Chamo-me Antónia Pinto de Boa Esperança, tUntitledenho 61 anos de idade, resido no Bairro da Quinta de Santo António, sou membro, dedico no Centro de Aprimoramento de Almeirim e faço parte da Rede de Salvação “Rede da Paz”.

Conheci a I.M.M.S.T.P em Julho do ano 2008, por intermédio da minha amiga Isabel Madre Deus, membro desta instituição religiosa.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram conflito conjugal e doenças. Padecia com tensão arterial, aquecimento em todo o corpo e insónia; A minha filha sofria com paludismo con
stante e dores de barriga; O meu filho via vultos de pessoas em casa o que lhe deixava perturbado e amedrontado.

Depois de ser encaminhada à Igreja e entrar em contacto com as práticas básicas da fé messiânica tais como: Johrei, prática do sonen, flor natural e outras, tudo melhorou consideravelmente. O meu filho deixou de ver vultos em casa e a dor de barriga infernal que incomodava a minha filha cessou.

Para agradecer essas mudanças, despertei para materializar o meu donativo de primeira graça e de outorga, fui outorgada no dia 16 de Agosto de 2008, junto com a minha filha mais nova. 3 meses depois, o meu filho foi outorgado, seguidamente meu marido, tornando toda família messiânica.

A experiência de fé que passo a relatar para os senhores, está relacionada com a grande permissão que tive em peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga – Brasil.

Desde que conheci a Igreja Messiânica Mundial, ouvia falar da peregrinação aos Solos Sagrados, nasceu em mim o desejo de um dia chegar a esses locais sagrados da nossa Igreja. Foi assim que comecei peregrinando à Sede Central de África, por 4 vezes, sendo a última o ano passado. Todas essas peregrinações, foram custeadas pelo meu marido que também teve a permissão de peregrinar à Sede Central de África por 4 vezes, a qual manifesto a minha eterna gratidão.

De algum tempo a essa parte, o meu marido vinha tentando peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga, ou seja, desde a sua primeira peregrinação a Sede Central de África em 2009. Das várias tentativas feitas, inclusive em 2012 mesmo com todas as condições reunidas – passagem comprada, dinheiro para a parte terrestre, não conseguiu peregrinar porque não lhe foi concedido visto de trânsito de Angola para Brasil. Mesmo assim, ele nunca desistiu do objectivo, assumindo-o como seu desafio de fé em todos esses anos.

Ao entrarmos em 2018, coloquei no meu sonen que também deveria ir ao Brasil para participar no Culto às Almas dos nossos Antepassados. Fiz a minha inscrição assim como meu marido e começamos a preparação, empenhando-nos nas práticas básicas com sonen de ganharmos essa permissão.

Com o aprofundar na ministração do Johrei, donativos de gratidão, confecção e distribuição de flores, participação activa nas construções com tempo e dinheiro, empenho no encaminhamento de pessoas a fé, as condições espirituais e matériais foram melhorando aos poucos.

No entanto, já na fase final para a peregrinação, começaram a surgir várias barreiras tais como: meu marido começou a encontrar obstáculos na liberação de uma certa quantia em dinheiro referente a um trabalho que ele havia feito para uma instituição; comecei a sonhar frequentemente com pessoas e coisas estranhas, entre outras barreiras a impedir-nos de materializar esse objectivo traçado. Ao enfrentar essas adversidades, fui perdendo força e a ficar cabisbaixa ao ponto de querer desistir da peregrinação. Ao relatar para o meu responsável o que vinha enfrentando, este me orientou a manter o sonen positivo e intensificar as dedicações.

Ao receber esse incentivo, ganhei força e fui aprofundando nas dedicações aumentando a distribuição de flores, ministração de Johrei aos vizinhos e outras pessoas na cidade de Santana onde tenho grande parte dos meus antepassados e descendentes paterno. Criei um desafio de desapegar de alguns dos meus pertences vendendo-os para fazer um donativo especial de construção direcionado a construção da Sede Central de São Tomé e Príncipe. E também tomei a decisão de ir à localidade de António Soares distribuir flores e depositar Ikebanas no local onde o meu avô materno tinha casa. Tudo isso com o  sonen de ganhar a permissão de peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga e participar do Culto às Almas dos nossos Antepassados.

