O princípio básico da Agricultura Natural é o reconhecimento de que o solo é um ser vivo dotado de uma energia original capaz de produzir os alimentos vegetais sem a necessidade de fertilizantes. Vivificar o solo significa conservá-lo sempre puro, sem a utilização de matérias como os adubos. Dessa forma, já que não existem obstáculos, ele pode manifestar suficientemente a sua capacidade original.

O solo foi criado a fim de produzir alimentos suficientes para prover o homem e os animais. Por essa razão, a terra já está em si mesma abundantemente adubada; pode-se até dizer que toda ela é uma massa de adubos. Por falta de conhecimento, os homens se enganaram ao pensar que os alimentos das plantas são os adubos. Baseados nessa crença, vieram aplicando adubos artificiais e, consequentemente, foram enfraquecendo, de forma desastrosa, a energia original do solo.

O adubo químico, embora inicialmente mostre resultados de melhorias da produção, ao longo do tempo suja o solo, enfraquece as plantas e torna-as vulneráveis às pragas. Consequentemente, para matar as pragas utilizam-se os agrotóxicos. Todo esse processo entra em um ciclo prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana. Assim, a Agricultura Natural tem como objectivo recuperar a força original do solo até que possa novamente produzir alimentos verdadeiramente saudáveis.

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