Chamo-me Rosa Armando Tensião Alafo, sou membro desde 2004.Untitled

Logo que me tornei membro, dedicando com o grupo jovem, pelo qual posteriormente tornei-me Responsável, tinha como tarefa distribuir flores de luz, fazer marchas nos hospitais, mercados e outros locais, o que me permitiu ter um contacto mais frequente com a flor. Foi então que nasceu o meu amor pelas flores e a vontade de fazer difusão através delas.

Nessa altura, ia de porta em porta para oferecer a flor de luz e o Johrei. Com isso, pude vivenciar várias experiências de fé e pessoalmente, a minha convicção de que o Messias esperado pela humanidade era Meishu-Sama, solidificou-se em mim.

Volvidos alguns anos, ganhei a permissão de ingressar nas aulas de Ikebana. Foi um momento de muita emoção, pois sempre quis saber fazer os belíssimos arranjos florais que via a Professora Selma a confeccionar no altar da igreja. Eis que desde então começou a minha interação mais profunda com as flores.

Há medida em que me envolvia com as flores, levando-as para casa, para o meu local de trabalho e outros ambientes familiares, começou a minha transformação interna.

Eu que era uma pessoa muito pessimista, nervosa, explosiva, sem autoestima e muito crítica em relação a mim mesma e ao mundo, aprendi através das flores, a olhar a beleza da natureza à minha volta, a ser menos crítica e sobretudo a entregar e confiar em Deus e Meishu-Sama todas as dificuldades.

Hoje, depois de 9 anos de aulas, estou convicta que a minha mudança interior é fruto desse contacto com as flores, o que acabou despertando em mim a vontade de poder levar essa transformação através da flor para outras pessoas

A minha maior experiência com a flor é de facto e sem sombras de dúvidas, a minha transformação interior, e a mudança na vida de meus familiares, pois, na primeira aula, estava séptica de que a flor poderia realmente transformar a minha vida e de outras pessoas. Mas, uma das grandes mudanças que vivenciei após começar a frequentar as aulas de Ikebana foi ver a minha família unida, ultrapassando, dia após dia, os conflitos que eram constantes e superando as dificuldades financeiras que nos assolavam, nascendo em nós a esperança e a confiança de que as nossas vidas tomariam um rumo certo e seguro.

Levando constantemente as flores para casa e para a família, pude constatar algumas mudanças nos meus familiares. O meu irmão mais velho, que não conseguia ter casa própria para viver com a sua esposa e filho conseguiu comprar terreno e construir e logo se mudaram; Os meus 2 irmãos que não trabalhavam, ganharam permissão de irem trabalhar com o meu pai na África do Sul; a minha irmã mais nova, hoje, tem seu lar e sua família, eu graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, casei-me com um missionário da igreja, temos 2 filhos maravilhosos, mesmo depois de os médicos me terem dito que teria dificuldades em conceber.

Com isso, ganhei a convicção no ensinamento de Meishu-Sama que diz que “Se chegarmos ao ponto de termos flores onde quer que hajam pessoas, a força para tornar ameno este mundo será bem grande”.

Com a permissão de Deus e Meishu-Sama, hoje dedico integralmente na equipe do Sanguetsu, ganhei a permissão de abrir uma turma de Ikebana no ano de 2016.

Foi para mim, sem dúvidas, o momento mais difícil, pois nunca havia me imaginado a transmitir qualquer tipo de conhecimento para os outros, muito menos essa responsabilidade de ensinar a Ikebana do nosso mestre para outras pessoas.

Foi um momento desafiante, porém encorajador, pois sempre pude contar com o apoio e orientação da professora Selma, que ajudou-me bastante a superar esse medo e insegurança, aula após aula, através das quais perdi o medo de me comunicar com as pessoas, aprendi a ouvir mais os outros, a aceitar as diferenças, sobretudo no que tange a compreensão do que é transmitido, pois muitas vezes, peço ao aluno para fazer um certo estudo e ele faz um outro bem diferente do que lhe foi solicitado. No início, fazia muitas correções, mas agora entendo que cada um entende do seu jeito e coloca na Ikebana o seu sentimento e compreensão das coisas.

Gostaria de compartilhar a experiência de fé de uma aluna.

Uma senhora, Membro da igreja, relatou a uma amiga os problemas que estava a enfrentar, pois não conseguia superá-los, apesar de cumprir com todas as práticas básicas da fé messiânica.

A amiga, depois de ouví-la, convidou-a a fazer as aulas de ikebana e logo de imediato, ela procurou-me para se inscrever.

Não deixo de dizer que fiquei surpreendida com a aproximação dela para se inscrever, visto que ela passa por muitas dificuldades financeiras e no meu interior, achei que em algum momento fosse desistir das aulas ao saber que tem custo fixo mensal. Mesmo assim, encorajei-a a se esforçar para pagar o curso e assim ela tem procedido.

Ela tinha um filho que era desempregado,  vendia e consumia drogas e era desobediente para com a mãe e os irmãos, o que trazia muito sofrimento para a família.

Levando as flores para casa e após ter sido feita a vivência da flor no seu lar, ela encontrou a droga que o filho vendia em casa, deitou tudo fora e queimou. O filho soube e ficou muito revoltado, temendo represálias do seu fornecedor, pois teria que pagar pelo prejuízo. No entanto, não lhe foi cobrado nada e no mês seguinte em que a mãe fez aula, o filho arranjou emprego de Sub-Chefe numa empresa. Ele que andava mal cuidado, hoje se preocupa com a sua aparência. O seu outro filho também arranjou um emprego

É de salientar que ela percorre cerca de 5km à pé para vir assistir as aulas, na maioria das vezes por lhe faltar dinheiro para pagar o transporte, mas sempre faz questão de não faltar, esforça-se em estar na aula e apesar dos apertos financeiros, não deixa aulas por pagar.

Aprendi muito com essa experiência e hoje acredito que o que impede a pessoa de frequentar o curso não é a dificuldade financeira, e sim a força de vontade e a permissão de Deus, pois querendo, comunicando a Deus, Ele nos concede essa permissão e nossa vida se transforma.

Outra experiência de fé está relacionada com as vivências que temos feito nos lares dos membros e fiéis, como preparação ao Culto Anual aos nossos Antepassados.

Desloquei-me à residência de uma aluna para fazer a vivencia e, após a mesma, ela procurou-me para relatar as mudanças que ocorreram na sua família.

A relação com o seu esposo melhorou bastante. Ele que gostava muito de sair aos fins de semana com os amigos, agora prefere ficar em casa com a família. A relação com os filhos melhorou bastante e hoje é um pai mais presente, preocupa-se com o bem estar deles, com as suas necessidades e sempre faz questão de trocar Johrei com a família todos os dias, o que antes não acontecia, o que a deixa muito feliz.

Hoje conto com 3 turmas, somando um total de 44 alunos.

Tenho feito vivências da flor no Johrei Center do Chamanculo, onde ensinamos o plantio de flores, a confecção e manutenção de flores nas residências dos fiéis.

Sou muito grata à Deus e Meishu-Sama pela permissão que me têm concedido de ser instrumento para levar às pessoas, os Ensinamentos sobre a flor, o amor e o respeito à Natureza, pregados pelo nosso Mestre.

 O meu agradecimento especial à professora Selma que tem sido incansável na minha formação e pelas sábias orientações que me tem dispensado.

Aos ministros, professores e fiéis em geral, os meus sinceros e mais profundos agradecimentos à todos.