Chamo-me Benedito Leite Faria, itenho 30 anos de idade, resido no Bairro do Simione Mucune, sou frequentador desde 20 de Janeiro de 2018. Conheci a Igreja Messiânica Mundial por intermédio da senhora Amélia Francisco Kandiango, membro da nossa igreja.

No dia 09 de Dezembro de 2017, chegando em casa, a minha esposa começou a importunar-me por causa do gás que tinha acabado. Agastado, pedi a ela que estendesse no quintal uma esteira para descansar e que fizesse a comida no fogareiro. Assim sendo, acendeu o fogo com carvão e diluente à 3 metros de distância de onde estava a descansar com o meu filho.

Enquanto descansava, sonhei que estava a ser queimado e que as pessoas tentavam apagar o fogo. Quando me espantei, era na verdade um facto real. Assustado, peguei o meu filho e atirei-o para fora da esteira, enquanto lutava para tirar a camisola. O fogo que já tinha se alastrado por toda a parte, dirigiu-se para o quintal da vizinha.

Fomos levados ao Hospital do Chimbicato, mas pela gravidade, fomos transferidos para o Hospital do Neves Bendinha, especializado para queimados. Estranhamente, o pneu do carro que alugamos, saiu e quase me atingiu.

Como não tinha condições financeira, liguei aos meus familiares. Quando chegaram começaram a discutir com a minha esposa e foram-se embora. 15 dias depois, recebi alta, mesmo sem melhoria satisfatória.

Para agravar a situação, hospedei-me na casa da minha avó, onde desprezaram-me ao ponto das feridas começarem a sair bichos por falta de tratamento. Aborrecido, peguei as minhas coisas e voltei a minha casa sem nenhum acompanhamento familiar.

Como o sofrimento era demais, decidi procurar uma igreja que adivinhasse quem estava a me fazer mal. Mas, com bastante dor, sentei-me no chão da rua a chorar, clamando que alguém me ajudasse a sair daquele calvário. Foi assim que deparei-me com a irmã Amélia, que se compadeceu com a minha dor. Expliquei­lhe sobre o meu sofrimento e ela disse-me:

– Antes de ires procurar esta igreja de adivinhas, gostaria que fosses comigo a um sitio para receber oração.

Para a minha surpresa, este lugar se encontrava próximo da minha casa. O responsável desejou-me as boas vindas com um grande sorriso.

Expliquei-lhe tudo, em forma de desabafo, ministrou-me Johrei e falou-me sobre a causa dos incêndios.

Em torno disso, leu-me o ensinamento de Meishu-Sama sobre a advertência dos antepassados e orientou-me as seguintes práticas básicas da fé messiânica:

  1.  Recebi 10 Johrei por dia;
  2.  Manter a flor de luz em casa;
  3.  Assistir aos cultos;
  4.  Fazer a prática do sonen;
  5.  Ler os ensinamentos de Meishu-Sama.

Em 3 meses de recebimento de Johrei e outras práticas básicas, o desejo de procurar igrejas de adivinha passou; passei a dormir em condições; nunca mais ouvi choros de gato na minha porta e no teto.

Certo dia, madruguei para ir à igreja, após o culto, removi o pano que cobria a ferida mas a maioria dos fiéis não conseguia encarar. De regresso a casa, recebi 2 500, 00 kwanzas para ir ao hospital fazer tratamento. Mas, achei melhor agradecer pelo problema que estava a vivenciar apostando unicamente no recebimento de Johrei. Em 4 meses obtive melhorias significativas. Mas, por ingratidão, deixei de frequentar com afinco, porque a ferida já não cheirava mal.

Porém, quando não fosse à igreja, a ferida reabria e tinha maus sonhos. Passei a ter vergonha de sair à rua, dificilmente ia receber Johrei, mas pacientemente, o responsável e a sua equipe incentivavam-me a receber muito Johrei. Assim, tomei a decisão de assistir aos cultos matinais e vesperais, e em menos de um mês as feridas cicatrizaram na sua totalidade.

Para agradecer, encaminho pessoas a porta da igreja, distribuo flores e sou candidato a próxima outorga para melhor servir a Obra Divina.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados pela permissão de utilizarem a irmã Amélia para o meu encaminhamento.

A todos o meu muito obrigado!