepcionada e sem ânimo para continuar a dedicar, pensei o seguinte: “Visto que Meishu-Sama não está a ver o meu problema e estou numa situação muito difícil, não vou ouvir mais conselhos ou orientações de quem quer que seja.” Mas antes disso, comuniquei o sucedido a minha orientadora, expliquei-lhe também a resposta do meu pai. Ela por sua vez, levou-me ao altar e entregamos o problema nas mãos do Supremo Deus e do Messias Meishu-Sama.

           A orientadora mesmo sabendo que o meu problema era dinheiro, para piorar a situação, orientou-me a fazer um donativo especial. Para cumprir a orientação, vendi uma peça de roupa e fiz o referido donativo, mesmo assim, passado algum tempo a situação não melhorava. Desesperada comuniquei novamente o caso a orientadora, que disse-me:

            – “Brevemente teremos o Culto aos Antepassados, no dia 2 de Novembro, faça outro donativo especial e dedica no banheiro da Sede Central.”

Vendi novamente uma peça de roupa, fizemos o donativo e dediquei no banheiro da Sede Central.

Passados 3 dias, depois do culto, minha irmã em Portugal, enviou-me o dinheiro para o pagamento das propinas, multas e os valores necessários para o táxi até o final das aulas. No mesmo dia fui chamada pela secretaria da universidade e fui informada que ganhei uma bolsa interna. Isso significa que de agora em diante, até a licenciatura não precisarei preocupar-me com o pagamento de propinas. O ano lectivo foi muito proveitoso e os resultados das provas falaram por si.

Por outro lado, saí como melhor aluna, fui contratada para leccionar a 10ª classe e a minha irmã em Portugal teve a permissão de conseguir dois empregos. Para agradecer essas graças fui orientada a fazer um donativo de gratidão.

Com essa experiência, aprendi que Supremo Deus e o Messias Meishu-Sama, estão no comando de tudo. Aprendi ainda, que precisamos confiar e entregar tudo nas mãos do Messias Meishu-Sama.

O meu compromisso é de continuar a dedicar e empenhar-me no encaminhamento das 100 mil famílias convictas, até a conclusão do Solo Sagrado de África. Tenho a horta caseira, faço o dízimo, donativo de construção, cuido de duas casas, uma de membro e outra de frequentador, peregrino ao Solo Sagrado de Cacuaco, Polo Agrícola do Bom Jesus e Sede Central de África. As crianças do grupo criançafrica que acompanho, tornaram-se membros.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados, por tudo que têm feito na minha vida e dos meus familiares.