Chamo-me Odete Bacalhau Rochete, tenho 50 anos de idade, resido em Viana, bairro da Caop B e dedico o meu tempo como Responsável das Experiências de Fé na Sede Central de África.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola, no mês de Agosto de 2002, por intermédio do actual Ministro Bambi.

O motivo que levou-me a frequentar a Igreja Messiânica Mundial, foi a doença dos meus filhos e falta de paz espiritual.

Em 1995, o meu marido foi morto por meliantes, numa via da cidade de Luanda, na tentativa de roubarem o carro e como ele havia mostrado resistência, mataram-lhe. Deus o tenha na Paz!

Assim, começava o meu sofrimento, circunscrito em incertezas sobre a vida, doenças dos meus filhos e tudo isso causou-me uma forte depressão, chegando ao ponto de me encontrar andando no meio da estrada, sem me aperceber.

Quanto à doença, o meu filho mais velho, em quase todos os meses, sentia uma dor no baixo ventre, cujas causas e o respectivo tratamento os médicos não conseguiam identificar. Padecia também de dores nos ouvidos, tendo que fazer lavagem periodicamente, pois quando ficasse gripado, o catarro desviava-se para os ouvidos, criando uma crosta que não o deixava ouvir bem.

A minha segunda filha que sofria de falciformação, naquela época, sofria várias crises à ponto de ter que fazer duas transfusões de sangue. O meu terceiro filho, era alérgico, rebentavam bolhas nos membros inferiores e superiores, que não o deixavam dormir.

Devido à tanto sofrimento, por várias vezes pensei em suicidar-me, junto com os meus filhos. Com isso, fomos viver num bairro distante. Por incompreensão da doutrina, após ser encaminhada, afastei-me da igreja.

Um ano depois, fui reencaminhada, mas o que me ajudou a despertar, foram as pesquisas que havia feito na internet, sobre o Johrei, por causa da doença da minha filha.

Na Igreja, fui recebida pelo plantonista, que me orientou o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a Flor-de-Luz em casa;
  • Assistir os Cultos.

Notei algumas mudanças no estado de saúde da minha filha, pois já não estava tão pálida, as palmas das mãos e os lábios estavam mais avermelhados, assim como, a tonalidade da sua pele mais escura. O meu filho mais velho melhorou e o terceiro também. Na altura, tinha apenas vinte dias de dedicação e o estado de depressão vividos durante os sete anos, passou.

Essas mudanças despertaram em mim o sentimento de gratidão e o servir que culminou  com a minha outorga.

A experiência de fé que passo a relatar está relacionada com a vivência da flor e o donativo de pedido de perdão.

Neste ano, como preparação de mais um aniversário de falecimento do nosso saudoso Reverendo Francisco, o Presidente da IMMA orientou-nos a fazer uma campanha de vivência de flores, por gratidão.

Pedi à minha filha que fizéssemos esta dedicação. Começamos pelas 9 horas da manhã, batendo as portas dos vizinhos, membros e frequentadores do bairro. Como estava a chuviscar, ela terminou mais cedo e eu continuei até às 16 horas do mesmo dia. Quando cheguei à casa, fomos ao altar para agradecer pela permissão que tivemos de participar desta dedicação.

Sentei-me e comecei a refletir em como não era difícil fazer as pessoas felizes através da vivência e naquele instante, lembrei-me de uma situação que havia acontecido há 25 anos atrás.

Eu tive o meu primeiro filho aos 18 anos e como era muito jovem, o pai do meu filho, na época não assumiu a paternidade e muito menos eu, argumentado que não tinha condições. Isso criava descontentamento para a minha mãe, gerando um conflito passivo, que me causava muito sofrimento. Para sustentar o meu filho, procurei um emprego, uma colega mais velha simpatizou-se tanto comigo que passei a desabafar o meu sofrimento com ela.

Para ajudar-me na educação do meu filho, o casal apadrinhou-os, minimizando assim o meu sofrimento. Como eles tiveram que seguir em viagem diplomática, deixaram-me a cuidar da casa em que viviam e sem a autorização dos meus pais, saí com o meu filho e fui viver na referida casa. Como já tinha um outro relacionamento, do qual nasceu a minha segunda filha, apesar de os meus pais o conhecerem, juntamo-nos sem fazer apresentação e muito menos o pedido de casamento, os meus pais conheceram a família do malogrado no seu óbito.

