Chamo-me Maria Imaculada Uliwé, 62025634_2451057461830836_7414923675452833792_ntenho 29 anos de idade, sou membro e dedico como auxiliar do Grupo Terra do Johrei Center da Canata. Conheci a IMMA, no mês de Fevereiro de 2013, por intermédio da irmã Carla Henda, membro desta igreja. Os motivos que me levaram a conhecer a fé messiânica foi doença e insónia.

Os meus problemas tiveram início em 2012, quando comecei a sentir dores constantes de cabeça, tenção alta, dor do peito, maus sonhos e ouvia vozes em casa, durante um ano. Esta situação fez-me frequentar hospitais e um curandeiro, tendo gasto avultadas somas em dinheiro, mas sem melhorias.

Foi neste quadro de sofrimento que fui encaminhada à Igreja, onde fui recebida pela plantonista que após ouvir-me atentamente orientou-me o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Dedicar no banheiro;
  • Manter a flor de luz em casa;
  • Assistir aos cultos, encaminhar outras pessoas e distribuir flores.

Não tive dificuldades no cumprimento das orientações. Visto que me dedicava na prática do recebimento de Johrei, em pouco tempo de frequência comecei a notar melhorias significativas e ganhei a permissão de me outorgar em Junho de 2013. Depois de ter minha saúde restabelecida, ganhei a graça de ser mãe pela segunda vez. Ultrapassada a fase de doenças e insónias, comecei a prosperar, deixei de trabalhar por conta de outrém e como cabeleireira de profissão, optei por abrir meu próprio negócio – um salão de Beleza. De princípio, conciliava as dedicações e minhas actividades laborais. Com o tempo, cai na ingratidão, já não sentia mais vontade de retribuir na mesma proporção que ganhava as graças. Com relação ao Johrei, ministrava apenas quando me lembrava, passei a alegar não ter tempo para dedicar, optei por passar a frequentar a Igreja do meu parceiro, foi então que peguei o retrato de Meishu-Sama, coloquei em um saco preto para devolver. Movida pelo egoísmo e apego, passei a dar mais importância aos bens materiais, e quando menos esperei os conflitos com meu esposo iniciaram, abrangindo o resto da família dele, sobretudo minha sogra e cunhada. Nesta mesma fase meu Ohikari desapareceu, meu negócio que tanto prosperava entrou em falência, me vendo obrigada a arranjar outro emprego. Como se não bastasse, pouco tempo depois, os conflitos atingiram proporções alarmantes, chegando ao ponto de encontrar os meus pertences fora de casa. Diante de lamentável realidade, pus-me a chorar e a reclamar: “Como é possível, uma casa construída e mobiliada juntos, hoje ser expulsa que nem um cão sarnento sem a mínima consideração!

Receberam-me os filhos, fiquei impedida de vê-los. Voltei à casa da minha mãe, onde o desgosto de não ter os meus filhos por perto,  consumia-me dia a dia e comecei a emagrecer. Fui aconselhada a lutar pela guarda dos mesmos em Tribunal, mas desde que abriu-se o processo, passado um ano, dada a morosidade e a complexidade do caso, perdi a esperança e não vi outro consolo senão no álcool e festas. Passei a consumir excessivamente bebidas alcoólicas. As tentativas de manter um relacionamento fracassava.

Após o meu regresso à Igreja, em Janeiro de 2018, fui orientada a fazer a reflexão profunda e me empenhar na dor e no sofrimento de outras pessoas, sobretudo no meu bairro, onde ganhei a permissão de recuperar 3 membros afastados, encaminhar 8 pessoas que se encontram a frequentar e materializar o donativo especial da construção do Templo Messiânico. Como resultado, dois dias depois da materialização recebi uma ligação do Tribunal para informarem que tinha sido reaberto o processo. No final, felizmente ganhei a causa e não só tive a permissão de ter meus filhos de volta, como também, passei a receber uma pensão mensal para o sustento deles e arrendar uma casa mais espaçosa.

