Chamo-me Eva Lourenço, Untitled1sou membro e dedico no Johrei Center da Beira como Responsável. Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Moçambique em 2011, encaminhada pela minha irmã Eduarda Lourenço, membro da igreja.

Os motivos que me levaram a conhecer a igreja foram conflitos familiares, depressão, medo e falta de paz espiritual, que foram ultrapassados com o cumprimento das práticas básicas da fé messiânica.

A experiência de fé que passo a compartilhar está relacionada com a protecção divina.

No passado dia 14 de Março do corrente ano, a Província de Sofala foi fustigada pelo ciclone IDAI. Naquele dia, estava em constante sintonia com o Ministro que orientou-nos a orar a cada uma hora, orientação esta que imediatamente transmiti aos fiéis e estávamos todos em sintonia em estado de oração. A medida que ia anoitecendo a situação foi piorando, no entanto, ainda era possível comunicar-se com o Vice-presidente, que deu a orientação de orar em sintonia diante do altar. Assim fiz, por volta das 20 horas após as ultimas ligações, sendo que seguidamente ficamos incomunicáveis. Os meus vizinhos pediam socorro porque haviam tectos a desabarem. Pude socorrer alguns deles, abrigando-os num dos compartimentos da minha casa, sempre em estado de oração. Porém, por volta de meia-noite, chegou a vez da minha casa, onde todo tecto desabou, de uma ponta a outra. Por desespero, gritava incansavelmente, chamando por Meishu-Sama. Todos os vizinhos rezavam cada um a sua maneira. Era um caso inédito, jamais visto, um verdadeiro divino drama. Ficamos todos debaixo de uma pequena laje, que por sinal era a casa de banho, mas foi exactamente ali onde ficamos abrigados em pé até ao amanhecer, assistindo tudo a desabar. Era realmente um cenário desolador e sem nenhum sinal de comunicação. As ruas ficaram intransitáveis, árvores e postes de energia todos caídos, água até a cintura.

Quando amanheceu, notei que havia perdido tudo, as duas fotos do Messias Meishu-Sama, a imagem de Kannon, a imagem da Luz Divina, o altar do lar e todos bens matérias. Esta purificação abrangeu a todos membros e frequentadores que também perderam os seus tectos, algumas paredes desabaram e membros que também perderam a foto do Messias Meishu-Sama. Há algo que de precioso que nos foi poupado: a saúde. Ninguém sofreu, nem perdeu a vida entre membros e frequentadores, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Saí a procura de abrigo usando roupas molhadas, pois tudo estava submerso e fui acolhida pela vizinha que deu-me um quarto onde pude ficar 2 dias.

No terceiro dia, eu pensei: “Messias Meishu-Sama, eu não posso ficar quieta, dai-me forças, eu preciso recompor a minha casa.”

Precisava de barrotes, mas não tinha dinheiro e nem sabia como comprar, mas precisava comprar. Então, pedi: “Meishu-Sama, por favor vamos juntos, eu quero cobrir uma parte da minha casa, vamos, por favor Meishu-Sama, me ajude a conseguir ter barrotes.” Assim foi, chegado ao local, toda húmida, de salientar que fiquei uma semana com roupas húmidas, a chuva não parava, disse:

– Bom dia, preciso de barrotes, quero cobrir a minha casa, mas não tenho dinheiro.

Dei-lhes a indicação da minha casa e local de trabalho e deixei ficar o meu contacto, prometendo que logo que a situação normalizasse, podiam procurar por mim para pagar. Olharam para mim, sorriram e disseram:

– Realmente uma senhora com alto sentido de responsabilidade não pode estar a mentir.

O dono ordenou que me dessem os barrotes e levei para casa. Senti que Meishu-Sama fizera aquele milagre, pois na situação em que a província estava, poucas eram as chances de darem voto de confiança a pessoas desconhecidas. Chegado a casa, apanhei as chapas que consegui recuperar e cobri apenas dois quartos.

