Chamo-me Aécio Mário Gaspar, Aeciotenho 24 anos de idade, sou membro. Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique no mês de Abril de 2014, por intermédio do meu colega de trabalho, senhor Hermenegildo Magombe, membro da Igreja.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram de conflitos familiares e, consequentemente, falta de paz espiritual.

Desde a minha adolescência que tinha sempre dificuldades em concordar com algumas atitudes ou decisões que os meus pais tomavam em relação a qualquer assunto e isso fazia com que eles se chateassem comigo e algumas vezes chamavam-me de rebelde. Certa vez, pedi ao meu irmão mais velho para comprar algumas coisas na África do Sul, onde ele trabalhava, mas ele não trazia. Quando pedisse meu dinheiro de volta, acabávamos tendo conflito. Quando comecei a trabalhar, o meu pai passou a pedir para que eu comparticipasse de algumas despesas e eu aceitei, mas a cada mês que passasse, ele exigia que aumentasse o valor da minha comparticipação e chegou uma altura em que eu não podia mais, de tão alto que era o valor. Quando o comuniquei que não podia mais, ele chateou-se comigo. Foi assim que cresci, com essa situação me incomodando.

Em meio a esse sofrimento, eu estava triste, o meu colega viu o meu estado, perguntou o que se estava a passar, contei-lhe toda a situação que estava a enfrentar. Ele falou-me da Igreja e passei a frequentar. À medida que o tempo ia passando, fui notando mudanças no meu estado de espírito, pois a minha auto-estima melhorou bastante e os problemas que tinha em casa passaram por completo, sendo que chegamos a um entendimento e assim passou a reinar harmonia no nosso lar.

Por estas graças recebidas, materializei a minha gratidão e comecei a preparar-me para receber o sagrado Ohikari.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a prática da gratidão.

Quando comecei a preparar-me para receber o Ohikari e a imagem de Kannon, o irmão Hermenegildo falou comigo sobre o donativo especial, como forma de acelerar a minha outorga. Ele explicou que já havia feito e que não lhe faltou nada naquele mês. Eu fiquei com dúvida, pois já me tinha comprometido com o meu pai de mensalmente entregar-lhe algum valor para as despesas da casa, mas decidi experimentar e de facto, não faltou nada. De forma surpreendente, consegui dinheiro para custear todas as despesas e como havia corrido tudo bem, fiz o donativo especial durante os 3 meses que se seguiram e assim concluí o donativo para o recebimento da imagem de Kannon e Ohikari. No mês que seguinte, após ter concluído com os donativos, decidi que não iria fazer o dízimo, pois como já havia feito o esforço máximo 4 vezes seguidas, decidi me auto presentear com um telefone com internet, pois com o salário, daria muito bem e sobraria para algumas despesas, menos para o dízimo.

Naquele mês, houve algum problema com o banco e a empresa não podia pagar os salários por depósito bancário, conforme era normalmente feito, e o mesmo foi dado em mãos. De noite, fui à escola e depois saí com alguns colegas e fomos para casa. Já á caminho, fui comprando refrescos para todos e assim foi a viagem. Íamos parando para que os meus colegas descessem e numa dessas paragens, a minha carteira caiu, contendo os meus documentos, cartões de banco e o meu salário todo, mas só fui notar isso quando ia descer. Um dos meus colegas deu-me um valor para o transporte para ir trabalhar durante a semana.

Voltei aos locais onde paramos, mas não encontrei. Fui para casa e encontrei o meu pai que já estava à espera da minha contribuição e expliquei-lhe o sucedido.

No dia seguinte, encontrei-me com o irmão Hermenegildo e contei o que havia sucedido. Ele orientou-me a pedir perdão por não estar com o Sonen alinhado com relação à gratidão e que eu agradecesse pela purificação. Quando ele disse que eu devia agradecer, reclamei:

– Hermenegildo, você está a brincar! Agradecer por ter deixado o meu salário cair?

Ele respondeu que mesmo que eu não entendesse, devia agradecer. Assim o fiz e agradeci.

Passadas 3 semanas, estava na sala de aulas a fazer um exame e apareceu uma delegada da escola e pediu para falar comigo. Saí da sala, ela perguntou o meu nome completo e se tinha perdido uma carteira. Entregou-me um número de telefone e disse que devia ligar para a pessoa que estava em posse da minha carteira com tudo dentro, incluindo o meu salário.

Incrédulo, contactei a pessoa, fui ao seu encontro e realmente estavam lá todos os meus documentos e o salário, incluindo os centavos. Estava tudo lá, intacto. A pessoa que encontrou a carteira, disse que viu quando a carteira caiu, mas quando foi atrás para chamar-me, o carro já estava distante. Agradeci bastante e fui directamente à Igreja fazer o meu dízimo. Na semana seguinte, entrou o meu salário na conta e não pensei nem sequer uma vez e materializei logo a minha gratidão. Desde então, nunca mais hesitei em fazer o dízimo. Mesmo que eu esteja apertado financeiramente, o dízimo não pode falhar.

Aprendi que a base da nossa fé é o sentimento de gratidão e o cumprimento das orientações básicas da fé messiânica. Já me cadastrei, encaminhei 5 pessoas e tenho a horta caseira feita.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados por tudo o que aconteceu na minha vida.

Aos ministros, membros e frequentadores, o meu sincero agradecimento. Em especial, ao irmão Hermenegildo por me encaminhar à Igreja e cuidar de mim.

Muito obrigado.