Quanto a orientação de aprofundar na dor e no sofrimento de outras pessoas, nesta fase, apercebi-me que minha cunhada estava com sua filha a purificar e atravessava muitos problemas, conflitos com sua sogra e dificuldades financeiras extremas que agudizaram com a morte do esposo. Embora nossa relação na altura estava mal, devido aos conflitos constantes que sua família tinha comigo, sobretudo sua mãe e ela, ao me aperceber, do sofrimento que estava a atravessar, coloquei nossos desentendimentos do passado de parte e pedi a Deus que sempre que fosse visitá-la e prestar assistência, que não fosse eu, mas sim o Messias Meishu-Sama me utilizando como Seu instrumento. No inicio houve muita resistência de sua parte, até que sua filha de forma repentina começou a sentir fortes dores no pé e como consequência inflamou a perna, ao ponto de não conseguir andar, o que fez com que procurassem ajuda médica. No hospital, após os diagnósticos feitos, rejeitaram-na dizendo que tal problema tinha de ser resolvido com tratamento tradicional. Foi assim que insisti para que viesse à Igreja. Levou a sua filha às costas,  após receberem Johrei durante o dia inteiro, ao chegar em casa, notou que a ferida de sua filha jorrava muitos líquidos, assustada ligou para mim, expliquei-lhe que tal processo era necessário para sua recuperação e que ingeri-se bastante líquidos. No dia seguinte, a perna desinflamou e a menina já conseguia pousar o pé. Ela continuou a ser assistida diariamente, com Johrei e oração, dias depois a ferida cicatrizou de forma surpreendente. Isso motivou bastante a minha cunhada a tomar a decisão de passar a frequentar, após um mês empenhada nas praticas básicas, as dificuldades financeiras e conflitos constantes com sua sogra, uma vez que a após a morte de seu marido, foi-lhe vedado ou impedida de permanecer na residência onde vivia com o mesmo, receberam-lhe ainda toda a documentação que lhe possibilitaria a receber o subsidio de viúva e de órfão, para os seus filhos, juntamente com o cartão do multicaixa. Desempregada com 3 filhos para criar, e sem saber onde morar, não tendo apoio de que tanto precisava de sua família, não mediu esforço no cumprimento das orientações e como resultado, após ter começado a praticar o dizimo, teve um sonho com o marido dando-lhe esperança que toda dificuldade que estava a viver em breve terminava. A partir dai, sua sogra que dava-lhe apenas 1 000 kwanzas mensalmente para o sustento, passou a dar-lhe 7 mil, sempre que recebesse o valor de sua sogra, se consumisse dos produtos adquiridos pelo dinheiro dado pelo a sogra já não passava mal, ao ponto de ficar de cama como acontecia antes. Com este valor materializou pela primeira vez, o donativo especial de construção do Templo Messiânico. Com cumprimento das orientações, sua sogra pediu-lhe desculpa pela sua atitude e entregou toda a documentação que estava em posse do filho, para que ela conclui-se o processo junto da segurança social para o recebimento dos subsídios, o que veio a se tornar realidade no passado mês de Fevereiro do ano em curso.

Do primeiro valor recebido, fez o compromisso de materializar como donativo especial de construção do Templo Messiânico. Após a materialização, passado alguns dias, ela foi chamada pela segunda vez, na qual lhe entregaram todo o valor que tinha a receber, como subsídio de viúva e de orfão durante seis meses, apesar de ultrapassar o prazo estabelecido por lei para o efeito. Com isso, conseguiu ultrapassar algumas dificuldades mais urgentes como o arrendamento de uma casa para os seus filhos, liquidar algumas dividas deixadas pelo marido e dar continuidade ao donativo de gratidão diária. Como gratidão, já materializou o donativo de outorga e é candidata confirmada a próxima outorga . Actualmente minha relação com a família dela ou de meu ex – marido é amigável.

Mesmo não tendo recuperado o meu marido hoje sou feliz, porque recuperei o respeito da sua família, convivemos mais tempo juntas. Pela permissão de Deus e do Messias Meshu-Sama, eu e minha cunhada estamos a cuidar da expansão do bairro, cuidamos de 16 casas, com um total de 95 famílias, das quais 22 são frequentadores internos e estão a vivenciar inúmeras mudanças em suas vidas.

Com todas estas mudanças, aprendi que independente da desavença ou desentendimentos que possam ter com os nossos semelhantes, quando somos chamados para servir a Obra Divina, devemos afastá-los e aprofundar somente na missão a nós confiada. Meu compromisso é de continuar a servir melhor a Obra Divina.

Agradeço a Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados que me concederam a permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação. A minha gratidão é extensiva a senhora Carla Henda.

Aos ministros, membros e frequentadores a minha eterna gratidão.

Muito obrigada.