Chamo-me Maria Pereira Domingos Alexandre, 67636745_2101924313441105_5932927278479572992_ntenho 55 anos de idade, dedico no Núcleo de Johrei do Calemba II, como encarregada do Grupo Lua.

O motivo que me levou a conhecer a Igreja foi doença. Por longo tempo, sofri de fortes dores de cabeça, de coluna, inflamação da barriga, dores nos joelhos que me impediam de locomover-se, inflamação no estômago. Como se não bastasse, o meu marido tinha outra mulher e quando fosse passar a noite na minha casa eu não conseguia dormir.

Para solucionar este problema, busquei ajuda nos hospitais e quimbandeiros. No hospital, os médicos não me atendiam, vendo o meu estado, diziam que eu era uma bandida, que tinha tomado medicamentos para provocar um aborto, mas que o feto não havia saído na totalidade, facto que não era verdade; Procurei 4 quimbandeiros, que pediram-me vinho, açúcar e outros artigos acrescido de valores monetários antes de iniciar com o tratamento. Um deles afirmou que eu tinha cobras na barriga, fez o tratamento e deu-me uma vela para oração. Também deu-me medicamentos para fazer clister, orientou que comesse funge com quizaca e peixe seco. De noite, fiz o clister, não tardou comecei a sentir as reações do medicamento. Pela manhã, ao fazer as necessidades maiores, expeli, ao que parece, uma cobra, chamei todos que estavam em casa afim de verem o que havia expelido. Esta ocorrência deixou-me animado e com esperanças renovadas. Continuei com o tratamento e voltei a expelir mais 12. Imediatamente, decidi parar com o tratamento, devolvi a vela da oração no quimbandeiro e paguei o dinheiro de tratamento que faltava.

Já sem solução, decidi me suicidar por enforcamento, porém não o fiz por temor à Deus. Como vivia na Vila da Mata, Cazenga, decidi ir a casa da minha irmã no Palanca esperando apenas pela minha morte.

Foi neste quadro de sofrimento que a irmã Zizi, que já ouvia sobre o meu estado de saúde,  falou-me sobre a Igreja e convidou-me. Na manhã seguinte, levou-me à Unidade Religiosa, onde fui recebida pelo responsável que orientou o seguinte:

  • Receber 10 Johrei ao dia;
  • Encaminhar outras pessoas à igreja;
  • Manter a flor de luz em casa;
  • Limpar o banheiro  e
  • distribuir flores.

Cumpri sem dificuldades as orientações, chegava à nave às 6 e saia às 18 horas, foi assim que o responsável orientou-me para ser outorgada. Depois da outorga, a purificação intensificou, fiz 9 dias com revoluções na barriga não comia, nem bebia. As pessoas diziam: “Aquela senhora tem jibóia na barriga.” Ainda nova na fé, não sabia o que era purificação, ao ver a intensificação da mesma, a minha família se revoltou, pelo que me afastei da Igreja e pendurei o Ohikari por dois anos.

Neste período de afastamento, fiquei paralítica. Decidi retornar a Igreja, pedi a uma irmã que me acompanhasse à nave. Coloquei novamente o ohikari no pescoço. Na unidade fui novamente recebida missionário de plantão que recomendou praticar as orientações recebidas anteriormente, orou comigo no altar e recebi bastante Johrei. À tarde, consegui regressar sozinha à casa caminhando. Recuperei a saúde e como gratidão encaminhei todos os meus familiares e muitas outras pessoas.

A experiência de fé, que desejo partilhar, está relacionado com a materialização do donativo de construção para a pavimentação da Sede Central de África.

Após retornar a Igreja e recuperado a saúde, tempos depois a minha mãe partiu para o Mundo Espiritual. Passado dois anos, comecei a purificar constantemente, o que atrapalhava as minhas dedicações, perdi a permissão de ministrar o Johrei, por duas vezes pela queda do meu Ohikari. Tudo ocorreu em virtude da purificação tinha mas não conseguia agradecer pelo contrário, só lamuriava. Eu estava sempre na Igreja mas o meu sentimento não estava correcto.

Depois de meu Ohikari ter caído no chão, dirigi-me à nave e expliquei o sucedido a Responsável, que orientou-me a fazer encaminhamento, distribuir flores e fazer o pedido de perdão. Cumpri a orientação, mas não tardou o meu Ohikari caiu novamente. Sem jeito, novamente me dirigi a Responsável explicando o sucedido. Por sua vez, ela questionou-me o que estava a se passar, pois era estranho o Ohikari cair consecutivamente. Procurou saber se estava realmente a agradecer pela purificação, respondi que não, lamuriava tanto e estava tão sem jeito para com as vizinhas que sempre questionavam porque estava sempre doente. Isso não me caia bem, afinal sou missionária, encarregada do Grupo Lua, mas sempre adoecia, chegando ao ponto do meu esposo dizer que sentia vergonha de mim, pois quando ele passasse na rua as vizinhas perguntavam:

A tua mulher está todo tempo doente, mas todos os dias vai à Igreja! Como é que ela não melhora?

Houve um dia em que fiz a oração sem vontade e depois da mesma comecei a chorar, a responsavel vendo-me procurou saber o que se passava, respondi que nada. Mas, ela insistiu e acabei respondendo:

Mãe, é a doença que não me deixa.

Numa quarta-feira, participava da Oração de Elevação Espiritual dos nossos Antepassados, a Ministra orientou-nos sobre a importância de participarmos da construção do pavimentação da Sede Central de África. Ao ouvir tais palavras, fiz o compromisso de também participar, tão logo o meu marido me desse a mesada. Quando recebi a mesada, o meu esposo havia me dado somente a metade do que costumava dar, fiquei aflita, pois não sabia como fazer as despesas da casa, caso honrasse o compromisso assumido. Ainda assim, tomei a decisão de materializar a contribuição para a  pavimentação da Sede Central e o dizimo do valor recebido.

Depois de materializar o donativo, a minha mãe incorporou e disse:

Desde que parti para o Mundo Espiritual, encontro-me sempre doente, por isso que tu sentes estas dores de cabeça, pois eu estou encostada em ti. Mas graças ao donativo de construção da Sede Central que você fez, recebi Luz e já me sinto bem. Dona Maria, a partir de agora, todas as contribuições que estiverem a solicitar na Igreja você deve participar, porque aqui no Mundo Espiritual os donativos nos salvam, desmancham muita coisa, é bom para si e para sua família. Já não vais sentir mais essas dores, mas ainda não contribuíste  para as flores do mês. Você precisa participar! Será que você não come? 

Durante o período em que vinha purificando, a tensão arterial estava em torno de 20, eram tantas dores de cabeça e coluna, mas desde que materializei o donativo para pavimentação da Sede Central de África, a tensão arterial voltou ao normal, de 12, as dores de cabeça e coluna melhoraram.

Pela permissão do Messias Meishu-Sama, encaminhei 180 pessoas, das quais 78 são membros, cuido de duas casas, faço o donativo diário, donativo de construção, dizimo, tenho a horta caseira.

Esta experiência permitiu-me entender que o donativo de construção salva os antepassados que estão no fundo do inferno e consequentemente melhora a nossa condição de vida.

Aos ministros,  missionários que dia-a-dia, sem medir esforço nos têm orientado e guiado no cumprimento das práticas básicas da fé messiânica, os meus sinceros agradecimentos.

Muito abrigada.