Chamo-me Sézito do Nascimento Afonso, sezitotenho 29 anos de idade, resido em Água-Bôbô e sou membro. Conheci a Igreja Messiânica Mundial de São Tomé e Príncipe em 2016, por intuição espiritual.

Antes de conhecer a Igreja, trabalhava como cacheiro viajante, em negócio, tinha condição financeira estável. Alguns anos atrás, sai de São Tomé com destino à Luanda, com intuito de fazer negócios. Na altura, vivia com a minha esposa e a minha filha. Como as minhas viagens eram de curta duração. Certa vez, cancelaram a minha saída do país por motivos que não sei explicar até ao presente. Isso se repetiu várias vezes, como consequência, tinha gastos avultados. Tinha outro negócio que foi por água a baixo. Com isso, entrei em crise financeira, ao ponto de faltar comida. Essa situação lamentável foi se agravando, mas nunca deixei de acreditar que essa era uma provação de Deus. Como não trabalhava e não tinha como colocar comida em casa,tinha receio de comer, pois era a minha esposa quem colocava tudo em casa.

Diante desse quadro, comecei a procurar emprego, batendo portas mas sem sucesso. Foi assim que certo dia, sai de casa com o propósito de procurar trabalho, passei pela rua da Marginal 12 de Julho, ao chegar a frente do Centro de Aprimoramento, onde fui orientado a experimentar as práticas básicas da igreja:

  1. Receber 10 Johrei por dia,
  2. Colocar e manter a flor de luz em casa,
  3. Fazer limpeza na casa de banho,
  4. Participar nas dedicações,
  5. Encaminhar pessoas na porta da igreja.

Naquele dia que entrei em contacto com o Johrei, senti como se tivesse sido libertado de uma carga muito pesada. Senti-me tão leve como nunca antes. Retornei a casa alegre e no dia seguinte, em vez de ir a procura de emprego, fui à igreja. Comecei a praticar as orientações indo a igreja todos os dias, embora com as dificuldades que enfrentava em casa. Uma semana depois, o conflito que não se fazia presente em casa, começou a surgir intensamente. Quando colocava flores em casa, a minha esposa dizia ser coisa de feitiço e deitava no lixo, mas eu sempre insistia.

Passei a dedicar e também a procurar emprego, recorrendo a todos os lugares que era orientado para o efeito mas a graça tardava a chegar. Mesmo sem emprego tomei a decisão de colocar pelo menos uma refeição em casa e saia de casa logo de manhã com destino a Igreja como se fosse um local de trabalho. Chegava, dedicava e cada vez que ia para casa, levava algo para o pequeno almoço, pois sempre que dedicava, ganhava alguma quantia que dava para suprir algumas necessidades. É de salientar que qualquer quantia que eu ganhava, eu tirava parte para agradecer a Deus. As vezes, chegava a Igreja com lágrimas nos olhos, desesperado de tanto procurar emprego sem o conseguir. Meu sofrimento aumentava sempre que ia atrás de emprego, era entrevistado e marcavam para voltar no dia seguinte. Quando voltava ao local, recusavam-me dizendo não haver mais vagas e tinha vezes em que não me davam atenção.

Como se não bastasse o problema do emprego, a situação agravou ainda mais, quando a minha esposa saiu de casa. Para evitar conflito, decide acompanha-la e passamos a viver em Santana na casa da sua mãe.

Saia sempre muito cedo com destino a Igreja para dedicar e regressava a casa quase ao anoitecer. Quando chegava, já era a hora do jantar, ou seja, nem atenção tínhamos mais um para com o outro. Fiquei nisso por algum tempo e por fim acabei desistindo.

Quando a minha esposa mudou-se para casa da sua mãe, comecei a culpar os irmãos da Igreja, dizendo que eles tinham feito algo para que ela fosse embora. Mas, com as explicações recebidas baseada nos ensinamentos de Meishu-Sama, entendi e conformei-me com o ocorrido. Com o passar do tempo recebi a orientação de ir aprimorar no Polo Agrícola de Milagrosa, no qual deveria ficar no local a dedicar durante um tempo indeterminado. A princípio, foi difícil adaptar-me no local e nas actividades e cheguei a levantar-me alta hora da noite com intenção de desistir do aprimoramento e regressar a minha casa. Com o passar do tempo, acostumei e ganhei gosto pela dedicação.

Dediquei com empenho e passado algum tempo, fui orientado a sair do polo e passar a dedicar no Centro de Aprimoramento da Marginal 12 de Julho no servir, dedicando na cozinha.

Com empenho nas dedicações a tristeza pela mulher e a vontade de procurar emprego sumiram da minha mente, porque o meu pensamento estava voltado para dedicação. Sem ter como contactar a minha filha, senti-me como se estivesse em outro país. Dedicava, colocando em prática tudo que me orientavam, participava em outras dedicações como se aquilo fosse o meu trabalho. Meses depois, alguém me trouxe uma informação de que estavam a minha procura para ir trabalhar. Fui ao encontro dessa pessoa, fui contratado e comecei a trabalhar num restaurante.

Assim que comecei a trabalhar, o tempo para dedicar encurtou e a minha presença nas actividades religiosa diminuíram consideravelmente. Com emprego, passei a praticar o dízimo e demais donativos com o meu salário e comecei a levar a flor de luz para o local de trabalho. Algum tempo depois, minha patroa e os meus colegas ficavam aborrecidos, dizendo:

– Você não pode trazer essa coisa da tua Igreja para o trabalho!

Eu só agradecia dentro de mim. Embora com lamentação da minha patroa, não parei de colocar flores no local de trabalho. Com essa prática, o quadro mudou e hoje se deixo de colocar flores ou se elas murcharem, é motivo de chamada de atenção por parte da minha patroa.

Actualmente com a graça de Deus e Messias Meishu-Sama, tenho uma fonte de rendimento, com o qual consigo garantir algum sustento para a minha família e embora a distância tenho acompanhado a educação da minha filha. Com esses acontecimentos e a minha chegada a igreja, presumo que meus antepassados enviaram-me a este caminho porque levava uma vida muito acelerada, estressada e muitas vezes envolvido com dinheiro sujo.

Aprendi que Meishu Sama é realmente o Messias e que nada nesta vida acontece por acaso. Aprendi também que nem sempre estamos aptos a receber aquilo que desejamos.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu Sama e aos meus antepassados pela permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação.

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