Chamo-me António Gomes, IMG_0244tenho 32 anos de idade, resido em Viana, sou frequentador, pertenço ao Grupo Terra, dedico como encarregado do Ensino e auxiliar da Administração no Núcleo de Johrei Bairro Novo Estalagem.

Conheci a I.M.M.A. em 2017, por intermédio da Irmã Anabela Dulce Tomás membro dedicante da nossa Igreja. Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram pobreza e conflitos.

Em Abril de 2015, sofri um corte salarial, trabalhava mas não recebia os salários regularmente, se recebesse era um ou dois meses, o que foi totalizando 12 meses por receber, quando recebesse era apenas para pagamento da renda de casa e as vezes não chegava, ficava em dívida com a dona da casa e as despesas não conseguia custear, só conseguia me manter aos parentes que as vezes nos ajudavam.

Conseguia alguns valores por empréstimo, para a nossa alimentação, depois não tinha como pagar porque mesmo trabalhando não recebia o salário e me perguntava: “Por que trabalhar sem receber o salário?” Como não tinha resposta, deixava passar. Procurava não faltar ao serviço e por vezes mesmo estando doente ia trabalhar. As vezes pensava em procurar outro emprego e assim deixava curriculum em algumas empresas, mas nunca fui chamado, gastei dinheiro para conseguir outro emprego mas não resultou. O tempo foi passando, mas a situação só piorava, não consegui matricular meus filhos por falta de valores, nem para comprar vestuário e calçados para minha família, cheguei ao ponto de não ter o que calçar, a minha esposa vendo esta situação me alertava dizendo: Isto não está bom.” E pedia que fosse a Igreja para poder receber orientação, mas eu não lhe dava ouvidos, porque a forma como ela se dirigia para mim eu não achava a mais correcta.

Devido a esta situação, passou a ter conflitos no lar, minha esposa que falava comigo com modos passou a falar com tristeza, reclamava dizendo a situação não estava boa, que devia ir a Igreja pedir orientação com um tom cabisbaixo.

Certo dia enquanto regressava de uma partida de futebol, ela olhou-me seriamente e disse: “Chimica, vem para te ministrar Johrei porque sonhei que os teus olhos estão inflamados e o pai Silas convidou-te para ir à Igreja mas não aceitaste.” Depois de algumas horas, a irmã Fátima Sebastião apareceu em casa pediu que eu ajudasse a minha esposa a passar a sua experiência de fé e convidou-me para ir à Igreja. Dias depois, desloquei-me a Igreja, fui recebido pelo Vice-responsável que orientou-me o seguinte:

1) Orar ao acordar e antes de dormir;

2) Receber Johrei e peregrinar aos locais de maior luz;

3) Ler os Ensinamentos de Meishu-Sama;

4) Participar dos cultos matinal e vesperal;

5) Manter a flor de luz em casa.

Depois de uma semana de dedicação, pude vivenciar as seguintes graças:

Certo dia, enquanto nos preparávamos para uma peregrinação, recebi o telefonema do meu chefe pedindo que fosse ao seu encontro, depois do deu-me 2.000 kwanzas para o fim-de-semana. O respectivo valor materializei um donativo de gratidão. Duas semanas depois, o meu colega entregou-me 15.000 kwanzas que o meu chefe enviou-me. Agradeci novamente e depois disso as graças continuaram a jorrar, recebi a comissão do aluguer de um armazém que estava sob meu cuidado que há muito tempo ninguém se interessava.

Estava com saudades do meu chefe e tive o sentimento de orar por ele, porque encontrava-se doente há muito tempo. Fui a sua casa e pedi autorização para fazer oração. Alguns dias depois, lamentavelmente, o meu chefe partiu para o Mundo Espiritual. Depois do funeral, quando fui despedir a sua esposa, ela disse: “Cuida da empresa, está nas tuas mãos.”

Dias depois, um dos armazéns pertencentes a empresa foi alugado e deste negócio fui pago alguns meses de salário, dos 12 meses de atraso, fiz o dízimo e o donativo de construção, consegui liquidar algumas dívidas e comprar algumas coisas para casa, coisa que não conseguia fazer há muito tempo.

Graças a Deus, antes não conseguia comprar vestuário para mim e para a família, hoje já consigo, a minha tia que há muito tempo não me procurava, nos visitou. Antes os meus familiares não me ligavam, quando tivessem algum problema, mas desde que comecei a dedicar, ligam pedindo a minha presença. O conflito em casa cessou. Agradeci todas essas bênçãos recebidas de Deus e Meishu-Sama com um donativo especial.

Por permissão de Deus, encaminhei 52 pessoas, das quais 6 estão a frequentar e cuido de 5 casas, com um total de 20 pessoas, faço os donativos correctamente, tenho a horta caseira e participo das marchas de Johrei, limpeza profunda e vivências nas casas dos fiéis. Fruto destas dedicações, passo a relatar duas experiências que vivi em duas casas:

  1. Após a visita do Ministro Alberto Faria na nossa unidade religiosa, na sua palestra falou sobre a importância do nosso relacionamento com os nossos pais e filhos, um dos frequentadores que acompanho, contou-me que o seu avô não teve bom relacionamento com o seu pai enquanto em vida, eu ouvindo aquilo pedi que fosse conversar com o superior, que orientou-o para materializar um donativo de pedido de perdão e elevação espiritual em nome do seu avô, fazendo a vez de seu pai, já que ele é que tinha essa missão. Depois de alguns dias, o seu pai que quase nunca ia a sua casa, visitou-o acompanhado de seus tios e ficaram por muito tempo a conviver em sua casa. Dias depois, o seu pai recebeu um telefonema da Ministra do Ambiente para agendar um encontro com ele, não tardou reuniram e abordaram os problemas que enfrentam no Parque da Kissama, explicou que estavam há três meses sem gerador e a Ministra comprometeu-se a enviar geradores de alta potência, pediu-lhe também os seus dados bancários para depositar uma de oferta pessoal para ele. Passados dois dias os geradores foram entregues e o seu pai será o encarregado dos que vão trabalhar na nova picada que vão abrir no Parque. O frequentador ficou muito feliz pelo seu pai, materializou um donativo especial e encaminhou duas pessoas a unidade.
  2. Minha mãe ligou-me para informar que estava com muita dor de cabeça, fui ao seu encontro e fiz oração para ela, depois de dois dias liguei para saber o seu estado de saúde, disse-me que estava a sentir-se melhor, e que já não estava a consumir os medicamentos. Agradeci com um donativo de gratidão por essa permissão.

Com estas experiências de fé aprendi que Meishu-Sama é realmente o Messias esperado pela humanidade, que veio tirar as pessoas das torturas do inferno.

Meu compromisso é tornar-me membro para melhor servir na Obra Divina e me debruçar na dor das pessoas.

Agradeço a Deus e a Meishu-Sama, aos meus antepassados por me guiarem neste caminho maravilhoso, em especial a irmã Anabela Dulce Tomás que foi utilizada como instrumento no meu encaminhamento.

Aos ministros, responsáveis, membros e frequentadores que tudo fazem para o nosso crescimento espiritual o meu muito obrigado.