Ao materializar essas decisões, milagrosamente o que parecia perdido, veio a se concretizar. Já na reta final do dia programado para a saída da caravana conseguirmos o valor necessário para custear as despesas de peregrinação. De realçar que o responsável nos dizia:

Embora com o valor nas mãos e com toda a documentação em dia, só estaria concretizada a viagem depois de chegarmos no Solo Sagrado, isto porque peregrinar não é só ter dinheiro. É pela permissão.

Graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, partimos de São Tomé no dia 22 Outubro, via Luanda, onde permanecemos por 2 dias, o que nos permitiu dedicar no Solo Sagrado de África, em Cacuaco.

Ao chegarmos no Solo Sagrado, dentre os que se encontravam no Templo, estavam também três membros santomenses que ansiosamente nos aguardavam. Saudaram-nos efusivamente com abraços e cânticos. Durante a oração, um espírito manifestou-se numa delas, revelando que vinham tentando impedir a peregrinação dos caravanistas santomenses, porque as orações feitas aqui, em São Tomé estavam a estragar os seus trabalhos. Também disse que há muito tempo procuravam sangue para chupar, mas eram sempre impedidos por um senhor branco que aparecia em toda parte.

Nom sca góló sangue pa nom bêbê yô dano zá.  Tudo camiã cum nom cá bé, nom cá bê sunguê blanco. Êlê manda cu non sá cú léva.(Estamos a procura de sangue para bebermos há muitos anos. Todos os lugares onde vamos vemos sempre um senhor branco que dificulta o nosso trabalho. É por isso que estamos revoltados.)

Era um espírito de baixo nível, muito bravo, apegado a Era da Noite e só foi possível encaminhá-lo depois de muitas orações.

Na quarta-Feira, dia 23 de Outubro, junto com os caravanistas angolanos viajamos para São Paulo – Brasil, onde juntamo-nos aos de Moçambique, Serra Leoa e África do Sul formando apenas um grupo denominado caravanistas de África.

No Brasil foi tudo uma maravilha, desde a preparação para o culto até ao mais pequeno detalhe. Diariamente, tínhamos que participar no desafio de orações, culto matinal e em seguida dedicações. Havia fartura em tudo, a alegria dos membros era contagiante, a paz e tranquilidade daquele lugar eram únicas e jamais vistas por mim.

Num dos passeios que fizemos aos supermercados, tive a permissão de assistir 5 pessoas com Johrei, falar da igreja e incentiva-las a procurar a Igreja Messiânica Mundial.

A apresentação das mulheres messiânicas de São Tomé e Príncipe foi motivo de exaltação dos messiânicos do Brasil, quando exibimos o nosso traje tradicional. Com isso, a felicidade tomou conta de todos. A alegria, as brincadeiras, os abraços, as sessões de fotos eram constantes deixando-me emocionada. Pois, era primeira vez na minha vida a ter uma convivência desse género em que não se via a diferença de raça, status social, nem aparência física.

Não obstante essa alegria, ainda no Solo Sagrado, tive notícias que me deixaram mais alegre do que já estava. A minha filha que vive em Portugal, ligou-me comunicando que o pedido de nacionalidade portuguesa que havia solicitado há mais de 5 anos foi liberada.

É de realçar que essa mesma filha que sempre viveu em casa de renda, em Portugal por muito tempo, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, com esse esforço da minha parte em peregrinar ao Solo Sagrado do Brasil, ela ganhou a permissão de obter a casa própria.

Com esforço feito para peregrinar, experiências vividas e graças recebidas de Deus e Meishu Sama, aprendi que Deus está no comando de tudo nas nossas vidas. Contudo, devemos ser cada vez mais gratos, colocar o servir ao próximo acima de tudo e que Deus liberará sempre mais coisas boas para nós.

Agradeço ao Supremo Deus, Messias Meishu-Sama e aos meus Antepassados por me terem encaminhado a este caminho da salvação.

Esse sentimento é extensivo ao meu marido por tudo que tem feito por mim e pela nossa família.

Não gostaria de terminar sem expressar o meu agradecimento aos ministros, responsáveis de unidade e a todos os irmãos que de forma directa ou indirecta contribuíram para que pudéssemos ganhar a permissão de peregrinar ao Solo Sagrado de Guarapiranga este ano.

O meu próximo desafio é peregrinar aos Solos Sagrados do Japão para receber mais luz, força e sabedoria de participar na construção do primeiro Solo Sagrado de África em Angola e a nossa Sede Central em Palmar.

Muito obrigada.