Mais uma purificação assolou-me naquela noite, os ladrões aproveitaram-se do ciclone e roubaram uma boa parte das chapas, foi uma noite de vandalismo um lado e o ciclone do outro. Os oportunistas roubavam chapas sem piedade. Consegui recuperar mais alguns bens de dentro de casa e coloquei-os no carro, mas depois transferi para a casa de um dos vizinhos. Alguns dias depois, apareceram alguns bandidos que, pensando que haviam bens de algum valor, vandalizaram o carro, partindo o vidro de trás para tentar roubar os bens que lá estavam. Por todas essas purificações, com coração agradecido materializei meu donativo de gratidão, foram quatro dias sem comunicação e quando finalmente conseguimos falar com o Vice-presidente e o Ministro foi um verdadeiro alívio, pois estavam todos apreensivos e desesperados pela dificuldade na comunicação. Seguidamente, fomos fazendo marcha nas casas de membros e frequentadores, cumprindo com a orientação dos superiores e passando o relatório de cada um e não houve quem escapou da purificação, mas graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama, era visível no rosto dos membros, a verdadeira gratidão pela vida e a certeza de que Meishu-Sama preservou-os o que era essencial e que os bens materiais poderiam ser recuperados.

Em meio a toda essa situação, parei para reflectir e recordei-me de um dos Ensinamentos do Messias Meishu-Sama com o título: “Conheça a Vontade Divina.” E disse dentro de mim mesma: “Meishu-Sama muito obrigada por ter demolido a minha casa, porque com certeza, ela não estava de acordo com a vontade divina, não estava do agrado do Supremo Deus.” Na verdade, sempre quis remodelar a casa, mas ia adiando, pensando que haveria um momento certo para tal, mas esqueci-me de que o tempo é Deus e Deus é tempo e porque tudo acontece na hora e momento certo. “Para a construção do novo edifício faz-se necessária a demolição do prédio velho e limpeza do terreno.” Este ensinamento fortaleceu-me. As imagens de Deus e Meishu-Sama foram no lugar da minha vida e da minha família material e espiritual, também porque elas terminaram sua missão e eu preciso reoutorgar para continuar cumprindo minha missão, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama. Hoje eu tenho dito: “Obrigada Meishu-sama, demoli parte da minha casa, mas agora sim, ela está mais bonita, a altura de uma responsável de Johrei Center e sinto que agora está no agrado de Deus.” Nós definitivamente precisamos nos esforçar para estar do agrado do Supremo Deus porque Ele é ordem. Tive seguidamente a graça de receber um carro novo, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama.

Com esta experiência, apreendi vários Ensinamentos, que me ocorreram: “O Acaso Não Existe”, “Na Pequenina Percepção Do Homem, Não Se Projecta O Plano Divinal”, “Contra Os Fenómenos Da Grande Natureza Ninguém Pode Empreender A Força Humana”, “Naquele Fatídico Dia, O Supremo Deus Colocou-nos Todos Na Mesma Proporção E Verdadeiramente Nos Fez Buscar A Essência Da Vida, Que É De Facto O Amor Ao Próximo”.

Meu compromisso é continuar a trilhar este caminho maravilhoso, porque cada vez mais estou convicta que o Messias Meishu-Sama é realmente o Salvador há muito esperado pela humanidade com poder para perdoar e salvar. Acredito que só escapamos porque ainda temos missão no Mundo Material.

Já me cadastrei, tenho a horta caseira, participo da marcha da rede de salvação, cuido de 35 casas.

Aos ministros, missionários, membros e frequentadores o meu muito obrigada pelas orações que nos fortaleceram durante o período da purificação e de forma particular à minha irmã, Eduarda Lourenço, minha eterna gratidão por ter sido utilizada pelos nossos antepassados para encaminhar-me neste maravilhoso caminho da salvação.