Igreja Messiânica Mundial de África
Reverendo Claudio Cristiano Leal Pinheiro
Culto Mensal de Gratidão
Sede Central
04 de Fevereiro de 2018

 

 Bom dia a todos! (Bom dia!)IMG_7055

Os senhores estão a passar bem? (Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.)

Muito obrigado pela recepção e pela vossa presença. Gostaria de agradecer do fundo do coração, por todo empenho que os senhores têm feito, em prol da expansão da Obra Divina em Angola, e por todo nosso querido continente africano. Estou muito feliz por estar aqui com os senhores, agradecendo no Culto Mensal de Gratidão, em particular nesse dia 4 de Fevereiro tão importante para a História de Angola.

Então, antes de continuar, queria pedir por favor, um minuto de silêncio, em homenagem à todos que foram vítimas durante a luta armada para a independência, não só em Angola, mas também em toda África. Vamos fazer um minuto de silêncio em homenagem a essas pessoas, nossos antepassados. (…) Muito obrigado a todos!

Durante este minuto, agradeci a todos que pereceram pela independência dos países africanos, e comuniquei à todos que o Supremo Deus e o Messias Meishu-Sama estão vivos dentro deles, que existe um paraíso dentro de cada um deles e de toda humanidade; pedi à Meishu-Sama, a permissão para todos eles, participarem conosco da construção do nosso Solo Sagrado de África e da construção do Paraíso Terrestre. Muito obrigado a todos os senhores!

O dia de hoje é importante no calendário angolano, 4 de Fevereiro também é uma data muito importante no calendário messiânico, é o dia em que no Japão  comemora-se  o Culto de Início da Primavera. No dia 4 de Fevereiro na história da Religião Messiânica, aconteceram factos muito marcantes, o primeiro foi no dia 4 de Fevereiro de 1928, que foi a data exacta que o Messias Meishu-Sama abandonou toda a sua actividade comercial, para se dedicar exclusivamente a Obra Divina de salvação do mundo; Depois o dia 4 de Fevereiro de 1950, em que Meishu-Sama começou a ser chamado pelos fiéis de Meishu-Sama, até então os fiéis chamavam-no por Dai Sensei (Grande Mestre, Grão Mestre ou o Fundador). Também no dia 4 de Fevereiro de 1952, Meishu-Sama começou a ministrar Johrei Colectivo depois das palestras, porque falou que como a purificação estava a acelerar, não poderia ministrar um por um dos fiéis,  a partir daquela data foi instituído o Johrei Colectivo e depois autorizado para reverendos e ministros adjuntos a ministrarem. A 4 de Fevereiro de 1954, Meishu-Sama conseguiu adquirir o Biombo das Ameixeiras, uma obra histórica e tesouro nacional do Japão que está exposto no nosso Museu de Arte em Atami, essa obra foi feita por Ogata Korin  e tem um significado muito grande no Plano Divino. O dia 4 de Fevereiro de 1955 foi também o último dia que os fiéis tiveram contacto com Meishu-Sama, foi a última vez que Ele apareceu em público e dirigiu breves palavras, dias depois, isto é, no dia 10 de Fevereiro faleceu, retornando ao Mundo Divino. Então, essa data 4 de Fevereiro marca o início de uma nova fase na Obra Divina, um  novo ciclo, e também a partir desta data, o Mundo Espiritual vibra no sentido de eliminar as máculas que adquirimos durante a Era da Noite, na qual é feito um processo de limpeza até o dia 15 de Junho. A partir de 15 de Junho que é o dia do Paraíso, começa a ser liberada a Luz, para construção do Mundo de Deus, do Reino dos Céus na Terra, o Paraíso Terrestre. Então é uma alegria grande, podermos realizar  o Culto Mensal de Gratidão  justamente no dia de hoje.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, estamos a agradecer as bênçãos, as protecções recebidas e temos visto também muita coisa a acontecer no mundo, na nossa sociedade. Não sei se os senhores têm acompanhado, na cidade do Cabo, África do Sul está  a poucas semanas de ter que fechar todas as torneiras da cidade, por falta de água, os reservatórios hídricos baixaram para níveis históricos, devido a uma forte seca que está a assolar aquela região; Aqui em Angola também, estamos a ter problemas sérios de seca no Sul do nosso país, em particular na província do Cunene; Em Portugal também os níveis do reservatório de água têm baixado vertiginosamente. Fiquei assustado com a matéria que li dias atrás, com fotografias, como eram as represas antes e como estão agora naquele país europeu. Isso tem acontecido em outras partes do mundo. Tem a questão do elemento fogo, mas ao mesmo tempo essa escassez de chuva leva-nos a reflectir sobre como estamos a preservar a natureza, como estamos a cuidar de onde nos viemos. Porque somos parte da natureza, principalmente, através dos métodos agrícolas convencionais que não respeitam a natureza, que destroem o meio ambiente. O uso de agrotóxico e de adubos químicos, além de sujar a terra e a água também é feita uma agricultura que provoca o desmatamento das nossas reservas naturais. Há algum  tempo tenho alertado sobre a prática de fazer agricultura cortando todas as árvores na beira do rio. Isso é muito comum no mundo todo mas, para o rio se manter vivo precisa ter nas duas margens pelo menos 100 a 200 metros de mata para poder manter a humidade e o rio não morrer. Porém, vemos que a agricultura convencional não leva isso em consideração ou seja, o desmatamento é que tem levado também à diminuição das chuvas no nosso planeta! A prática de derrubar as árvores para poder produzir carvão sem se plantar novas árvores também é fatal para o meio ambiente.

