Chamo-me Helena Ivódia Jafete, moctenho 39 anos de idade e dedico no Centro de Aprimoramento de Maputo, precisamente na Liturgia.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique no dia 03 de Junho e 2006, por intermédio da Dona Judite, por motivos de doença de que padecia a minha filha, que nasceu com hidrocefalia, o que fazia com que a sua cabeça crescesse além do normal e consequentemente, o resto do corpo não desenvolvia. Procurei ajuda em vários curandeiros e maziones que receitavam vários medicamentos para tomar, mas não registava melhorias significativas.

Tempos depois, passei a fazer consultas no Hospital Central e muitas vezes, o médico mandava-me fazer o TAC (Tomografia Axial Computorizada), para melhor analisar o caso, tendo concluído que o melhor seria submeter a menina a uma cirurgia na cabeça para drenar o líquido que se encontrava no seu cérebro. Fiquei assustada com a recomendação do médico, pois nunca antes tinha ouvido que se podia operar a cabeça. Enquanto esperava pela consulta seguinte, apareceu em minha casa a Dona Judite, minha vizinha na altura, e pediu para fazer oração para a menina. Ela entoou a oração Amatsu-Norito, ministrou Johrei e convidou-me a conhecer a igreja. Demorei 3 meses para procurar a igreja e quando fui, já se aproximava a data da cirurgia.

Fui recebida pelo plantonista, que orientou-me a cumprir com as prácticas básicas da fé. Com uma semana de frequência, a minha filha purificou com diarreia. Chegado o dia da consulta, o médico, mais uma vez, mandou fazer TAC, o médico constatou que algo tinha mudado e por isso, mandou repetir o exame, mas o resultado não foi diferente do anterior:

“o líquido que se encontrava no cérebro da menina havia desaparecido!”

Espantado, mandou chamar os outros médicos para compararem os resultados dos exames e concluíram que deviam cancelar a cirurgia e marcou uma nova consulta, antecedida de um novo exame TAC. Nesta consulta, a menina tinha aumentado o peso consideravelmente e o médico mandou visitá-lo novamente em 6 meses.

Após contar à Dona Judite sobre o resultado dos exames e a decisão dos médicos de se suspender a cirurgia, prontamente garantiu que os resultados devem-se ao facto de ter recebido Johrei, orientou-me a receber o Ohikari para ministrar mais Johrei a minha filha e outras crianças que também estavam a sofrer. Assim, no dia 30 de Julho do mesmo ano, tornei-me membro da igreja. De lá para cá, a minha filha passou a crescer normalmente e nunca mais voltou ao neurocirurgião. Hoje, ela tem 15 anos de idade, é saudável e não me lembro da última vez que a levei ao hospital.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com os donativos de esforço máximo e de construção.

Em 2010, o meu irmão mais velho começou a sentir-se mal e fraco, dirigiu-se ao hospital, onde após ser examinado, detectaram que a tensão estava muito alta. Foi internado para tratamento e durante a sua internação, eu e mais alguns membros íamos ao hospital dar assistência religiosa, levando a flor de luz e ministrando Johrei. Certa noite, ele sofreu alterações mentais e ficou muito violento, ao ponto de terem que amarrá-lo à cama na tentativa de acalmá-lo. No dia seguinte, apesar de mais calmo, não reconhecia ninguém e falava coisas sem sentido, situação esta que durou cerca de 3 dias. Face à esta situação, a médica que o assistia sugeriu à família que o levássemos à casa e tentássemos o tratamento de outra forma.

Por fim, ele entrou em coma, tendo sido levado à sala de cuidados intensivos. Os exames feitos detectaram Meningite e o relatório dos médicos não era nada agradável. Nessa hora, ficamos todos desesperados e aguardando más notícias, pois a médica constatou que as células cerebrais estavam atrofiadas e não teriam mais volta, pois estas são insubstituíveis. inconformados, contactámos um primo, médico que  disse:

É isso mesmo, primo, não esperem bons resultados e preparem-se para o pior. Normalmente, esta doença mata e se não matar, deixa sequelas como problemas mentais, cegueira ou surdez.

Face a esta situação, conversei com o Responsável, que após ouvir-me atentamente, orientou a fazer um donativo especial para agradecer e salvar os antepassados que estavam a se manifestar. No dia seguinte, materializei o referido donativo. Cerca de 4 horas depois, a médica ligou para o meu irmão e disse que algo estranho havia acontecido, após 3 dias de coma, o meu irmão recuperou-se e estava melhor. Conversando com ele, percebeu que respondeu com clareza, perguntou pelos filhos gémeos e pediu para vê-los, pois estava com muitas saudades. Após receber a notícia, fomos vê-lo e encontrámo-lo sentado na enfermaria a conversar com outros pacientes. Cinco dias depois, teve alta.

Em 2014, o meu irmão contraiu o vírus da Tuberculose, o que fez com que parasse de trabalhar. Ficou internado durante um mês e os restantes 5 meses, fez tratamento ambulatório. Terminado o período de tratamento e já curado, apresentou-se ao trabalho, mas foi surpreendido pelo Departamento de Recursos Humanos, que comunicou que ele não mais voltaria a trabalhar e que passaria para a reforma, por ter ficado muito tempo afastado do serviço, tendo, por isso, sido necessário contactar um outro funcionário para o substituir. Insatisfeito com a situação, decidiu contratar um advogado para o assistir no caso, mas foi tudo em vão.

