Chamo-me Horácio Soares Nelson, 29995317_589478361402865_1648911228_otenho 40 anos de idade, resido no Município de Cacuaco, sou missionário e dedico como responsável do Johrei Center dos Pescadores.

Conheci a I.M.M.A em 2012, por intermédio do irmão Domingos Álvaro, membro e dedicante da nossa Igreja.

Os motivos que estiveram na base do meu encaminhamento foram morte prematura de filhos, maus comportamentos do meu filho e conflito conjugal.

Aos7 anos de idade, o nosso filho estava a adoptar comportamentos não muito correctos, pois, em casa desaparecia dinheiro, algo que nos deixava muito abalados.  Tentamos aconselhar, mas sem solução. A questão agravou-se passando a roubar também na vizinhança. Na tentativa de encontrar solução do problema, começamos a peregrinar aos santuários da mama Muxima, no Calumbo e no Santo António do Kifangondo, participando das vigílias todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, andando de joelho, chorando, preenchendo folhas de promessa, mas a situação evoluía para o pior.

A minha esposa sempre que desse a luz perdíamos os bebés aos 3 ou 4 meses de vida. Isso durou 5 anos. Tentamos encontrar solução na medicina convencional, mas sem sucesso. Desesperados, começamos a percorrer casas de senhoras que tratam problemas do género, mas também não tivemos sucesso. Os problema de nados mortos e o mau comportamento do filho tornaram-se insuportáveis. o menino já não nos ouvia, passava as noites fora de casa, roubava na rua, na casa dos vizinhos e dos familiares onde fosse passear. As despesas pelos danos que ele causava à terceiros eram tão altas que não sabíamos como sair daquele sofrimento.

Certa vez, a minha esposa ouviu o seu professor falar sobre o comportamento dos filhos como reflexo do comportamento dos pais. Esta frase soou pesadamente a ela, pois, pensou consigo mesma: “Porquê que este professor está a falar isso?! O nosso filho é diferente de nós, pois ele rouba, fuma, dorme fora de casa algo que nós nunca fizemos desde a nossa infância, conforme contam os nossos pais!” No final da aula, ela dirigiu-se ao professor e começou a falar sobre o nosso filho, ele repetiu a mesma frase e convidou-a a conhecer a Igreja Messiânica Mundial de Angola, onde recebemos as seguintes orientações:

  1. Receber 10 Johrei por dia;
  2. Manter a Flor de Luz em casa;
  3. Dedicar na nave e no banheiro;
  4. Participar dos cultos matinais, dominicais e de gratidão mensal;
  5. Encaminhar pessoas na porta da igreja;
  6. Peregrinar aos locais de maior luz e,
  7. Fazer donativos.

Cumpri com todas as orientações sem dificuldades. A purificação do meu filho acelerou. Ele intensificou os roubos, não ia à escola, passava as noites fora de casa, era quase um menino de rua. Isto abalou-nos muito. Cheguei ao ponto de pensar o seguinte: “Meu Deus, se o senhor nos trouxe até aqui é porque sabe que neste lugar será solucionado o problema do nosso filho e do nosso lar! Por que permite que esses problemas continuam? O senhor não tem um objectivo connosco? Então, ajuda-nos a ultrapassar estes problemas!” O conflito com a esposa começou a surgir, pois o objectivo que pretendíamos alcançar estava longe de ser concretizado. Foi assim, que falei com o meu responsável que orientou a preocupar-me mais com os problemas dos outros do que com os meus.

Deste modo, atribuiu-me a tarefa de dedicar no ensino e aprofundar nos Ensinamentos de Meishu-Sama. Aceitei o desafio e comecei a aprofundar nos Ensinamentos de Meishu-Sama e aprimorar na unidade religiosa.

A experiência de fé que passo a relatar aos senhores está relacionada com Leitura do ensinamento, donativo especial, flor e a Agricultura Natural.

Depois de ser indicado como encarregado do ensino e ter sido orientado a ler os Ensinamentos de Meishu-Sama todos os dias, algo chamou-me a atenção na Filosofia da Salvação de Mokiti Okada no seu todo e eu não parava de ler. Pois sempre que lia pensava sobre situação crítica do colégio que dirijo: não tinha carteiras, era rés-do-chão e os materiais de ensino eram precários, os professores ficavam de 6 à 8 meses sem salários, fiquei sem o salário do ano de 2011, o meu patrão não tinha condições de resolver os problemas financeiros que estávamos a viver, como se não bastasse, os conflitos entre o patrão e a patroa eram constantes e quase iam separar-se. O meu chefe, já não parava mais no colégio porque não sabia como justificar a crise que se instalou na instituição. Eu parecia ser o dono da mesma e tentei contornar a situação do meu jeito mas não conseguia na totalidade. Parei e pensei na filosofia de Mokiti Okada e repetia várias vezes a frase que dizia: “O objectivo da Igreja Messiânica Mundial é tirar as pessoas dos três grandes males Doença, Pobreza e Conflito”. Fiquei a pensar o que fazer para me ajustar a este objectivo. Lembrei-me de uma experiência de fé que falava o seguinte: “O donativo especial salva…”. Parei e reflecti comigo mesmo: “Vou fazer um desafio de 15 donativos especiais para provar se realmente salva.” Quando comecei, as purificações aceleraram de tal maneira que nem o meu responsável sabia o que me orientar mais, pois tudo o que ele orientava eu cumpria.