Por isso é muito importante nós como Messiânicos, abraçarmos  a coluna da Agricultura e da alimentação natural. Mesmo nos nossos bairros, vamos nos preocupar em arborizar nossa vizinhança, manter árvores nativas e frutíferas, cultivar flores, fazer hortas nos quintais, arborizar os quintais das residências. Onde houverem  parques, vamos manter as árvores ali.

Vamos encaminhar os agricultores, os produtores que conhecemos, pequenos médios e grandes para que eles também possam adquirir experiência com o nosso método de Agricultura Natural. Por isso que temos a nossa Escola Agrícola Mokiti Okada. O nosso futuro Solo Sagrado, em Cacuaco está aberto para toda sociedade poder fazer os cursos, conhecer a teoria e praticar o nosso método, empregar nos seus terrenos, não só para produzir alimentos saudáveis, mas também para preservar o meio ambiente.

O que está a acontecer na Cidade do Cabo, pode acontecer em qualquer outro lugar do mundo, mesmo aqui conosco. Não vamos esperar acontecer, para pensarmos o que fazer, vamos avançar com as nossas actividades de arborização como temos feito, vamos procurar encaminhar pessoas para praticar a Agricultura Natural e preservar as nossas florestas. Precisamos de madeiras para usar, mas pode ser produzida e extraída de forma sustentável, de forma que mantenha as matas, as florestas, que são a maior herança que vamos deixar para os nossos descendentes. Por mais que deixemos dinheiro no banco, para os nossos filhos e netos, se não tiver terra para cultivar, água para beber e para produzir alimentos, por mais dinheiro que todo mundo tenha no banco, vamos conseguir viver? Então, precisamos levar este ensinamento da agricultura e da alimentação natural para toda humanidade, junto com o Johrei e o Belo, as colunas de salvação que o Messias Meishu-Sama nos deixou.

No ensinamento que ouvimos hoje “FORÇA ABSOLUTA”, Meishu Sama fala:

«Explicando minha missão, creio que entenderão melhor o que acabei de expor. A actividade que agora estou a realizar, centraliza-se no Johrei. Os fiéis sabem muito bem que basta colocar no peito o Ohikari, que contém um papel com uma caligrafia feita por mim, para ser-lhes concedida uma força capaz de curar até mesmo doentes desenganados. Já outorguei centenas de milhares de Ohikari, e mesmo que esse número aumente infinitamente, não haverá nenhuma alteração com respeito à sua força. Essa força não se limita à cura de doenças, ela também se manifesta através de incontáveis milagres do dia a dia: a reforma do espírito, a elevação do carácter, a salvação de perigos iminentes etc. Por meio deles, é espantoso ver o aumento do número de pessoas que passam a viver uma vida cheia de alegria. A força desses milagres se origina justamente do Ohikari.

Não tenho a pretensão de vangloriar-me de tais milagres. Contudo, uma vez que se trata da pura verdade, creio que não há problema em divulgá-los. É evidente que, até agora, a História não registou o aparecimento de uma pessoa que se utilizasse de força tão incomensurável quanto esta. Os inúmeros milagres a que nos referimos são registados como experiências de fé; logo, não há do que duvidar. Esta é a força gerada pelo cruzamento do horizontal com o vertical que, em termos budistas, é o Poder Kannon ou o Poder da Inteligência Sagrada e, em termos cristãos, é o Poder do Messias.

 Actualmente, a Força está a manifestar-se, principalmente, na parte espiritual; porém, no devido tempo, ela passará a actuar na parte material. Nessa ocasião, evidentemente, será alcançado o objectivo de Deus, nascendo a verdadeira cultura, resultante do cruzamento da cultura espiritual do Oriente com a cultura material do Ocidente. E esta é a Vontade Divina. Será, portanto, efectuada a maior obra de salvação da humanidade desde a criação do mundo

Então, essa força absoluta do Supremo Deus, Messias Meishu-Sama nos concedeu através do Ohikari, essa força vem do Supremo Deus, Criador e Doador de toda vida, essa força é que vai transformar o nosso planeta em Paraíso Terrestre, o Reino dos Céus  anunciado por nosso senhor Jesus Cristo. Então, nós messiânicos com o Ohikari, já somos instrumentos dessa força absoluta, por isso precisamos refletir: “Porque será que recebi a permissão de ser membro? Como estou sendo utilizado para levar essa força para humanidade, para transformar a vida das pessoas com quem tenho afinidade?