Em Outubro de 2017, aquando da preparação para o Culto Anual às Almas dos nossos Antepassados, decidi dar a melhor festa aos meus antepassados, fazendo um donativo especial com o salário do meu segundo emprego. Uma semana depois, o meu irmão foi chamado ao serviço, onde foi informado que voltaria a trabalhar no mesmo departamento, auferindo o mesmo salário, podendo iniciar as suas funções no dia seguinte. Foi para si e toda a família uma grande alegria e alívio, pois durante os 3 anos em que esteve reformado, nós os irmãos contribuíamos valores para o ajudar nas despesas da casa.

Em Janeiro de 2014, contraí um empréstimo bancário para aumentar o volume dos meus negócios. Consegui comprar 2 viaturas, uma para negócios e a outra para uso pessoal. Infelizmente, as viaturas de negócio não me traziam os rendimentos previstos e com o andar do tempo, uma delas avariou, o que obrigou-me a vender a viatura pessoal para tentar recuperar a viatura do negócio, na esperança de, mais tarde, ter o retorno dos valores e conseguir comprar uma outra viatura para uso pessoal. Infelizmente, nada disso aconteceu. Após a reparação, com apenas duas semanas de trabalho, o motorista, embriagado, bateu numa viatura parada no semáforo, que por sua vez, embateu contra uma outra viatura à sua frente, causando um prejuízo muito grande.

Com esta situação, entrei em purificação financeira, pois já tinha dívida com o banco, por pagar em 5 anos e apareceu esta nova dívida com a oficina, que só consegui terminar de pagar cerca de 1 ano e 2 meses depois. Em Janeiro de 2017, com da visita do ministro Mário à Moçambique, perguntou-me como estava a minha vida em casa, no serviço e na igreja, em resposta, disse-lhe que a vida não ia muito bem. Não tinha conseguido construir casa própria, apesar de estar a trabalhar há muito tempo e a receber um salário alto. Expliquei ainda que tentei abrir uma empresa na minha área de profissão, mas só funcionou durante 6 meses e fui obrigada a fechar por falta de clientes e pelo facto de ter que recorrer ao meu salário para cobrir a renda do escritório e o salário do único funcionário que tinha.

Falei-lhe também do negócio na área de transportes, que ao contrário do esperado, só me trouxe prejuízos, o que me fez fechar o negócio e vender as viaturas. Falei-lhe da minha dificuldade financeira e que por esse motivo, no mês que se seguia, seria obrigada a entregar a minha filha ao pai para morar com ele, pois não dispunha mais de meios para continuar a viver perto da sua escola. Disse-lhe também que era membro da igreja há 10 anos e nunca tinha purificado tanto quanto naquele momento.

Em seguida, ele perguntou como eu estava a fazer os donativos. Respondi-lhe que depois que recebi o Altar do Lar, passei a fazer o donativo diário sem falhar, e o dízimo e o donativo de construção também estava a fazer mensalmente. Perguntou então qual era a percentagem que usava para fazer os donativos e respondi-lhe que para o dízimo fazia 10% e o de construção, fazia 3%. De seguida, ele deu-me um Ensinamento para ler enquanto me ministrava Johrei. Logo a seguir, disse-me:

– A senhora não está a agradecer à altura. Os seus antepassados estão a confiar em você para salvá-los mas estás a decepcioná-los. Neste mês, logo que receber o salário, faça 20% de donativo, sendo 10% para o dízimo e 10% para a construção.

Confesso que não gostei da orientação e nem consegui disfarçar, pois fiquei nervosa. O Ministro percebeu e perguntou se conseguiria cumprir e em resposta, disse-lhe que tentaria.

A caminho de casa, fui pensando bastante no assunto e lamuriava dizendo: “Eu já estou com as contas apertadas, tenho dívidas a pagar no Banco e no serviço e o Ministro ainda me diz para aumentar o donativo!”

No dia seguinte, acordei mais calma e decidi pôr a orientação em práctica e assim o fiz no mês de Janeiro do ano corrente. Apesar do apego, fiz os donativos conforme orientada e fiz o mesmo no mês seguinte. Em Março, o meu chefe convidou-me a fazer parte de outro grupo que foi criado há 2 anos atrás e já nessa altura, havia prometido me enquadrar, mas isso não chegou a acontecer. É de referir que nesse segundo emprego, trabalho uma a duas vezes por semana, recebendo um subsídio correspondente a 15% do meu salário.

Com o coração agradecido, continuo dando seguimento à orientação recebida, fazendo o donativo de 20% e a minha vida financeira vai melhorando a cada mês que passa.

Com estas experiências de fé, aprendi que o Johrei salva e que realmente existem antepassados, que só são salvos através da nossa dedicação.

Desejo intensificar a minha dedicação de forma a participar da construção do Paraíso Terrestre.

Já me cadastrei, tenho horta caseira, tive a permissão de encaminhar várias pessoas, das quais 3 tornaram-se membros, recebi o Altar do Lar e estou actualmente a me preparar para receber o Mitamaya (altar dos antepassados).

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados pela permissão de fazer parte da família messiânica.

Aos ministros, missionários, membros e frequentadores, o meu muito obrigado.