Então, tomei a firme decisão de levar os alunos e todos os professores ao Solo Sagrado de África e fiz uma programação que envolvia aulas da flor e Agricultura Natural. Fui à Sede Central de África, conversei com a professora Tatiana e ela orientou-me como seria feito o aprimoramento e mandou para o Solo Sagrado de África 3 professoras do Sanguetsu. Posteriormente, contactei o ministro da Região-Norte, na altura Ministro Alberto Faria da Silva Suzano, este mandou-me coordenar com o Ministro Bambi e Ministra Francisca, para as aulas da Agricultura Natural. Assim se concretizou. No primeiro ano encaminhei 115 alunos e 15 professores do colégio Macambriz Angola, e também 64 alunos e 3 professores do Complexo Escolar Dom Bosco, dirigido pelos padres salesianos de Dom Bosco. 29942331_589479394736095_1774377269_oPerfazendo um total de 194 participantes. Todos participaram das aulas e comentaram a recepção calorosa dos fiéis, tal como, as aulas administradas. No final das aulas, fizeram o compromisso de levar o que aprenderam às suas casas, mas em primeiro lugar na instituição escolar. Os ministros Bambi e Francisca encarregaram-se em ir à instituição fazer a horta institucional com todos os alunos que não puderam comparecer no tal dia e, assim se fez. A Dra. Fançony e a professora Palmira encarregaram-se das palestras sobre o Paludismo, mas antes da palestra fizeram a distribuição de flores à todos os funcionários do colégio e colocaram-nas em todos os compartimentos da instituição.

Fruto destas dedicações os milagres não se fizeram esperar e passo a enumerá-los:

  1.  O colégio que estava a dever os professores oito meses de salarial, apareceu o dinheiro para pagar todos os professores e trabalhadores de forma milagrosa.
  2.  O colégio que não tinha carteiras e outros materiais didáticos conforme a exigência do Ministério da Educação, este órgão ofereceu carteiras, quadros, manuais e outros meios necessários para o processo de ensino-aprendizagem. Admirou-nos bastante porque na altura o colégio não estava ainda reconhecido pelo Estado.
  3. Conseguimos abrir mais duas empresas, sendo uma de segurança e outra de eletricidade.
  4. Aumentamos 2 cursos médios, sendo um de enfermagem e outro de gestão de informática, mesmo não sendo reconhecido, foi aceite a nossa proposta.
  5. Construimos um primeiro andar com laboratórios, biblioteca, sala de coordenação dos cursos, todas climatizadas. Tínhamos somente 6 salas, actualmente temos um total de 13 salas.
  6.  Construimos uma Escola Técnica de Saúde de raiz designada Escola Técnica de Saúde Nelson Mandela e estamos a trabalhar para criarmos um Instituto Superior Politécnico designado Madiba e este processo está em curso.
  7. Hoje em dia, o nosso colégio já é reconhecido pelo governo angolano.
  8. Pessoalmente, ganhei a permissão de dedicar como encarregado do ensino da Região Norte e responsável de Johrei Center.
  9.  A minha família hoje é muito feliz porque a tristeza que o filho nos trazia já não se faz sentir.
  10.  Tive a permissão de encaminhar o meu chefe, juntamente com três coordenadores, que visitaram o Solo sagrado de Cacuaco.
  11.  Há muito desejava casar, mas colocava sempre a questão dinheiro em frente. Depois que participei da vivência da flor no Solo Sagrado de África com a professora Eva Sebastião Carlos, tive a permissão de contrair o matrimónio no dia 17 de Novembro de 2017.

Com todas estas alegrias que Deus e Meishu-Sama nos proporcionaram por meio dos meus antepassados, agradeci com um donativo especial e fiz um compromisso de anualmente encaminhar alunos e professores no Solo Sagrado de África.

Aprendi a agradecer em todas as circunstâncias e acreditar na divindade do Messias Meishu-Sama; que depois das purificações vem a felicidade e esta será para àqueles que souberem acolhê-la.

Comprometo-me em aprofundar na dor e no sofrimento das outras pessoas.

Agradeço à Deus, Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados que me permitiram conhecer este maravilhoso caminho da salvação. Já encaminhei 2.150 alunos no Solo Sagrado de África e 1.500 pessoas na fé das quais 85 tornaram-se membros. Faço dízimo, donativo de construção, tenho horta caseira, Kannon e Altar do Lar.

Aos ministros, membros e frequentadores a minha profunda gratidão.

Ao irmão Domingos Álvaro que não poupou o seu esforço em nos acompanhar e encorajar, a minha eterna gratidão.

Muito obrigado.