Reflecti sobre este ponto e percebi que eu mesma fui a causadora do meu próprio sofrimento. Senti ainda que havia desapontado os meus pais. Sendo assim, procurei a minha mãe para pedir perdão. Parecia até que ela estava à minha espera. Desabafou todo o seu sofrimento e como o meu pai sentia-se pelo tamanho do erro que eu havia cometido.

Graças a Deus, ouvi tudo com gratidão e apesar de em alguns momentos sentir raiva do que estava a ouvir, pedi-lhe perdão e ela aceitou, graças à Deus e ao Messias Meishu-Sama. Fui então orientada a materializar um donativo especial de pedido de perdão direccionado ao espírito do meu pai. Depois que materializei o donativo, sonhei com ele, muito feliz.

Desde então, ganhei mais força para fazer a vivência da flor, sendo que até este preciso momento, já o fiz com 46 famílias, dentre os quais, meus familiares, colegas, vizinhos, membros e frequentadores.

Ganhei a permissão de ouvir uma experiência de fé sobre o donativo direccionado à alguma situação de dívida profunda, que me fez reflectir sobre uma situação que eu vivo há aproximadamente 7 anos.

Passo a relatar:

O meu filho mais velho viu-se mergulhado em dívidas de avultada soma, chegando ao ponto de lhe retirarem o meu carro. Várias vezes fui abordada sobre esta situação, como eram muitas ameaças e devido à pressão que as  pessoas faziam, como mãe, assumi parte da dívida. Com tudo isto, fiquei magoada e com muita raiva. Ele não conseguia explicar-me o porquê daquele comportamento.

Depois que ouvi aquela experiência, o meu sentimento mudou com relação à tal situação e reconheci que na verdade aquilo não passava de um pedido de socorro dos meus antepassados, pois o meu avô paterno, que era o líder da comunidade, havia contraído muitas dívidas, tendo partido para o Mundo Espiritual sem saldá-las. A minha tia, sua filha mais velha, teve que trabalhar nas lavras da aldeia para pagar as dívidas deixadas pelo pai e mesmo assim, não conseguiu liquidá-las na totalidade, pois também partiu para o Mundo Espiritual.

Assim, mudei o meu Sonen, deixei de lamuriar e criticá-lo e passei a agradecer pela purificação, materializando assim um donativo especial de 50% para a construção do templo, para que os meus antepassados presos naquele sofrimento, fossem salvos.

Sei que depois de ter feito a limpeza na casa do meu filho e a vivência da flor, ele voltou a dedicar, na companhia da sua esposa, uma vez que se tinha afastado da igreja por mais de cinco anos, vindo à igreja esporadicamente para assistir os cultos especiais, com a minha obrigação.

Um mês depois de voltar a dedicar,  ganhou a permissão de constituir uma empresa de assistência técnica e montagem, que lhe possibilita pagar algumas dívidas. Ganhei também a permissão de reencaminhar um membro afastado há mais de 12 anos e mais força para encaminhar e cuidar de pessoas.

Por permissão de Deus e do Messias Meishu-Sama, tenho  duas pessoas que despertaram para receber o Ohikari, coisa que não acontecia há algum tempo. Sinto-me mais tranquila emocional e espiritualmente.

Aprendi, com esta experiência de fé, que a vivência da flor salva as nossas raízes familiares.

Comprometo-me em fazer a vivência da flor no lar de 100 famílias e empenhar-me, cada vez mais, na tarefa das experiências de fé.

Já me cadastrei, tenho a horta caseira feita, por permissão de Deus e do Messias Meishu-Sama, encaminhei 221 pessoas, das quais 33 são membros, cuido de 2 casas de frequentadores e estou ligada à uma Rede de Salvação.

Agradeço à Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados, pela permissão de conhecer a Igreja Messiânica.

Aos Ministros, Responsáveis, Membros, Frequentadores e à todos que comigo partilharam a minha experiência de fé, os meus sinceros agradecimentos.