Chamo-me Carolina Francisco Paquete, IMG_0613tenho 48 anos de idade, resido em Viana, Bairro Zango III, sou membro e dedico como encarregada do ensino do Núcleo de Johrei do Kitondo.

Conheci a Igreja Messiânica Mundial de Angola, dia 26 de Outubro de 1999, por intermédio da irmã Maria de Fátima de Oliveira Cardoso, membro e dedicante da nossa Igreja.

Os motivos que me levaram a conhecer a Igreja foram doenças, conflitos familiares, pobreza, consumo excessivo de bebidas alcoólicas e sofria de hemorroide, que me deixava muito debilitada.

Perdi a minha mãe quando tinha nove anos, por isso, fui criada por uma tia e aos dezanove anos engravidei, mas o jovem não quis assumir. o que piorou a minha frustração. Entristecida, mergulhei na vida do álcool, noitadas em discotecas, o que originou conflito intenso com a família, eles diziam que eu vivia a desobedecê-los. De realçar, que este conflito e trauma não me tirou o sonho digno de um dia ser formada. Assim, não faltava na escola, até que dia 5 de Abril de 1989, enquadrei-me como docente, para conclusão do meu sonho.

Mesmo tendo emprego, a pobreza e o uso de bebidas alcoólicas eram constantes. Passava as noites em baladas e a consumir álcool. Dia seguinte, aparecia na instituição escolar embriagada e não conseguia dar aulas. Compadecida com meu sofrimento, a irmã Maria de Fátima Oliveira Cardoso, começou a ministrar-me Johrei discretamente.

No terceiro dia, pediu-me os nomes dos meus pais, e passou a cultuar os mesmos, que se encontram no Mundo Espiritual.

Em 1999 com a vinda do Reverendíssimo Tetsuo Watanabe à Angola, ela convidou-me para assistir a um culto na cidadela, no fim do mesmo, disse a ela que não tinha gostado do culto, uma vez pertencer a uma outra religião e que a oração assustou-me. Semanas depois, ela persistiu e convidou-me para assistir o culto no Johrei Center do Maculusso, que também aleguei não gostar até que, num Culto de Elevação às Almas dos Antepassados no Johrei Center do Sambizanga, voltou a convidar-me. Dessa forma, tive a permissão de ver que a igreja afinal era boa, transpirei muito durante o culto; os irmãos nem se importaram com o cheiro de álcool, transmitindo-me confiança, no sentido de continuar a receber Johrei. De noite tinha compromisso com uma colega de serviço, mal saí da igreja, fui directo à casa dela, perdi-me e fiquei fora de casa por três dias, deixando a minha família preocupada com a minha ausência. Quando regressei à casa, fui recebida pelo meu irmão mais velho, que espancou-me ao ponto de inflamar a cara e o corpo todo.

Dia seguinte bem cedo, fui à casa da minha orientadora, como não a encontrei, dirigi-me ao johrei center, onde sem vergonha pedi que me ministrassem Johrei. De seguida, o plantonista ouviu-me e orientou o seguinte:

  • Receber 10 Johrei por dia;
  • Manter a flor de luz no lar;
  • Participar nas dedicações;
  • Participar dos cultos matinais e vesperais.

Cumpri com as orientações e em pouco tempo, senti-me bem. Assim, tornei-me membro para melhor servir a Obra Divina.

A experiencia de fé que passo a relatar para os senhores, está relacionada com o cumprimento das orientações dos nossos superiores, em dedicar nos locais de trabalho.

Fui transferida para uma escola que depois de um mês, começou a ser vandalizada pelos marginais, que levavam as carteiras, os processos escolares, documentos internos, sujavam as paredes e roubavam também valores monetários da instituição.

Como funcionária, não conseguia cumprir com as práticas básicas de altruísmo no local de trabalho. Em Janeiro do corrente ano, foram feitos ajustes salariais não tendo eu permissão para os referidos ajustes, e ainda corria o risco de ser despedida, alegavam não ter atualizado os meus documentos o que não correspondia à verdade. Assim, agradeci e fui fazer um donativo especial de gratidão.