Os senhores ouviram duas experiências hoje, gostaram? (Gostamos). Mais uma salva de palmas para os nossos irmãos. (Aplausos). Duas experiências muito marcantes, que mostraram a actuação desta força, a partir de cada um deles. Mas os senhores podem observar, que as duas experiências, têm um ponto de início em comum – foi a mudança de sentimento dos dois.

A irmã Benvinda, mesmo tendo tantos milagres na sua vida, foi perdendo o sentimento de dedicar, até parar. Porque acontece isso? Ela própria contou que, mesmo tendo a vida salva, tendo mudanças concretas na sua vida e da família, ainda carregava muita mágoa  no coração. Não dá para andar junto gratidão e mágoa. Gratidão vem de Deus, da partícula divina, da alma que cada um de nós tem, por isso a limpeza do nosso coração, precisa ser algo contínuo.

Precisa-se aprofundar no que Jesus falou sobre o arrependimento. “Arrependei-vos porque está próximo o Reino dos Céus na Terra”, enquanto ainda enxergamos que a causa do nosso problema está no outro, significa que não estamos a acreditar que Deus está acima de tudo, que está vivo e está dentro de cada um de nós. Enquanto no nosso íntimo julgarmos e criticarmos o outro, achando que é o culpado da nossa infelicidade, ainda não tivemos o verdadeiro arrependimento. Nós não estamos a deixar Deus utilizar-nos como Seus instrumentos terrenos, na manifestação da Sua força absoluta, para construir o paraíso na face da terra.  Por isso, como sempre tenho falado, essa força absoluta manifesta-se através de cada um de nós, precisamos no dia-a-dia nos qualificarmos como representantes de Deus, e principalmente ter cuidado com os sentimentos que carregamos.

Os sentimentos são visitantes, precisamos devolvê-los para Deus junto com os ancestrais e antepassados ligados a eles, principalmente os sofrimentos que carregamos no nosso coração: preconceitos, ingratidões, mágoas, aflições, preocupações, ódios, ressentimentos, invejas, vinganças, ciúmes, medos e mentira. Esses sentimentos precisam ser observados de forma objectiva, reconhecendo que existem ancestrais que estão a pedir ajuda, para devolvermos eles para Deus. Mas, as vezes não fazemos isso, deixamos esses sentimentos visitantes entrar na nossa casa.

Na Itália tem um provérbio interessante que diz: “Visita é  peixe, depois de três dias, começa a cheirar mal.” Os sentimentos visitantes que deixamos entrar, não necessitam nem de três dias, nem de 3 minutos, já começam a cheirar mal dentro de nós, porém os deixamos construir um anexo dentro de nós, até prédio de dez, quinze andares e arranha-céu. Enquanto não fazermos essa profunda reflexão e devolvemos isso, Deus tem limite para nos utilizar, porque o nosso verdadeiro EU, fica escondido, por isso que é transitório. Esses sentimentos são visitantes, são transitórios o EU eterno de cada um de nós é a partícula divina, precisamos liberar a nossa alma para o Supremo Deus e Messias Meishu-Sama utilizar-nos sem restrições. Ouvimos duas experiências de fé com mudança nos sentimentos – da irmã Benvinda e do irmão Francisco, que também estava cheio de razão, dizendo que os jovens é que estavam errados.

Quando conseguiu reconhecer a falha nele, que não tinha amor para ajudar os outros, precisou mudar. Meishu-Sama começou a utilizá-lo profundamente, não só para ajudar os jovens, mas também os seus familiares. A sociedade precisa ter esse contacto com o Johrei, e com os ensinamentos do Messias Meishu-Sama, mas depende de cada um de nós, como pessoas que já tiveram permissão de reencontrar com o Messias Meishu-Sama. Essa tomada de decisão para sermos utilizados na construção do paraíso e na salvação da humanidade, as famílias do mundo inteiro precisam saber que já existe o Johrei que é o baptismo pelo fogo, que já existem os ensinamentos. Precisa que as três colunas da salvação entrem num maior número possível de lares. Para tirá-los da situação infernal que estamos a viver hoje. Essa mudança, essa construção do paraíso começa no nosso coração, e precisamos estender para toda sociedade. Esse é o maior presente que podemos oferecer para o Supremo Deus, nosso Pai Maior e o Messias Meishu-Sama, e para os nossos ancestrais.

Mais uma vez, muito obrigado, feliz mês de Fevereiro para todos os senhores.

Muito obrigado a todos!