A Directora da escola recebeu uma notificação que seria exonerada com mais alguns funcionários. Essa situação, fez-me reflectir bastante ao lembrar-me das palavras do saudoso Reverendo Francisco Jesus Fernandes:

“Líder não pode ter coração sujo nem pensamentos incorretos, precisa julgar-se e corrigir-se em quanto resta pouco tempo.”

Saí da escola a correr e fui directo para o altar do lar, materializar um donativo especial e renovar o meu compromisso com o Supremo Deus, Messias Meishu-Sama, meus ancestrais e antepassados para me utilizarem como seu instrumento no local de trabalho.

Dia seguinte, fui a primeira a chegar ao serviço, pedi a auxiliar de limpeza que me autorizasse a fazer limpeza na sala da chefe. De seguida, fiz dois arranjos de flores, um para a sala da chefe e outro para a sala dos professores. A mesma quando chegou, perguntou quem tinha embelezado a sua sala.

Sabendo que tinha sido eu, dia seguinte agradeceu pessoalmente e disse: – A partir de agora, passas a ser a responsável de todos os canteiros do jardim da escola.

A seguir, fiz uma lista com os nomes dos chefes e colegas para passar a orar pelos seus antepassados.

Graças a Deus, foi feito a actualização e distribuição das turmas, onde deram uma turma da 2ª classe em que a maioria dos alunos estava com problemas de assimilação. Nas aulas não participavam deixando-me aborrecida e passei a maltrata-los, durante dois meses, pioravam dia após dia. Mas uma vez mudei de sonem, e fui novamente ao altar e pedi ao Messias Meishu-Sama: “Por favor, o senhor nos Seus Ensinamentos diz, que o senhor está no campo da medicina, da educação, da arte e no meio ambiente, então me utiliza nesta arte de ensinar.”, e fiz um donativo especial.

Dia seguinte, na escola comecei a fazer a vivência da flor com os meus alunos, oração na sala de aulas antes de qualquer actividade escolar e ministração de Johrei. Com esta dedicação, alguns professores e alunos de outras turmas despertaram para fazerem a vivência da flor em suas salas de aula.

Para meu espanto, os meus alunos e das outras turmas melhoraram consideravelmente, em todas as disciplinas. Hoje especificamente os meus participam da aula, seus rendimentos académicos melhoraram. Vendo isso, os encarregados de educação permitem que os meninos recebam Johrei e dois deles se tornaram frequentadores da nossa igreja.

O Ministério da Educação ofereceu carteiras para o Distrito do Zango, sendo a minha escola a 1ª a ser contemplada; Dois encarregados de educação ofereceram tinta para o embelezamento da escola e outros também contribuíram para a vedação da mesma com gradeamento; A Directora, que era a primeira da lista, já não foi exonerada. No Distrito do Zango, a nossa escola foi destacada como a melhor escola recuperada do distrito; Meu salário, graças a Deus e ao Messias Meishu-Sama foi actualizado para um escalão do dobro da minha categoria.

Com essa experiência de fé, aprendi que Meishu-Sama é o Messias salvador da humanidade.

Meu compromisso é salvar o maior número de pessoas. Acredito que, se os meus problemas foram resolvidos, então nada será impossível com o Johrei. Encaminhei 80 pessoas, das quais 30 se tornaram membros. Sou cadastrada e faço os donativos correctamente.

Agradeço ao Supremo Deus, ao Messias Meishu-Sama e aos meus antepassados por me concederem a permissão de conhecer este maravilhoso caminho da salvação. À irmã Maria de Fátima de Oliveira Cardoso, a minha eterna gratidão.

Aos ministros, responsáveis, missionários, membros e frequentadores, que têm contribuído para o meu crescimento espiritual os meus sinceros agradecimentos.

Muito obrigada.